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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Em boa hora

No próximo dia 12 de outubro, sexta-feira, a Seleção Portuguesa de Futebol enfrentará, no Estádio Luzhiniki, em Moscovo, na Rússia, a seleção local. Quatro dias depois, receberá no Estádio do Dragão, a sua congénere norte-irlandesa (é assim que se diz, não é?). Ambos os jogos contarão para o Apuramento para o Campeonato do Mundo em Futebol, que terá lugar no Brasil, no verão de 2014. A Equipa de Todos Nós encontra-se, neste momento, reunida em Óbidos com vista à preparação destes dois encontros.

Os russos constituem um  adversário razoavelmente conhecido, tendo em conta jogos disputados com eles num passado relativamente recente, bem como o facto de jogadores como o Bruno Alves estarem familiarizados com o futebol daquele país.


Comecemos por recordar o segundo jogo da fase de grupos do Euro 2004. Lembro-me de este ter decorrido numa altura de grande contestação a Luiz Felipe Scolari, depois da derrota aos pés da Grécia, no jogo de estreia. Eu própria me sentia desconfiada - só apanhei o, já famoso por estas bandas, vírus da Seleção no Estádio de Alvalade, no jogo com a Espanha. De qualquer forma, a Seleção apresentou-se completamente renovada no segundo jogo desse Europeu, no Estádio da Luz. Lembrava-me - antes de o confirmar vendo os vídeos-resumo - que o primeiro golo foi marcado por Maniche e que o segundo resultou de uma bela assistência de Cristiano Ronaldo, em que Rui Costa teve, apenas, de empurrar a bola para a baliza com o pé. Ficou-me bem gravada na memória uma imagem, algo cómica, do Cristiano ouvindo as instruções de Luiz Felipe Scolari, pouco antes de ser lançado a meio da segunda parte, enquanto colocava adesivos nos brincos, ajudado por um ou dois assistentes. Igualmente bem gravados ficaram o lance do golo  e os festejos do, na altura, "puto" abraçado ao "cota" da Seleção.


O jogo seguinte com a Rússia deu-se quatro meses depois, no Estádio de Alvalade, desta feita contando para a Qualificação para o Mundial 2006. Foi a célebre goleada de sete bolas contra uma, uma verdadeira festa de golos. Segundo o que me recordava deste jogo, o Cristiano marcou dois golos, o Petit marcou outros dois, o Pauleta e o Simão marcaram um cada. Só agora, depois de ver o vídeo-resumo, é que me recordei que o outro marcador foi Deco. Outra coisa de que me recordei com este vídeo, foi que um dos golos do Cristiano Ronaldo foi um tiro espetacular, de fora da área. Ele sempre foi mágico...


O outro jogo com a Rússia, em setembro do ano seguinte, é, contudo, de má memória para o madeirense, visto ter sido disputado pouco após a morte do pai, Dinis Aveiro. É, de resto, a única coisa de que me recordo deste jogo, para além do resultado: um empate sem golos.


Anos mais tarde, a Rússia chegou mais longe do que nós no Euro 2008, tendo tido, inclusivamente, o mérito de expulsar uma prometedora Holanda. Falhou o Mundial 2010 e no Euro 2012 caiu na fase de grupos, não  sem antes golear a República Checa - a quem nós só ganhámos por uma bola tirada a ferros.

Em suma, a seleção russa é imprevisível, traiçoeira, capaz do melhor e do pior. Não podemos subestimá-a. Não a subestimaríamos de qualquer forma, pois está empatada connosco no topo da tabela classificativa, é a mais forte do nosso grupo, a seguir a nós próprios. Paulo Bento parece estar bem ciente disso pois já afirmou, mais do que uma vez, que a Seleção jogará para a vitória mas um empate pode, eventualmente, ser aceitável. A única coisa de que tenho a certeza é de que este será um jogo interessante, dos mais interessantes desta fase de Qualificação.

