quarta-feira, 11 de junho de 2008

Portugal 3 República Checa 1; Não vás, Scolari!


Ganhámos à República Checa! 3-1! Foi outro jogo de muitos, muitos nervos, mas também qual é o jogo da Selecção, especialmente durante fases finais como esta, que não o é? Com isto, e também com a derrota da Suíça, garantimos o primeiro lugar do grupo, haja o que houver, e um jogo a feijões no próximo domingo.

Mais uma vez, assisti a este jogo em casa, mas desta feita resolvemos experimentar desligar o som da televisão e ouvir o relato na rádio. Praticamente não havia diferença no timing, exceptuando algumas jogadas, como, por exemplo, os golos, em que dava a ideia que o rádio estava dois ou três segundos adiantado em relação à televisão. Gosto muito mais dos comentadores da rádio, que vivem intensamente o jogo e o relatam de forma bem emotiva, tão emotiva que muitas vezes dá vontade de rir. Um bom exemplo disto é um vídeo que encontrei no YouTube com o relato do desempate a penálties do jogo com a Inglaterra (o meu favorito do Mundial 2006): http://youtube.com/watch?v=tl0m2NaG8V0. Fartei-me de rir ao ouvir aqueles tipos... Os comentadores da televisão são demasiado passivos. Limitam-se a dizer o nome dos jogadores que têm a bola, algumas curiosidades e pouco mais... Não roçam os calcanhares dos da rádio.

A gente não jogou tão bem como jogámos contra a Turquia, pelo menos durante a primeira parte. É claro que os checos jogaram bem melhor do que os turcos e fizeram-nos suar. Em menos de dez minutos anularam-nos a vantagem obtida no início do encontro e fizémos das tripas coração para regressar à liderança. Por duas ou três vezes, estiveram bem perto de marcar mais uns golos, a sorte é que esteve do nosso lado. O Cech defendia tudo, o raio do homem!

O Deco, para mim e não só, foi o homem do jogo, mas o Cristiano Ronaldo é que foi escolhido pela UEFA, de uma forma um bocado injusta, na minha opinião. O Ronaldo também esteve muito bem, mas o Deco é que merecia o prémio, já que foi essencial nos três golos que a gente marcou. Como ele não tem o mediatismo do Cristiano, foi prejudicado. Mas, por outro lado, a equipa, no geral, esteve bem e mereceu ganhar.

A alegria da vitória foi estragada pela notícia de que o Scolari vai para o Chelsea no fim do Europeu. Eu soube da novidade quando vi a notícia publicada no sapo.pt. No início, não acreditei e repeti várias vezes em voz alta:

- Só podem estar a gozar!

Não estavam. Ainda fui ao site oficial do Chelsea para me certificar de que não era só um boato. Não era. Só mais tarde é que aceitei que era mesmo verdade, o Scolari vai-se embora.

Não estava nada à espera desta notícia. É claro que já se falava de uma eventual saída, afinal ele já cá está há cinco anos, mas, pelo que eu tinha percebido, tudo ia depender do nosso desempenho no Euro 2008, que ainda agora começou... Afinal de contas, já estava tudo definido. Como disse o João Gobern na sua crónica do "Pano para Mangas" da Antena1, afinal o Scolari não foi a Inglaterra só para dizer ao Ricardo Carvalho que ele ia ser um dos capitães da Selecção, quando podia tê-lo dito ao telefone. A gente devia ter desconfiado...

Como é que será a época "pós-Scolari"? Eu já mal me lembro da Selecção antes de ele vir! Parece que foi há séculos... Quem virá ocupar o lugar dele? Conseguirá continuar o ciclo de triunfos que o Scolari criou?

Eu acredito que a gente não vai deixar de ter sucesso só porque o Scolari vai dar de frosques. Afinal de contas, ele não foi o único responsável pelo óptimo desempenho da Selecção, nós também temos tido a sorte de ter jogadores talentosos. Mas lá que vou ter saudades do eterno "Felipão", do eterno "Sargentão", com o seu ar bonacheirão apesar do mau feitio, lá isso vou. E duvido que seja a única.

