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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Albânia 0 Portugal 1 - A um ponto

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Na passada segunda-feira, dia 7 de setembro, a Seleção Portuguesa de Futebol venceu a sua congénere albanesa por uma bola a zero, em Elbasan, em jogo a contar para a Qualificação para o Campeonato Europeu da modalidade, que terá lugar em França, no próximo verão. Miguel Veloso foi o autor do único golo do encontro. Este resultado, aliado ao empate entre a Dinamarca e a Arménia, faz com que a Seleção Portuguesa precise, apenas, de ganhar mais um ponto para garantir presença no Europeu.


 


Portugal jogou bem melhor que contra a França. Na sexta-feira, o nosso primeiro remate havia ocorrido à volta do minuto quarenta, e aquando de uma bola parada. Na segunda, ocorreu ao minuto onze. Durante praticamente toda a primeira parte, Portugal dominou. Um dos melhores foi Bernardo Silva, estrela do Europeu de sub-21 que, pelos vistos, também se desenrasca entre graúdos. Sem haver brilhantismo por parte de Portugal, houve intensidade. Mesmo assim, de uma maneira típica que não se torna menos caricata com os anos, acertar com a bola nas redes continua a ser uma tarefa hercúlea, aparentemente... Nem sequer faltou a bola ao poste - ainda que, desta feita, tenha sido em fora-de-jogo. 


 


bernando silva nas alturas.JPG


 


Na segunda parte, mais ou menos a partir dos quinze minutos, os portugueses acabaram por ceder o domínio à Albânia e eu comecei a ficar nervosa. Essa superioridade albanesa culminou com uma bola ao poste, em que Rui Patrício, enganado pela trajetória, demorou a reagir.


 


Se daqui a quinze ou vinte anos eu tiver problemas de coração, já sabem o motivo.


 


Apesar de tudo, uma parte de mim, quase inconsciente, nunca duvidou que ganhariamos. Não me atrevia a dizê-lo em voz alta, ou a escrevê-lo no Twitter, mas acreditava. Antes de se provar que eu tinha razão, contudo, ainda houve tempo para um momento caricato: o chapéu de Eliseu, que falhou a baliza albanesa por cerca de mei metro. Eu ri-me para não chorar. 


 


Não tendo sido, portanto, uma surpresa, foi um alívio quando, no último minuto do jogo, Ricardo Quaresma (quem mais?) executou um pontapé de canto para o meio da pequena área e Miguel Veloso cabeceu para as redes.


 


festinhas ao miguel.jpg


 


Dá sempre gozo quando se apoia um jogador contra a opinião geral e este retribui o afeto resolvendo um jogo. Aconteceu durante muito tempo comigo e com o Hélder Postiga (nunca esquecer o meu grito de "ESTA É P'RA MIM! ESTA É P'RA MIM!...). Por essa lógica, ainda que eu também tivesse defendido o regresso do Miguel, este golo e esta vitória pertecem verdadeiramente à Bárbara, a mais leal adepta do herói de Elbasan. O Miguel provou que Fernando Santos pode contar com ele - baralhando, no bom sentido, as contas ao Selecionador, que, nos próximos tempos, poderá escolher entre Veloso, William Carvalho e Tiago. Se o mesmo acontecesse com todas as posições...


 


Acabou por ser um jogo muito típico da era Fernando Santos: muita paciência, uma exibição que, não sendo má, esteve longe de brilhante, Quaresma entrando a meio da segunda parte e, de uma forma ou de outra, desbloqueando; o golo nos últimos minutos do jogo. Este encontro pareceu-se particularmente com o jogo contra a Dinamarca, no ano passado, que por sinal também se seguiu a uma derrota com a França. Também me fez recordar o jogo com a Albânia de 2009, também resolvido no último minuto. Chega a ser caricato.


 


No entanto, a verdade é que foi com jogos assim - com vitórias resvés Campo de Ourique, como diz a minha mãe - que chegámos a esta posição: a um ponto do Apuramento, com duas tentativas para ganhá-lo. Contra a Dinamarca, em Braga, e contra a Sérvia, fora. E mesmo assim, segundo um artigo de António Tadeia, existem ainda uma série de cenários em que Portugal conseguiria passar diretamente, como melhor terceiro classificado. 