Devido à diferença horária, o jogo com a Rússia começará às quatro da tarde, cá em Portugal. Era para ter aula ou, caso conseguisse assistir mais cedo, ainda estar a caminho de casa a essa hora. Mas esta semana não terei essa aula, felizmente... ou infelizmente. Para ser sincera, gostava de ter uma desculpa para ouvir o relato radiofónico, que prefiro ao televisivo, mesmo que fosse durante a aula (não seria a primeira vez e até dava outro gozo... eh eh eh!). Assim, mais ninguém deve estar em minha casa a essa hora, mesmo o Twitter não deve ter grande atividade a essa hora... Acho que vou ver o jogo para um café ou assim.


Se a seleção russa é relativamente bem conhecida, o mesmo não poderei afirmar no que toca à Irlanda do Norte. Tanto quanto me recordo, tivemos um particularzito em 2005, acho que empatámos, mas não passa disso. Como já referi aqui no ano passado, aquando do sorteio para esta fase de Qualificação, são daquelas equipas que não têm nada a perder, que, não disputando connosco o Apuramento, podem fazer-nos perder pontos. Também requererá cuidados.


Não há muito mais a dizer, nesta altura do campeonato. Depois de três ou quatro anos de blogue sobre a Seleção, estes jogos de Qualificação já não dão grande material para escrita, pelo menos não para estas entradas pré-jogo. Acrescento, apenas, que estes dois jogos vêm em muito boa hora, pela parte que me toca. Estas últimas semanas não têm sido muito fáceis para mim. Agora sou eu que ando "triste", em vez do Cristiano - aliás, o Ronaldo parece tudo menos triste, anda a marcar dois ou três golos por jogo... Por meu lado, tenho tido uns dias difíceis, essencialmente pelos mesmos motivos de toda a gente: a crise, a austeridade, a incerteza em relação ao futuro, o stress do curso, a possibilidade bem forte de ser obrigada a emigrar quando terminar os estudos. Também não ajudou o facto de ter estado meio doente na semana passada. Uma simples constipação, mas que causou demasiado transtorno para algo benigno.

Como podem ver, tenho andado invulgarmente necessitada da Terapia das Quinas. E já tem dado frutos. Por causa das queixas de Cristiano Ronaldo aquando d'El Clásico, estava com medo que o madeirense ficasse de fora desta jornada dupla da Seleção. Mas tudo não passou de um susto. Foi um grande alívio quando o soube e até me senti entusiasmada com a perspetiva de termos este Ronaldo que marca dois ou três golos por jogo do nosso lado.

Sem pressão, Cristiano! Até porque ele ainda não recuperou totalmente da lesão. Os outros também terão de se mexer nestes dois jogos.

É a história do costume. A Seleção não resolverá nenhum destes problemas mas, se estes jogos e tudo o que está ligado a eles - o entusiasmo, eventuais momentos de futebol, a expetativa de uma presença no Mundial 2014 - ajudarem a afastar pensamentos negativos, a dormir melhor durante a noite, a ter um motivo para sobreviver aos próximos tempos, terá valido a pena. A história do costume.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Portugal 3 Azerbaijão 0 - Vitória + exibição = Boa noite de Seleção

Na passada terça-feira, dia 11 de setembro, a Seleção Portuguesa de Futebol recebeu no Estádio Axa, em Braga, a sua congénere azeri. Foi um jogo a contar para a Qualificação para o Campeonato do Mundo em Futebol, que se realizará em 2014 no Brasil, que a Seleção levou de vencida por três golos sem resposta.

Vi este jogo na sua totalidade acompanhada pela minha irmã mais nova, como já se tornou hábito. As suas tiradas, de um humor entre o de menina reguila e de dondoca, dão sempre uma outra graça a tudo. No início, ela disse-me que a Seleção nunca havia ganho naquele estádio. O meu irmão, prático, fez-lhe ver que existem muitos estádios no planeta que nunca albergaram uma vitória portuguesa. E este era apenas o terceiro jogo da seleção naquela arena.

No entanto, mentiria se dissesse que a ideia da maldição do Estádio de Braga, o espectro do empate frente à Albânia há quatro anos naquele palco nunca me passaram pela mente durante os noventa minutos do jogo.

A Seleção entrou e campo com uma atitude completamente diferente com que abordara o jogo de sexta-feira. Este encontro foi de sentido único, disputando-se quase todo no meio campo azeri. A baliza dos nossos adversários esteve constantemente debaixo de fogo. No entanto, a bola teimava em não entrar.