domingo, 8 de junho de 2008

Depois do nosso jogo de estreia

Ganhámos à Turquia por 2 golos sem resposta, de Pepe e de Raúl Meireles.
Confesso que a Selecção me surpreendeu pela positiva, jogou melhor do que eu estava à espera. Já vos tinha dito, para este Cameponato, não estava tão confiante como estava antes do Mundial 2006. Este jogo de estreia contribuiu para aumentar os meus níveis de confiança. Parece que o Scolari lá arranjou uma maneira de transformar aqueles conjunto de marmanjos numa equipa - eu sabia que ele era capaz! Se o nível se mantiver, podemos chegar longe neste campeonato.
Assisti ao jogo em minha casa com o meu irmão - pelo menos em parte, já que, como de costume, passei o jogo quase todo a mandar boquinhas de treinadora-de-sofá-da-sala que o enervaram e ele resolveu ir ver o jogo no quarto. Mas a verdade é que sofri bastante durante o jogo, apesar de Portugal ter dominado durante praticamente (se não foi totalmente) todo o encontro. Foi mais pelo facto de termos tido uns quantos azares, como, por exemplo, o golo anulado a Pepe por fora-de-jogo (não tenho bem a certeza se foi mesmo...) e as bolas ao poste pelo Ronaldo e pelo Nuno Gomes. Por acaso, quando este último atirou a sua primeira bola ao poste eu berrei:

- Outra vez o poste?!? #&@£%!!!
E de nada valeu ao meu irmão ter ido para o quarto, pois ele ouviu o grito.

Eu sabia que Portugal estava a jogar bem, que as dificuldades com que nos havíamos deparado durante os particulares com a Grécia e a Itália estavam mais ou menos ultrapassadas, que o golo não tardaria, mas, como a Turquia nem estava a fazer muito pela vida e eu não percebo assim tanto de futebol e receava estar enganada, só ousei verbalizá-lo quando os comentadores o disseram primeiro. Foi um alívio quando o Pepe marcou o primeiro golo, mas mesmo assim eu só ficaria mais tranquila quando se marcasse o segundo. Que só veio no derradeiro minuto da compensação como resultado de uma jogada excelente, diga-se de passagem.

Se a gente tivesse marcado mais cedo em vez de acertar no poste, o resultado podia ser bem mais expressivo e talvez eu não me enervasse tanto. Acho que foi uma má ideia aquele jogo de caridade durante o Estágio em Viseu em que a ieia era acertar no poste - o pessoal habituou-se demasiado a isso. Foi mesmo um caso de pontaria a mais. Em todo o caso, serviu para provar que a Selecção é (muito) mais que Cristiano Ronaldo, que, apesar da ausência de antigos jogadores, temos uma boa equipa e para a esfregar no nariz de muitos cépticos que por aí andavam, incluindo o meu pai que dizia que o Scolari conseguira pôr os marmanjos a ganhar por usar a equipa-base do Mourinho.

Pouco depois do término do encontro, já se ouviam na rua alguns buzinões e festejos, mas eu (ainda) não alinho nisso. Estou feliz pelo facto de a Selecção ter feito uma bela exibição, como há já muito não se via, mas ainda é muito cedo para lançar foguetes. Ainda só ganhámos um jogo, ainda temos de jogar com a República Checa. É claro que vamos em ligeira vantagem por termos macado mais um golo que os checos, que mesmo que empatemos mantemos o primeiro lugar do grupo, mas tudo pode acontecer... Creio que, se jogarmos como ontem ou ainda melhor, não devemos ter grandes problemas. Só quando passarmos à segunda fase é que festejarei a sério.

P.S. Tenho pena do Quim e do seu pulso. Logo agora que ele fez uma grande temporada e tinha hipóteses de chegar a titular, acontece-lhe isto... É preciso azar. Em todo o caso, sempre é uma oportunidade para o Nuno Espírito Santo mostrar o seu valor.

P.P.S. Uma estação televisiva espanhola, o Intermedio, anunciou que durante o Europeu vai torcer por Portugal. Pois... Como diria o Araújo Pereira, o que aquela malta quer, sei eu. Aqueles tipos estão mesmo desesperados pelo Ronaldo, chiça! Eu falo por mim, a gente não precisa de apoio hipócrita desse género, obrigada. Além de ser uma clara falta de consideração pela selecção espanhola... É preciso ter muita lata!

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Antes da nossa estreia no Euro 2008

É amanhã. É amanhã que começa o Euro 2008, e é amanhã que jogamos contra a Turquia. Depois de tanto tempo à espera deste dia, confesso que sinto um ligeiro formigueiro no estômago.

Sei que tivémos alguma sorte no sorteio dos grupos. É claro que este não é um grupo fácil, mas imaginem como seria se nos tivesse calhado o grupo da França, da Itália e da Holanda!?! Não invejo nada a selecção da Roménia... A Turquia a mim não me diz muito, excepto que, em 2002, ficou em terceiro lugar no Mundial. A Suíça, ainda menos. A que me assusta mais é mesmo a República Checa - lembro-me que estava a fazer uma óptima prestação no Euro 2004 até ser derrotada pela Grécia com um golo no derradeiro minuto do prolongamento, salvo erro.