 


abraço a miguel.jpg


 


Por princípio, não gosto de alinhar em contas como essas. Lembro-me perfeitamente de haver uma conversa parecida há quatro anos, aquando do Apuramento do Euro 2012. Também nos faltava um ponto, embora só tivéssemos um jogo para ganhá-lo. Por acaso, contra a Dinamarca de novo. Dizia-se que, mesmo assim, poderíamos passar com uma derrota desde que a Suécia perdesse contra a Holanda. Se já antes desse jogo ficava irritada com essas contas, ainda mais irritada fiquei depois de perdermos, de a Suécia ter ganho à Holanda e de sermos relegados para os playoffs.


 


No entanto, desta vez, tenho quase a certeza de que nos vamos Apurar. Atrevo-me a dizer que, depois de todos estes anos, eu conheço a Seleção. Se,por algum motivo perdermos contra a Dinamarca (desde si improvável, pois eles não andam a jogar grande coisa - empataram com a Arménia!), os portugas ganharão vergonha na cara e não deixarão que o mesmo aconteça na Sérvia. Eu nem sequer me lembro de alguma vez termos perdido dois jogos oficiais seguidos nos últimos anos. A única ocasião que me recordo deu-se no Mundial 2006, em que, depois de perdermos as meias-finais, perdemos o terceiro lugar para a Alemanha - e, de qualquer forma, esse jogo pouco mais vale que um particular.


 


Esqueçam, não vai acontecer. Só se se der alguma epidemia de lesões e parvoíce, estilo Mundial 2014. EE, mesmo nessas circunstâncias, ainda fomos capazes de pontuar frente aos Estados Unidos e ao Gana. Mais depressa apanhamos o Ricardo Araújo Pereira a falar a sério.


 


miguel veloso e nani.jpg


  


Nada disto apaga o nível mediano das exibições nesta Qualificação, que será claramente insuficiente para voos altos no Euro 2016. Mal o Apuramento fique arrumado, esse será o primeiro problema a resolver. Mas também nesse aspeto a situação atual é vantajosa, pois, caso ganhemos ou empatemos com a Dinamarca, teremos logo o jogo com a Sérvia para fazer experiências. Mesmo que só ganhemos o ponto que falta frente à Sérvia, talvez tenhamos um ou dois particulares em novembro. Em suma, se porventura as coisas correrem mal em França, não será por falta de tempo e oportunidades para preparar o Europeu. 


 


Sabe bem estarmos nesta situação, em que temos de fazer contas para não passarmos, em vez do oposto. Como diziam os comentários ao tal texto de António Tadeia, uma espécie de calculadora invertida. Podemos dizer o que quisermos do brilhantismo (ou falta dele) do futebol da Seleção, mas a verdade é qque, neste último ano, temos feito tudo bem e tudo indica que continuaremos a fazê-lo até ao fim. Por agora, vamos contando os dias que faltam para o jogo com a Dinamarca. 

Albânia 0 Portugal 1 - A um ponto

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Na passada segunda-feira, dia 7 de setembro, a Seleção Portuguesa de Futebol venceu a sua congénere albanesa por uma bola a zero, em Elbasan, em jogo a contar para a Qualificação para o Campeonato Europeu da modalidade, que terá lugar em França, no próximo verão. Miguel Veloso foi o autor do único golo do encontro. Este resultado, aliado ao empate entre a Dinamarca e a Arménia, faz com que a Seleção Portuguesa precise, apenas, de ganhar mais um ponto para garantir presença no Europeu.


 


Portugal jogou bem melhor que contra a França. Na sexta-feira, o nosso primeiro remate havia ocorrido à volta do minuto quarenta, e aquando de uma bola parada. Na segunda, ocorreu ao minuto onze. Durante praticamente toda a primeira parte, Portugal dominou. Um dos melhores foi Bernardo Silva, estrela do Europeu de sub-21 que, pelos vistos, também se desenrasca entre graúdos. Sem haver brilhantismo por parte de Portugal, houve intensidade. Mesmo assim, de uma maneira típica que não se torna menos caricata com os anos, acertar com a bola nas redes continua a ser uma tarefa hercúlea, aparentemente... Nem sequer faltou a bola ao poste - ainda que, desta feita, tenha sido em fora-de-jogo. 


 


bernando silva nas alturas.JPG


 


Na segunda parte, mais ou menos a partir dos quinze minutos, os portugueses acabaram por ceder o domínio à Albânia e eu comecei a ficar nervosa. Essa superioridade albanesa culminou com uma bola ao poste, em que Rui Patrício, enganado pela trajetória, demorou a reagir.