Isto é já um problema crónico, um filme muito visto, protagonizado pela Equipa das Quinas: a finalização. João Moutinho, no final do jogo, falava em azar - mas eu também vi alguma aselhice na maneira como perdiam as bolas na grande área azeri. Algumas pareciam de propósito. A páginas tantas, a coisa torna-se psicológica, formando-se um ciclo vicioso. Não ajudava o facto de o guarda-redes azeri, depois de um frango no último jogo da sua seleção, estar inspirado naquela noite. 

Há uns tempos, ouvi a minha irmã a reclamar a propósito do seu clube:

- Porque é que todos os guarda-redes fazem os jogos das vidas deles sempre que jogam contra o Sporting?

Podia-se perfeitamente reformular essa pergunta, desta feita, para a Seleção. No entanto, pior do que o guarda-redes, era o poste.


Se não se justifica falar de uma maldição do Estádio Axa, o caso muda de figura no que toca aos ferros das balizas. Só neste jogo, enviámos umas seis ou sete bolas ao poste. Já na sexta-feira, tinham ido duas ou três. E isto já vem desde o Europeu. Não percebo o que é que existe entre a Seleção e a trave para os Marmanjos estarem constantemente a enviar-lhes as bolas... Não parece ser um relacionamento saudável, como dizia a Ana, uma das minhas seguidoras no Twitter, a Turma das Quinas parecia gostar demasiado de dar boladas aos ferros...

- Juro-te, o poste é o melhor guarda-redes de sempre! - chegou a reclamar a minha irmã.

No intervalo, o Ronaldo chegou a ir até aos ferros, como que para se certificar de que não havia nenhum íman escondido que estivesse a atrair a bola. Mas talvez a melhor solução seja aquela que o Record sugeriu: ir à bruxa.

No meio de tudo isto, há que louvar a atitude dos jogadores. Apesar de exibirem, ocasionalmente, sinais de ansiedade - a certa altura o Ronaldo começou a rir-se após os remates falhados, como se tivesse chegado àquela fase em que se ria para não chorar - a equipa nunca perdeu o norte, todo e cada elemento - incluindo aqueles como o Nani que nem sequer estavam a ter um desempenho brilhante - se entregou competamente ao longo de todos os noventa minutos de jogo.

Por outro lado, o que nos valeu foi o facto de o Azerbaijão não ter tido capacidade de tirar proveito da nossa falta de pontaria. Com outro adversário, a história seria diferente.


O momento alto do jogo foi a substituição de Miguel Veloso por Varela, aos sessenta e poucos minutos de jogo, seguida, ainda nem um minuto havia passado, do primeiro golo do encontro, marcado pelo homem que acabara de entrar. Mais uma vez, Varela fez de bombeiro da Seleção, de Salvador da Pátria, depois daquele inesquecível golo frente à Dinamarca. Não quero comparar as circunstâncias em que se marcaram os dois mais recentes golos do Marmanjo envergando a camisola das Quinas, mas ambos foram celebrados intensamente, com um misto de alívio e júbilo.

Este golo deu à equipa a confiança necessária para, mais uma vez, tal como disse a Ana, deixar os postes em paz e dilatar ainda mais a vantagem O primeiro a fazê-lo foi, mais uma vez, o Hélder Postiga, após uma bela assistência de Cristiano Ronaldo.


Tal como já tinha escrito no outro dia, parece que os jornais já perceberam, finalmente, que o Hélder até é bom jogador. Hoje assinalaram que o ponta-de-lança já tem uma média de golos superior à do Ronaldo - tal como já eu tinha dito antes do Europeu. Ainda ontem, no início do jogo, o meu irmão perguntava como é que ainda deixavam o Postiga jogar.

- Ui, agora irritaste a Sofia - comentou a minha irmã, divertida.

No entanto, engoli a irritação e nada disse. O Hélder falou por mim ao marcar o golo. Depois de o celebrar, virei-me para o meu irmão e perguntei-lhe.

- Que 'tavas a dizer sobre o Postiga?

Deste modo, neste momento, depois de muito ter defendido o Hélder, no blogue, no Facebook, na televisão, cada golo dele com a camisola das Quinas ganha um sabor especial, é uma prova de que tenho razão. 