Lembro de ver num jogo do Mundial 2006, julgo que da Arábia Saudita, os jogadores, que deviam ser islâmicos, festejarem um golo ajoelhando-se voltados para Meca. Achei bastante interessante. Nós temos os marmanjos a rezarem um "Pai-Nosso" ou uma "Avé-Maria" antes de cada jogo, benzendo-se antes de entrar em campo, e a festejar golos e vitórias apontando para o Céu, gritando "Estou aí!", um Mister com uma imagem da Nossa Senhora do Caravaggio e outras selecções têm outras crenças e outros rituais. Pergunto-me que, se os turcos marcarem (bato três vezes na madeira), se vão festejar de forma sememlhante. Espero que sim, dá mais interesse ao jogo. É claro que nessa altura devo estar mais ocupada a dizer palavrões do que a reparar no modo de festejar dos atletas.

Aparentemente, todos os jogadores estão aptos para o jogo (apesar de se ter anunciado que o Deco vai ser poupado durante este Campeonato), todos estão cientes da importância de uma vitória amanhã frente à Turquia, e todos darão o seu melhor. Espero bem que o façam! Enfim, vamos ver no que dá.

Como de costume nestes dias, têm havido várias críticas em relação ao "fanatismo" em torno da Selecção Nacional, quando o país está em crise, o preço da gasolina não pára de aumentar, temos a greve dos pescadores a tirar o peixe da mesa do jantar, etc, etc. Enfim, dizia-se basicamente o mesmo durante o Euro 2004 e o Mundial 2006 por gente que se considera "intelectualmente superior" ao resto dos mortais que seguem a Selecção para todo o lado. Muitos deles até têm razão. A Selecção Nacional não resolve a crise, não aumenta o emprego, nem os salários, não baixa o preço à gasolina, nem nada. E, se a gente pensar bem no assunto, nada disto faz muito sentido, é verdade.

No entanto, acho que há uma boa dose de exagero nessas críticas. Afinal de contas, esta euforia só dura mês e meio, dois meses no máximo, e só acontece de dois em dois anos. Pode não resolver os nossos problemas, mas ao menos serve de escape, dá-nos um pouco de alegria e optimismo à nossa vida que, durante o resto do tempo, não presta para nada.

Além disso, o "fanatismo" ligado à Selecção é um fanatismo relativamente pacífico, pouco agressivo, que une um país inteiro em torno de uma única equipa - é bem diferente do fanatismo ligado aos clubes que, na minha opinião, é muito pior. O "Clubismo" divide o país em vez de o unir. Temos "batatadas" entre adeptos de clubes diferentes e vários tipos de vandalismo, sobretudo em dias de "Dérbi" ou "Clássico", às vezes entre jogadores e equipa técnica e adeptos - os exemplos abundam - em manifestações de grande mau perder e de falta de desportivismo. Temos ainda às guerras entre os dirigentes, mais finas e subtis, as célebres "trocas de palavras ou acusações" mas que não são muito melhores que a "porrada" entre adeptos. Conheço até um caso de um tipo que assassinou um amigo por causa de uma divergência futebolística, há uns anos atrás - acontecimento que ainda hoje me horroriza e envergonha profundamente.

Foi por causa deste fanatismo que eu me afastei dos clubes de futebol. Sou de opinião que o futebol deve unir - não dividir - as pessoas. O "Clubismo" tem estes defeitos todos, vigora todo o ano mas, se for preciso, é menos criticado que o "Seleccionalismo". Ao menos nós manisfestamos toda a nossa devoção à Selecção sem criarmos inimizades estúpidas com adeptos de outras selecções. Pelo menos, até agora não temos tido muitos problemas...

Aproveito, já agora, para fazer um apelo aos adeptos que estiverem na Suíça e na Áustria para apoiarem a nossa Selecção: mostrem todo o vosso apoio aos marmanjos mas respeitem os nossos adversários, evitem ao máximo ofendê-los a eles ou às respectivas selecções, convivam com eles em clima amigável, não se metam em "batatadas", que isso só mancha a nossa imagem e estraga a festa do Europeu. O futebol serve para unir, não para dividir.

Entretanto, o FC Porto foi suspenso das competições europeias por uma época por causa do escândalo de corrupção do "Apito Final". Pinto da Costa já disse que vai recorrer da decisão, que não aceita que o Porto seja afastado da Liga dos Campeões. Os Benfiquistas, esses, esfregam as mãos de contentes, fazem figas para que o recurso falhe para assim poderem ir à Champions apesar de terem terminado uma época para esquecer no quarto lugar da Liga.