 


Se daqui a quinze ou vinte anos eu tiver problemas de coração, já sabem o motivo.


 


Apesar de tudo, uma parte de mim, quase inconsciente, nunca duvidou que ganhariamos. Não me atrevia a dizê-lo em voz alta, ou a escrevê-lo no Twitter, mas acreditava. Antes de se provar que eu tinha razão, contudo, ainda houve tempo para um momento caricato: o chapéu de Eliseu, que falhou a baliza albanesa por cerca de mei metro. Eu ri-me para não chorar. 


 


Não tendo sido, portanto, uma surpresa, foi um alívio quando, no último minuto do jogo, Ricardo Quaresma (quem mais?) executou um pontapé de canto para o meio da pequena área e Miguel Veloso cabeceu para as redes.


 


festinhas ao miguel.jpg


 


Dá sempre gozo quando se apoia um jogador contra a opinião geral e este retribui o afeto resolvendo um jogo. Aconteceu durante muito tempo comigo e com o Hélder Postiga (nunca esquecer o meu grito de "ESTA É P'RA MIM! ESTA É P'RA MIM!...). Por essa lógica, ainda que eu também tivesse defendido o regresso do Miguel, este golo e esta vitória pertecem verdadeiramente à Bárbara, a mais leal adepta do herói de Elbasan. O Miguel provou que Fernando Santos pode contar com ele - baralhando, no bom sentido, as contas ao Selecionador, que, nos próximos tempos, poderá escolher entre Veloso, William Carvalho e Tiago. Se o mesmo acontecesse com todas as posições...


 


Acabou por ser um jogo muito típico da era Fernando Santos: muita paciência, uma exibição que, não sendo má, esteve longe de brilhante, Quaresma entrando a meio da segunda parte e, de uma forma ou de outra, desbloqueando; o golo nos últimos minutos do jogo. Este encontro pareceu-se particularmente com o jogo contra a Dinamarca, no ano passado, que por sinal também se seguiu a uma derrota com a França. Também me fez recordar o jogo com a Albânia de 2009, também resolvido no último minuto. Chega a ser caricato.


 


No entanto, a verdade é que foi com jogos assim - com vitórias resvés Campo de Ourique, como diz a minha mãe - que chegámos a esta posição: a um ponto do Apuramento, com duas tentativas para ganhá-lo. Contra a Dinamarca, em Braga, e contra a Sérvia, fora. E mesmo assim, segundo um artigo de António Tadeia, existem ainda uma série de cenários em que Portugal conseguiria passar diretamente, como melhor terceiro classificado. 


 


abraço a miguel.jpg


 


Por princípio, não gosto de alinhar em contas como essas. Lembro-me perfeitamente de haver uma conversa parecida há quatro anos, aquando do Apuramento do Euro 2012. Também nos faltava um ponto, embora só tivéssemos um jogo para ganhá-lo. Por acaso, contra a Dinamarca de novo. Dizia-se que, mesmo assim, poderíamos passar com uma derrota desde que a Suécia perdesse contra a Holanda. Se já antes desse jogo ficava irritada com essas contas, ainda mais irritada fiquei depois de perdermos, de a Suécia ter ganho à Holanda e de sermos relegados para os playoffs.


 


No entanto, desta vez, tenho quase a certeza de que nos vamos Apurar. Atrevo-me a dizer que, depois de todos estes anos, eu conheço a Seleção. Se,por algum motivo perdermos contra a Dinamarca (desde si improvável, pois eles não andam a jogar grande coisa - empataram com a Arménia!), os portugas ganharão vergonha na cara e não deixarão que o mesmo aconteça na Sérvia. Eu nem sequer me lembro de alguma vez termos perdido dois jogos oficiais seguidos nos últimos anos. A única ocasião que me recordo deu-se no Mundial 2006, em que, depois de perdermos as meias-finais, perdemos o terceiro lugar para a Alemanha - e, de qualquer forma, esse jogo pouco mais vale que um particular.


 


Esqueçam, não vai acontecer. Só se se der alguma epidemia de lesões e parvoíce, estilo Mundial 2014. EE, mesmo nessas circunstâncias, ainda fomos capazes de pontuar frente aos Estados Unidos e ao Gana. Mais depressa apanhamos o Ricardo Araújo Pereira a falar a sério.