Mas também, se formos por aí, cada golo que a Equipa de Todos Nós marca também é uma prova de que tenho razão, de que faço bem em apoiá-los incondicionalmente.


O golo de Bruno Alves - que já tinha marcado no último jogo frente ao Azerbaijão - surgiu três minutos mais tarde, quase sem darmos por ele, selando o resultado. Quando o árbitro apitou três vezes, fiquei com pena pois até estava a gostar do jogo.

Como podem calcular, fiquei satisfeita. Foi uma boa noite para a Turma das Quinas. Portugal amealhou mais três pontos, totalizando seis, neste momento, e fez uma exibição globalmente positiva, tirando os problemas na finalização. Gostei sobretudo do facto de a Seleção ter melhorado de um jogo para o outro. Daqui a um mês, enfrentaremos a Rússia, a nossa principal adversária neste Apuramento. Como quero que Portugal volte a amealhar seis pontos nessa dupla jornada, espero que a Equipa das Quinas esteja ainda melhor nessa altura, que continue a crescer à medida que a Qualificação avança.


Paulo Bento fez questão de abrir a Conferência de Imprensa que se seguiu ao jogo agradecendo ao público por, numa altura em que as coisas parecem cada vez piores a nível sócioeconómico, por terem vindo ao estádio. Fica bem o agradecimento. Há que, de facto, elogiar o público que foi impecável: puxando pela Seleção durante praticamente todo o jogo, sendo paciente perante os inúmeros ataques falhados. E a Seleção até retribuiu bem o apoio que lhe foi dado.

Cada vez mais pessoas, começando pelas trinta mil que foram ver este jogo, começam a aprender aquilo que já sei há, pelo menos, dois anos: neste momento, a Equipa de Todos Nós é a única instituição neste País que cumpre as promessas que faz, que retribui aquilo que recebe da nossa parte, que nos oferece consolo e alegria. Não resolve a crise, ao contrário do que o Onze Por Todos insinuava, mas dá-nos alguma força para lidarmos com ela. Eu própria tenho tido alguns dias complicados ultimamente. No entanto, agora, este tão desejado bom arranque de Qualificação, a expectativa dos próximos jogos, ajudar-me-ão a não ter medo do que aí vem. E estou certa de que também ajudará outras pessoas. É a conversa do costume, que tenho vindo a repetir desde há dois anos a esta parte. Espero que a Seleção continue a dar-me motivos para repetir estas palavras de esperança outra e outra vez.

domingo, 9 de setembro de 2012

Luxemburgo 1 Portugal 2 - Não havia necessidade

Na passada sexta-feira, dia 7 de setembro, a Seleção Portuguesa de Futebol venceu a sua congénere luxemburguesa por dias bolas a uma, naquele que foi o seu primeiro jogo da fase de Qualificação para o Mundial de 2014, que terá lugar no Brasil.

Estava praticamente toda a gente - eu incluída - à espera de uma vitória fácil e esmagadora. Mesmo que a Seleção não tivesse um desempenho brilhante, em princípio, a vitória chegaria sem dificuldades de maior. Não foi isso que aconteceu naquela noite.

Paulo Bento afirmara que a Seleção enfrentaria este jogo como se estivesse na fase final do Europeu. E, de facto, a maneira como entraram no jogo - lentos, desorganizados, trapalhões - lembrava-me o início dos jogos contra a Dinamarca e a Holanda. Acabou por não surpreender muito o golo do Luxemburgo - mas não deixou de ser um balde de água fira, cujo efeito nem sequer foi atenuado pelo calor que tem deito nestes dias. Dei por mim mordiscando o meu velho boné com os nervos, vendo a Seleção debatendo-se perante uma equipa na qual só jogavam três profissionais. Chegava a adquirir contornos caricatos, ridículos. Um dos jogadores é vereador. O Daniel da Mota, o luso-descendente que nos marcou o golo, trabalha num escritório durante o dia e só treina à noite. O guarda-redes é supervisor de um pavilhão desportivo ou algo do género. Havia momentos em que não sabia se devia rir ou chorar.