Apesar de ser extremamente negativo para o FC Porto e para o país em termos futebolísticos, na minha opinião, o Porto está só a colher o que semeou, não se pode queixar. Ninguém lhes mandou irem tentar manipular resultados. Acredito que quem faz sabotagem deste género, quem compra árbitros, quem copia nos exames, quem pratica fraude eleitoral, é gente de fraca personalidade, um bando de falhados que não conseguem ter sucesso jogando de forma legal. O Porto não precisava de fazer isto! Isto tudo aconteceu, salvo erro, durante a época de 2003/2004, no tempo do Mourinho. Com um treinador daqueles, eles podiam ganhar de forma limpa, não precisavam de manipular árbitros. E mesmo que equipa e treinador não prestassem, eu não desceria tão baixo. Preferia ficar no fundo da tabela sabendo que a equipa se esforçou ao máximo, do que estar no topo à custa de massa, docinhos, café com leite, frutinha e jantares. Se eu fosse aos jogadores e à equipa técnica, veria isto como um insulto e pediria de imediato a demissão. Se eu fosse adepta do Porto, morreria de vergonha.

No meio disto tudo, são os jogadores e os técnicos que mais sofrem com isto tudo. Esforçaram-se tanto para chegar ao primeiro lugar e garantir um lugar na Liga dos Campeões e agora, por causa do seu presidente, vão ver a Champions pela televisão, enquanto uma equipa que não merecia, tem oportunidade de entrar no campeonato. É mais por causa dos jogadores e equipa técnica, que não merecem nada disto, que eu torço pela anulação da sentença. Agora o Pinto da Costa, ou quem quer que tenha sido o responsável pela tentativa de corrupção ou mesmo a corrupção, é que merecia ser punido, e bem!

Por outro lado, vendo isto numa prespectiva mais humorada, isto tudo até pode dar sorte. Se a Itália foi campeã no ano em que na Liga Italiana vieram a público casos de corrupção desportiva, pode ser que o mesmo aconteça connosco este ano...

A um dia da nossa estreia no Europeu, vou fazer aqui uma promessa: se formos campeões torno-me sócia da Selecção e não como doces (isto inclui chocolates, bolos, pastilhas elásticas, gelados, bolachas tipo "Oreo" e afins) durante um mês. Sei que este último não parece ser um sacrifício por aí além mas garanto-vos que é. Eu, que como um chocolate quase todos os dias, vou sofrer para cumprir a promessa. Mas a balança agradece.

P.S. Em relação à sugestão deixada nos comentários, eu até punha o vídeo na tal página, só que o vídeo está marcado com o "third party content" por ter usado uma música do Bryan Adams. No site não aceitam vídeos com o "third party content". Mas obrigada, em todo o caso!

terça-feira, 3 de junho de 2008

Música



No Domingo passado, à tarde, a Selecção Nacional foi recebida no Palácio de Belém pelo Presidente da República e, de seguida, dirigiu-se ao Aeroporto da Portela onde embarcou num avião fretado com destino a Genebra, Suíça. Milhares de portugueses armados até aos dentes com as cores nacionais foram ver os marmanjos quer à saída do hotel, em Oeiras, junto ao Palácio de Belém, na Segunda Circular, junto ao Aeroporto da Portela, junto ao Aeroporto em Genebra e à chegada em Neuchâtel.


Eu não estive lá, mas assisti à coisa pela televisão. Estive a ver o autocarro a ir de Oeiras a Belém e depois até à Portela (se não me engano, o condutor cometeu umas quantas infracções do género pisar traços contínuos e mudar de faixa sem usar o "pisca" mas enfim...), a cerimónia com o Presidente da República e o avião a descolar. Agora os marmanjos estão na Suíça, em Neuchâtel, a preparar o jogo com a Turquia no próximo Sábado.


Muita gente se tem queixado da falta de retribuição do afecto que os tugas tem demonstrado (e de forma bem clara) pela sua Selecção e eu concordo quase todos eles. Não gostei da afirmação do Mister que "estamos aqui para trabalhar, não para passear". Muito fria, muito antipática, um bocado ingrata. Então o homem apela ao pessoal para pôr bandeiras nas janelas, para apoiar a Selecção, e quando a gente faz exactamente como ele disse, acha que os jogadores não têm de o retribuir?!? É como todos dizem, ninguém está a pedir para passarem os dias do estágio na folia mas um sorriso, um aceno, um autógrafo ou outro, uma fotografia ou outra não fazem mal a ninguém. O que vale é que ontem lá se dignaram a acenar, a agradecer o apoio e o carinho todo que o pessoal demonstrou - também, com aquela festa toda, era preciso ser muito ingrato...