 


miguel veloso e nani.jpg


  


Nada disto apaga o nível mediano das exibições nesta Qualificação, que será claramente insuficiente para voos altos no Euro 2016. Mal o Apuramento fique arrumado, esse será o primeiro problema a resolver. Mas também nesse aspeto a situação atual é vantajosa, pois, caso ganhemos ou empatemos com a Dinamarca, teremos logo o jogo com a Sérvia para fazer experiências. Mesmo que só ganhemos o ponto que falta frente à Sérvia, talvez tenhamos um ou dois particulares em novembro. Em suma, se porventura as coisas correrem mal em França, não será por falta de tempo e oportunidades para preparar o Europeu. 


 


Sabe bem estarmos nesta situação, em que temos de fazer contas para não passarmos, em vez do oposto. Como diziam os comentários ao tal texto de António Tadeia, uma espécie de calculadora invertida. Podemos dizer o que quisermos do brilhantismo (ou falta dele) do futebol da Seleção, mas a verdade é qque, neste último ano, temos feito tudo bem e tudo indica que continuaremos a fazê-lo até ao fim. Por agora, vamos contando os dias que faltam para o jogo com a Dinamarca. 

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Um rendez-vous e uma desforra

03.jpgNa próxima sexta-feira, dia 4 de setembro, a Seleção Portuguesa de futebol receberá, no Estádio de Alvalade, a sua congénere francesa, em jogo de carácter particular... e eu estarei lá! Três dias mais tarde, a Seleção deslocar-se-á a  Elbasan, na Albânia, para defrontar a seleção da cada, em jogo a contar para o Campeonato Europeu da modalidade, que terá lugar no próximo verão, em França.


 


Nos Convocados para esta dupla jornada, as maiores novidades dizem respeito ao regresso de Miguel Veloso - ausente desde o Mundial 2014 - e Raphael Guerreiro - ausente desde o seu inesquecível golo frente à Argentina - e às ausências de Fábio Coentrão, Tiago (aquele vermelho parvo frente à Arménia, só para não termos um jogo tranquilo...), William Carvalho e, agora, João Moutinho - o primeiro por falta de ritmo, o segundo por castigo e os últimos dois por lesão.


 


Os regressos deixam-me muito satisfeita. Já tinha saudades do Miguel Veloso e ele já vinha há algum tempo a merecer este regresso. No entanto, também compreendo a posição de Fernando Santos: quando se tem William Carvalho e Tiago à disposição, é difícil arranjar espaço para outros. 


 


miguel veloso de volta.jpg


  


Para além disto, andei desde novembro do ano passado à espera do regresso do Raphael Guerreiro, o menino-herói de Old Trafford. Com Coentrão sem jogar (espero que encontre espaço no Mónaco), talvez Raphael tenha tempo em campo, nem que seja apenas frente à França. Por mim, ele seria titular, mas acho que Fernando Santos apostará primeiro em Eliseu - e, depois do jogo com a Itália, tão cedo não o censuro por isso. 


 


Passemos aos jogos, começando pelo mais importante: dia 7, frente à Albânia. Conforme se devem recordar, a Albânia foi o nosso primeiro adversário nesta Qualificação e derrotou-nos em casa por uma bola a zero - derrota essa que levou à rescisão de Paulo Bento, o Selecionador da altura. Aquando desse jogo, considerei que Portugal perdeu por incompetência própria. Continuo a achar, mas também me interrogo se não houve mérito dos albaneses, pelo percurso que fizeram desde esse jogo - empataram com a Dinamarca (não vou considerar o jogo com a Sérvia), ganharam à Arménia, ganharam à França, encontrando-se neste momento em terceiro lugar no grupo, com dez pontos (os mesmos que a Dinamarca, apenas menos dois que Portugal, isto com um jogo a menos). Às tantas, foi a vitória perante uma equipa como Portugal que os catalisou para o resto da Qualificação. Por outras palavras, fomos nós a criar este "monstro".


 


Sinceramente, acho que este será o jogo mais difícil daqueles que nos faltam na Qualificação. Vamos jogar fora, apenas dois dias após um particular, frente a uma equipa muito motivada. Felizmente vamos com margem de erro. No entanto, apesar daquilo que escrevi no parágrafo anterior, não deixamos de ser a equipa mais forte. A Seleção de há um ano vinha de um Mundial traumatizante, estava desfalcada de Cristiano Ronaldo, estava a ser orientada por um treinador desgastado. Hoje temos um Selecionador diferente, uma equipa melhor fornecida e num muito melhor momento - afinal, vimos de quatro vitórias oficiais consecutivas. Temos todas as condições para obtermos uma desforra sobre o jogo de há um ano.