O golo de Cristiano Ronaldo aliviou um bocadinho os nervos. Curiosamente o abraço que trocou com o Hélder Postiga fez-me recordar o primeiro golo do jogo do ano passado, frente ao mesmo adversário. Nesse encontro, tinha sido o Hélder a marcar primeiro mas ele e o Ronaldo também se abraçaram. Fiquei com a ideia de que, em circunstâncias normais, o madeirense não festejaria um golo de empate mas, depois da polémica dos últimos dias, fez questão de agitar o punho em sinal de triunfo. E pronto, já toda a gente diz que ele está feliz de novo. 

Apesar dos golos, o ritmo do jogo manteve-se praticamente inalterado. Só depois da segunda parte é que os Marmanjos pareceram acordar para a vida: o golo do Hélder Postiga - executado de forma soberba - não surpreendeu.


Eu acho graça ao facto de só depois de o Hélder marcar é que as pessoas se recordam de todas as vezes que o ponta-de-lança já marcou pela Seleção, muitas vezes salvando-nos o couro - como, por exemplo, no Euro 2004, frente à Inglaterra. E anteontem. Ainda ontem, no Record, vieram falar da sua média de golos por jogo. Ninguém se recorda disso quando meia opinião pública contesta a sua Convocatória, quando os comentadores se queixam da falta de pontas-de-lança. Admito que o Postiga já fez os trinta, logo, já não lhe restam muitos anos de carreira, sendo, por essas e por outras, importante apostar em jovens como o Nélson Oliveira. No entanto, gostava que se desse mais valor àquilo que o Hélder faz pela Seleção.

Esperava-se que, depois deste golo, ficasse mais fácil marcar mais um ou dois tentos. No entanto, a Seleção continuava lenta e os luxemburgueses recusavam-se a render-se. Cheguei a uma altura em que só pedia para manterem o resultado - não me surpreenderia se a coisa ficasse, de novo, empatada.

Felizmente, tal não aconteceu. A Seleção conseguiu amealhar três pontos.


Fiquei bastante mais satisfeita com o resultado do que com a exibição. Não percebo como é que os luxemburgueses nos foram criar tantas dificuldades... Talvez seja como disse o Hélder, talvez já não existam adversários fáceis. Ou talvez, pura e simplesmente, não tenham levado o Luxemburgo a sério, apesar da promessa de Paulo Bento.

No entanto, três pontos são três pontos. Não me esqueci do que aconteceu há dois anos - ainda que, na altura, tivessem a desculpa do caso Queiroz. E também já tivemos uma dose exagerada de jogos em que dominámos em praticamente tudo exceto no marcador. Toda a gente prefere jogar mal mas ganhar, em vez do contrário. Não estou demasiado preocupada pois sei perfeitamente que a Seleção sabe jogar bem melhor do que isto, quando está para aí virada. Mas porque é que tivemos de sofrer tanto? Como dizia o outro, não havia necessidade...

Não é fácil ser adepto incondicional da Seleção...


Este jogo assemelhou-se imenso ao jogo com o Liechtenstein, em outubro de 2005, um a que fui assistir no Estádio de Aveiro. Também nesse começámos por estar a perder contra uma seleção amadora - acho que nunca me vou esquecer do velhotezinho isolado, apoiante do Liechtenstein, comemorando o golo - e vimo-nos gregos para virar o resultado. Tanto nesse jogo como neste, o mais importante foram os três pontos. A diferença é que, neste, foram os primeiros pontos a serem amealhados nesta fase de Qualificação. No jogo de 2005, os três pontos selaram-nos a Qualificação para o Mundial 2006.

Agora, tal como fiz em 2005, vou concentrar-me no lado positivo deste jogo, os três pontos amealhados. No entanto, estes não são suficientes para obtermos o bom arranque de Apuramento que desejo. Ainda falta ganhar ao Azerbaijão. Convinha jogar melhor do que se jogou na sexta-feira. O desempenho frente ao Luxemburgo foi suficiente para vencermos o Luxemburgo mas tenho medo que não seja suficiente frente aos azeris.

O que eu desejava mesmo era uma Qualificação imaculada, só com vitórias, como as últimas da Espanha. Mas o melhor é sempre encarar a viagem passo a passo, jogo a jogo. Para já, espero que Portugal ganhe o próximo, que dê mais um passo em direção ao Brasil. Que a viagem apenas acaba de começar.
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