Mudando de assunto, aposto que, depois deste campeonato, ficarei a saber o nome de várias cidades da Suíça e da Áustria. Como fiquei a saber da existência de Marienfeld, Gelsenkirchen, Nuremberga, Colónia e Estugarda depois do Mundial 2006. Até agora só conheço Genebra, Neuchâtel e Viena, mas hei-de saber mais - é uma mais-valia para quando a minha irmã me pede para jogar ao STOP.


Hoje queria mesmo era falar de música. Música é outro dos meus vícios. Adoro música. Mas, como estava a dizer, queria era falar de músicas ligadas à Selecção.


Temos várias músicas ligadas à Selecção. Temos a eterna "Força" de Nelly Furtado, o hino do Euro 2004. É gira, traz sempre memórias do nosso Campeonato da Europa, mas, por outro lado, depois de a ouvirmos muitas vezes, cansa um bocado.


Depois temos o "Será demais pedir a Taça?" e o "Porque não pedir o Mundo?", o "Menos Ais" da Galp. Dessas eu gosto muito e ainda não "engoli" o facto de não terem composto uma para o Euro 2008.


Faço um pequeno aparte só para dizer que, este ano, a Galp ficou abaixo das minhas expectativas no que diz respeito ao Apoio à Selecção. Em 2004, tinha o "Menos Ais" e aquela colecção de medalhas com os jogadores. Em 2006, tinha o outro "Menos Ais", uma colecção parecida com a outra só que de ímanes, e ainda o célebre "Cordão Humano" virtual. Este ano limita-se a um mero "Empurrão ao Autocarro da Selecção", que não tem tanta graça como o "Cordão Humano", em que a gente ainda podia personalizar o nosso bonequinho e deixar uma mensagem. Não há "Menos Ais", não há colecção. Suponho que estejam demasiado ocupados com o preço dos combustíveis...


Em relação aos dois raps do "Menos Ais", eu gosto mais da melodia do primeiro, com o piano no fundo, mas a letra do escrito para o Mundial é muito melhor. Em todo o caso, são bastante parecidos em termos de conteúdo, sempre exigindo "muito mais/ainda mais" da Selecção. É realmente uma pena não haver nenhum alusivo ao Euro 2008.


Outro aparte só para agradecer ao membro do You Tube SantiBotero por me ter passado o "Será Demais Pedir a Taça" a meu pedido. Vejam o vídeo que ele fez para a música - está o máximo! http://www.youtube.com/watch?v=HAZly-M-ubM&feature=related


Depois temos uns hinos compostos pelas estações de televisão ou de rádio mas estes irritam-me solenemente pois enaltecem mais as cadeias do que propriamente a Selecção. Mas, como em tudo, há uma excepção: o Canal Panda! No outro dia, a minha irmã mostrou-me o vídeo com a música que se chama "O Sonho da Malta". Até achei graça. O refrão é assim:

"1, 2, 3, vamos à final!
O sonho da malta é que ganhe Portugal.
4, 5, 6, como nóis não há igual!
O sonho da malta é que ganhe Portugal."

O que complica um bocado a vida aos jogadores. Esta música só mostra que a fasquia que os putos colocaram está bem alta e, se forem todos como a minha irmã, se os marmanjos não chegarem à final, vamos ter birras atrás de birras...

Só um esclarecimento: eu não vejo Canal Panda. Só o Noddy.

Para além destas ainda temos umas quantas músicas tipo "pimba" que às vezes são tocadas nos talk-shows e emissões especiais alusivas à Selecção. Em relação a essas, nada a assinalar.


Por fim, aquelas do universo pop que não estão tão directamente ligadas à Selecção, mas que a gente as liga. Ao fim e ao cabo, existem inúmeras maneiras de encarar uma música, diferentes motivos para gostar de uma música, a Selecção pode perfeitamente ser um deles. Já vi vídeos, no You Tube e não só, sobre a Selecção com músicas de fundo como, por exemplo, a "Força" dos Da Weasel, "Velha Infância" dos Tribalistas, "Try" de Nelly Furtado, etc. Pessoalmente, para mim, as músicas que ligo à Selecção são "Sangue Oculto", dos GNR, o "Homem do Leme" dos Xutos e Pontapés, "Time of Your Life" dos Green Day, e quatro do Bryan Adams, o meu cantor favorito: "Heat of the Night" (vejam o meu vídeo), "Here I am", "On a Day Like Today" e "Star". Ligo-as à Selecção por diferentes motivos, se os explicasse todos nunca mais saía daqui. O que interessa é que, juntamente com os "Menos Ais", esta é a minha banda sonora da Selecção.