 


mão no braço.jpg


  


Dito isto, mesmo que lhes ganhemos, espero que os albaneses consigam Qualificar-se, se possível diretamente. Por tudo o que fizeram até agora, ganharam o meu respeito. E, claro, é muito melhor perder na Qualificação contra uma equipa que, de facto, se Apure. Se não se Apura, a vergonha é ainda maior.


 


Antes desse jogo, de qualquer forma, há rendez-vous em Alvalade e eu vou comparecer! Eu, o meu irmão, a minha irmã e dois amigos desta. Como eles já conhecem a minha irmã, que nestas coisas é muito parecida comigo, em princípio, não devo preocupar-me com exuberâncias a mais durante o jogo... De início, os meus irmãos não estavam muito entusiasmados por ser, apenas, um particular. Eu, porém, quis agarrar a oportunidade rara de ver um jogo contra uma grande seleção - sobretudo quando os adversários do próximo Apuramento são tão desinteressantes... Será apenas a segunda seleção das grandes que verei jogar ao vivo - a primeira foi Espanha, no Euro 2004, por sinal no mesmo Estádio.


 


Toda a gente conhece o nosso historial com a França: já lá vão quarenta anos sem vitórias (mais pormenores aqui). Sendo o próximo jogo um particular, dificilmente seria prioridade, mesmo se não tivéssemos um jogo tão importante daí a dois dias. Como tal, não conto com uma vitória na sexta. No entanto, se bem se recordarem, disse o mesmo em relação aos particulares, com a Argentina e com a Itália. Não seria, de qualquer forma, a primeira maldição que quebrávamos neste último ano. Nunca se sabe...


 


03.jpg


  


Por outro lado, não sei se isso conta para alguma coisa, mas da última (e única) vez que fui a um jogo com uma grande seleção, vínhamos igualmente de um longo período sem lhes ganhar em jogos oficiais. E, depois dessa ocasião, não tornámos a ganhar-lhes em jogos oficiais. É certo que eu sou um amuleto duvidoso pois, durante muito tempo, não consegui ir a jogos em Alvalade que não terminassem com empates 1-1 (isto incluiu dois jogos da Seleção e aqueles empates em casa do Sporting, na época passada). Mas um empate a uma bola frente à França não seria, de todo, um mau resultado.


Se não der para ganhar à França, então só peço um bom espetáculo de futebol, de preferência com muitos golos portugueses.


 


Não tenho muito mais a dizer sobre esta dupla jornada. Já se sabe, os pré-jogos não me dão muito por onde pegar, sobretudo durante períodos tranquilos, como o atual. O verdadeiro interesse reside nos jogos em si. As coisas estão a correr bem e é provável que assim se mantenham - terá de acontecer uma catástrofe para não nos Qualificarmos diretamente. Por este caminho, estaremos muito em breve a fazer planos para o Euro 2016 - mais cedo do que o costume.

Um rendez-vous e uma desforra

03.jpgNa próxima sexta-feira, dia 4 de setembro, a Seleção Portuguesa de futebol receberá, no Estádio de Alvalade, a sua congénere francesa, em jogo de carácter particular... e eu estarei lá! Três dias mais tarde, a Seleção deslocar-se-á a  Elbasan, na Albânia, para defrontar a seleção da cada, em jogo a contar para o Campeonato Europeu da modalidade, que terá lugar no próximo verão, em França.


 


Nos Convocados para esta dupla jornada, as maiores novidades dizem respeito ao regresso de Miguel Veloso - ausente desde o Mundial 2014 - e Raphael Guerreiro - ausente desde o seu inesquecível golo frente à Argentina - e às ausências de Fábio Coentrão, Tiago (aquele vermelho parvo frente à Arménia, só para não termos um jogo tranquilo...), William Carvalho e, agora, João Moutinho - o primeiro por falta de ritmo, o segundo por castigo e os últimos dois por lesão.


 


Os regressos deixam-me muito satisfeita. Já tinha saudades do Miguel Veloso e ele já vinha há algum tempo a merecer este regresso. No entanto, também compreendo a posição de Fernando Santos: quando se tem William Carvalho e Tiago à disposição, é difícil arranjar espaço para outros. 


 


miguel veloso de volta.jpg


  


Para além disto, andei desde novembro do ano passado à espera do regresso do Raphael Guerreiro, o menino-herói de Old Trafford. Com Coentrão sem jogar (espero que encontre espaço no Mónaco), talvez Raphael tenha tempo em campo, nem que seja apenas frente à França. Por mim, ele seria titular, mas acho que Fernando Santos apostará primeiro em Eliseu - e, depois do jogo com a Itália, tão cedo não o censuro por isso. 