Imagino que vocês hão-de ter uma banda sonora diferente, mas esta é a minha. Vou ouvi-la imensas vezes durante este Campeonato. Deus queira que, depois deste Euro, quando a ouvir outra vez (e vocês ouvirem as vossas), me recorde de grandes momentos da Selecção, incluindo tornarmo-nos Campeões da Europa. Estamos todos a torcer por isso!

sábado, 31 de maio de 2008

Portugal 2 Geórgia 0

Esta tarde, Portugal defrontou a Geórgia em jogo de carácter particular. Vencemos por 2-0, golos de João Moutinho, aos 19 minutos, e de Simão Sabrosa, por conversão de grande penalidade, aos 44 minutos.

Antes de mais nada, importa referir que este foi o primeiro triunfo da Selecção Portuguesa este ano. É claro que tínhamos a obrigação de vencer, sendo a Geórgia uma adversária teoricamente mais fraca. E também o foi na prática, claro. Mas já se sabe como é a Selecção, tem a mania de não dar o seu melhor frente a selecções teoricamente mais fracas.

Toda a gente concorda, a primeira parte foi melhor do que a segunda. Na primeira, jogámos mais ou menos bem - não fomos brilhantes - e marcámos os golos. Na segunda, depois das várias substituições, basicamente o pessoal queria "pegar a bola e levá-la para casa", como disse Scolari, a Geórgia atacou mais, tendo havido uma ou duas ocasiões em que a Geórgia podia ter diminuido a desvantagem em relação a nós.

Gostei do golo do Moutinho, o primeiro que o jovem jogador marcou ao serviço da Selecção Nacional. Eu não gritei "GOLO!" mal ele marcou, esperei uns segundos para ter a certeza de que era mesmo golo. Muitas vezes, parece que é golo mas, afinal de contas, a bola passa de lado encostada às redes, criando uma ilusão de óptica. Aconteceu pelo menos uma situação destas durante o jogo. Outra situação de "falso golo" foi aquele pontapé livre do Cristiano que bateu na trave, veio a baixo muito perto da linha de baliza, o Ricardo Carvalho ainda tentou ir à recarga mas a bola foi outra vez à trave. Também nessa altura fiquei assim:

- Ai, ai. Entrou? Não entrou? Foi golo? Não foi golo?

O que vale é que hoje até estava bastante calminha, porque se tratava de um jogo particular com um adversário "acessível". Quando for contra a Turquia, de certeza que vou estar com os nervos em franja e se situações destas ocorrerem, de certeza que vou celebrar o "falso golo".

Um ruído de fundo constante eram os gritos do seleccionador georgiano. O pobre do homem fartava-se de gritar com os jogadores, mais do que um adepto armado em treinador-de-bancada. Segundo os comentadores, parece que isso é típico dele, que também gritou assim durante do treino da Geórgia. Gabo a paciência dos jogadores georgianos. De resto, ouviam-se bem os gritos dos jogadores dentro de campo, o que me agradou. Aproxima-nos mais dos marmanjos. Gosto de saber como é que eles se tratam uns aos outros, de saber mais ou menos o que estão a pensar e a sentir.

Enfim, não foi um mau jogo mas também não foi nada de especial. Só espero é que tenha ajudado o Mister a tirar conclusões sobre a melhor equipa para apresentar no Euro 2008.

Amanhã, os marmanjos deixam Viseu e voam para Suíça, para Neuchâtel. Espera-os lá uma comunidade de emigrantes para lhes dar as boas-vindas, tal como há dois anos, em Marienfeld, Alemanha, uma comunidade de emigrantes esperava a Selecção. Os bilhetes para o primeiro treino já estão esgotados. Já se sabe, o pessoal de Neuchâtel vai apaparicar a Selecção tanto quanto puder, para onde quer que ela vá. Temos sorte de estes dois últimos campeonatos internacionais de selecções serem em países com muitos emigrantes portugueses. Assim, os marmanjos sentem-se em casa. O pior vai ser durante o Mundial 2010 na África do Sul. Isto se Portugal se qualificar, claro... (porque não?).
É como se dizia no Mundial 2006, no que toca ao apoio à nossa Selecção, somos campeões indiscutíveis.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Jogos


Ontem (terça-feira), às seis da manhã, foram postos à venda os bilhetes para o Portugal-Geórgia, às 6 da manhã e ao fim do dia já estavam esgotadíssimos. Não que me admire muito, já toda a gente sabe o que a casa gasta. Aliás, todos sabemos. Nos noticiários da noite mostraram alguns adeptos na fila, alguns com ideias meio malucas. Tínhamos, por exemplo, um velhote que trouxeram um banquinho para se sentar enquanto esperava na fila e um senhor que andava a distribuir petiscos gratuitos ao pessoal.

Fez-me lembrar o dia em que eu e o meu irmão fomos ao Estádio de Alvalade comprar bilhetes para o jogo contra a Sérvia, Setembro passado. Era uma Segunda-feira e a gente já tinha recuperado daquele empate amarguíssimo frente à Polónia devido a um golo que podia ter entrado para os "Apanhados". Estávamos todos entusiasmados para o jogo de daí a dois dias. A gente levantou-se cedinho e rumámos de Metro ao Campo Grande. Tinham-nos dito que as bilheteiras abriam às dez da manhã mas afinal só abriram ao meio-dia. Tivémos de acampar à porta das bilheteiras. Imagino a minha figura, sentada no chão, encostada à parede, de MP3 nos ouvidos e jornal gratuito na mão, a fazer o sudoku e as palavras cruzadas. Mas foi uma experiência engraçada, diferente. E, de resto, como entretanto se formara uma filazinha generosa, eu e o meu irmão demos graças por termos chegado cedo.

No dia do jogo chovia a potes. Só arranjámos lugar para estacionar perto da Faculdade de Ciências, para chegar ao Estádio íamos morrendo afogados. O que vale é que o boné protege um bocadinho a cabeça da chuva. Chegámos ao Estádio encharcados até aos ossos. Felizmente, à hora do jogo, parou de chover. E até foi divertido. Pelo menos até ao minuto 87...

O que eu não faço pela Selecção... Já aguentei os calores do Sara para ir ter com os marmanjos ao Jamor depois do Mundial, já enfrentei tempestades para ir assistir ao um jogo... Eles devem-me tantas...

De resto, assistir a um jogo ao vivo é uma experiência completamente diferente. É uma sensação estranha ter malta que a gente só vê na televisão a poucos metros de distância de nós. Sentir que se a gente gritar eles podem ouvir-nos (o que não acontece quando vemos o jogo pela televisão, embora o pessoal não deixe de gritar por causa disso...). Lembro-me que, no primeiro jogo que assisti ao vivo, o Portugal-Espanha do Euro 2004, estranhei não ouvir a voz do locutor da televisão.

Foi, de resto, outro jogo memorável. Os espanhóis eram em menor múmero que os tugas, mas começaram desde muito cedo a fazer barulho. É claro que a nossa resposta não tardou. Mergulhámos de cabeça na guerra de gritos e cânticos. Resultado: antes do jogo começar, já o meu irmão ficara rouco. O jogo em si foi um dos melhores do Euro 2004. Marcou o início deste ciclo de triunfos e de identificação popular com a Selecção. Diverti-me imenso. Quando o Nuno Álvares Pereira, quer dizer, o Nuno Gomes marcou, foi uma festa. Toda a gente se pôs de pé, agitando bandeiras e cachecóis, gritando, saltando. Um sujeito sentado à nossa frente trocou com cada um de nós um "dá-cá-mais-cinco!", apesar de nunca o termos visto mais gordo. Foi realmente o máximo.

Geralmente, quando não vou ao estádio, gosto sempre de assistir a jogos com várias pessoas, em cafés ou parecido. O ambiente fica parecido com o dos estádios. Mas nem sempre é possível e tenho de me contentar com o sofá da sala ou a mesa do jantar, com os meus pais e os meus irmãos. A minha mãe gosta de se armar em pessimista, dizendo coisas do género "Pronto, os outros já vão marcar" quando o adversário ataca, mas nos momentos decisivos sofre bastante. O meu pai gosta de se armar em desmancha-prazeres, de dizer de forma bem irritante "Mas o que é que isso interessa!?" quando estamos a falar de futebol, de dar uma de pessimista como a minha mãe, mas, se for preciso, fica vidrado a olhar para a televisão (o que irrita solenemente a minha mãe, sobretudo quando ele devia era ajudar a levantar a mesa) e quando Portugal marca é o que mais salta e festeja. Abençoada coerência.

Em relação a mim, às vezes fico mais nervosa com um jogo do que com um teste ou exame. Os nervos geralmente dão-me a volta aos intestinos e tenho quase sempre de ir à casa de banho no intervalo. Durante o jogo, falo bastante (e, noutras alturas, até sou de poucas falas), desde gritinhos de treinadora-de-sofá-da-sala ou de-mesa-do-jantar meio histéricos do género "Ó homem, tira-me a bola daí!" a comentários um bocado totós do género "Meu, o nariz daquele tipo é bem grande". Estes ditos divertem os meus pais (e a mim própria) mas irritam o meu irmão. Ele gosta de ver o jogo mais ou menos em silêncio e fica vidrado, como o meu pai. A minha irmã reage mais ou menos como eu, mas às vezes exagera na histeria, sem ser propriamente necessário.

Em princípio, este Sábado vou ver o jogo em casa. Como se trata de um particular e o adversário não é, por exemplo, a Grécia ou a Itália, suponho que não vá sofrer tanto como o habitual. Em todo o caso, espero que seja um bom jogo, que seja a nossa primeira vitória este ano.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Bandeiras


Na Sexta à noite, Cristiano Ronaldo, Nani, Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira juntaram-se aos colegas em Viseu. Agora sim, a Selecção está completa. Os marmanjos tiveram ontem um dia de folga mas já regressaram ao trabalho.

Foi também na Sexta-feira, mas à tarde, que arranjei tempo para pendurar a bandeira à janela. Na verdade, pendurei duas. Uma, grande, no quarto do meu irmão, que no dele dá mais jeito. Outra, mais pequenina, a pedido da minha irmã, no nosso quarto, colada por dento ao vidro. Só espero que a bandeira grande resista ao péssimo tempo que tem feito nestes dias. Acho que fomos dos primeiros no meu prédio a pôr bandeira. Este ano ainda não se vêem muitas bandeiras, pelo menos no meu bairro, talvez mesmo por causa do mau tempo. Se bem que ontem, ao passar na IC19, já perto de Pina Manique, vi numa das margens uma rua cheiinha delas. Talvez mais perto do Europeu e quando o tempo melhorar passemos a ver mais.

Lembro-me do lema da Selecção durante o Mundial 2006 escrito no respectivo autocarro: "À janela uma bandeira/No relvado uma nação inteira. Força Portugal!". A deste ano é diferente: "Este autocarro é movido a Vontade de Vencer". Também é gira só que faz lembrar um bocado o slogan da Galp. Ao menos a do Mundial tem um toque muito mais "nosso" por causa da referência às bandeiras nas janelas. De resto, no site da Federação onde li sobre o lema (http://www.fpf.pt/portal/page/portal/PORTAL_FUTEBOL/SELECCOES/NOTICIA?notid=4186602) diz que foram os adeptos quem votaram... Também achei graça às frases dos autocarros das outras Selecções. A minha favorita foi, por acaso, a da Turquia: "Türkiye aski bu otobüse sigar mi?". Traduzida: "Caberá a paixão turca neste autocarro?". Também gosto da da Suíça: "Endstation: Wien". Traduzida: "Destino final: Viena". Vão ao site para verem as outras frases, que são bem giras.

Tive uma pena danada de não ter podido assinar o autocarro da Selecção. Só soube do evento no próprio dia, se tivesse sabido mais cedo, talvez arranjasse maneira de ir lá dar um pulinho. De resto, para dizer tudo o que me vai na alma, provavelmente escrevinharia no autocarro todo, pneus e pára-brisas incluidos. Enfim, fica para a próxima. O que me vale é que tenho este blog, e como os marmanjos têm Internet nos quartos dos hóteis, talvez, com um bocadinho de sorte, dêem com ele...

Tomoyo Yasumoto é uma japonesinha de 22 ou 23 anos que, deixando para trás o seu emprego, foi, literalmente, "ao outro lado do Mundo" para conhecer a Selecção Nacional e, em particular o Paulo Ferreira, o seu jogador favorito. Ela neste momento deve andar por Viseu, a assistir aos treinos, a seguir o autocarro da Selecção, etc. Hoje ela finalmente encontrou-se com o seu adorado Paulo, este assinou-lhe a camisola e tirou uma fotografia com ela, cumprindo o desejo da sua adepta das mais fiéis. Depois disto, a sortuda vai para a Suíça, para Neuchâtel, acompanhar a Selecção Nacional para onde quer que ela vá. Ah, tenho cá uma inveja da miúda... Também eu gostava de mandar os meus exames à fava, sair de casa de mochila às costas, cachecol e boné da Selecção, passar estes dias a Viseu e depois ir também para a Suíça, nem que tivesse de dormir num banco de jardim. Mesmo que não pudesse assistir aos jogos no estádio, podia conviver com adeptos de outras selecções, assistir aos treinos abertos ao público, seguir o autocarro da Selecção...

Enfim, já que tem essa oportunidade, que Tomoyo a aproveite bem. E, de resto, uma parte de mim nestes dias, viaja com a Selecção no autocarro deles e segue-os para onde que que vão...
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