 


Passemos aos jogos, começando pelo mais importante: dia 7, frente à Albânia. Conforme se devem recordar, a Albânia foi o nosso primeiro adversário nesta Qualificação e derrotou-nos em casa por uma bola a zero - derrota essa que levou à rescisão de Paulo Bento, o Selecionador da altura. Aquando desse jogo, considerei que Portugal perdeu por incompetência própria. Continuo a achar, mas também me interrogo se não houve mérito dos albaneses, pelo percurso que fizeram desde esse jogo - empataram com a Dinamarca (não vou considerar o jogo com a Sérvia), ganharam à Arménia, ganharam à França, encontrando-se neste momento em terceiro lugar no grupo, com dez pontos (os mesmos que a Dinamarca, apenas menos dois que Portugal, isto com um jogo a menos). Às tantas, foi a vitória perante uma equipa como Portugal que os catalisou para o resto da Qualificação. Por outras palavras, fomos nós a criar este "monstro".


 


Sinceramente, acho que este será o jogo mais difícil daqueles que nos faltam na Qualificação. Vamos jogar fora, apenas dois dias após um particular, frente a uma equipa muito motivada. Felizmente vamos com margem de erro. No entanto, apesar daquilo que escrevi no parágrafo anterior, não deixamos de ser a equipa mais forte. A Seleção de há um ano vinha de um Mundial traumatizante, estava desfalcada de Cristiano Ronaldo, estava a ser orientada por um treinador desgastado. Hoje temos um Selecionador diferente, uma equipa melhor fornecida e num muito melhor momento - afinal, vimos de quatro vitórias oficiais consecutivas. Temos todas as condições para obtermos uma desforra sobre o jogo de há um ano.


 


mão no braço.jpg


  


Dito isto, mesmo que lhes ganhemos, espero que os albaneses consigam Qualificar-se, se possível diretamente. Por tudo o que fizeram até agora, ganharam o meu respeito. E, claro, é muito melhor perder na Qualificação contra uma equipa que, de facto, se Apure. Se não se Apura, a vergonha é ainda maior.


 


Antes desse jogo, de qualquer forma, há rendez-vous em Alvalade e eu vou comparecer! Eu, o meu irmão, a minha irmã e dois amigos desta. Como eles já conhecem a minha irmã, que nestas coisas é muito parecida comigo, em princípio, não devo preocupar-me com exuberâncias a mais durante o jogo... De início, os meus irmãos não estavam muito entusiasmados por ser, apenas, um particular. Eu, porém, quis agarrar a oportunidade rara de ver um jogo contra uma grande seleção - sobretudo quando os adversários do próximo Apuramento são tão desinteressantes... Será apenas a segunda seleção das grandes que verei jogar ao vivo - a primeira foi Espanha, no Euro 2004, por sinal no mesmo Estádio.


 


Toda a gente conhece o nosso historial com a França: já lá vão quarenta anos sem vitórias (mais pormenores aqui). Sendo o próximo jogo um particular, dificilmente seria prioridade, mesmo se não tivéssemos um jogo tão importante daí a dois dias. Como tal, não conto com uma vitória na sexta. No entanto, se bem se recordarem, disse o mesmo em relação aos particulares, com a Argentina e com a Itália. Não seria, de qualquer forma, a primeira maldição que quebrávamos neste último ano. Nunca se sabe...


 


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Por outro lado, não sei se isso conta para alguma coisa, mas da última (e única) vez que fui a um jogo com uma grande seleção, vínhamos igualmente de um longo período sem lhes ganhar em jogos oficiais. E, depois dessa ocasião, não tornámos a ganhar-lhes em jogos oficiais. É certo que eu sou um amuleto duvidoso pois, durante muito tempo, não consegui ir a jogos em Alvalade que não terminassem com empates 1-1 (isto incluiu dois jogos da Seleção e aqueles empates em casa do Sporting, na época passada). Mas um empate a uma bola frente à França não seria, de todo, um mau resultado.


Se não der para ganhar à França, então só peço um bom espetáculo de futebol, de preferência com muitos golos portugueses.


 


Não tenho muito mais a dizer sobre esta dupla jornada. Já se sabe, os pré-jogos não me dão muito por onde pegar, sobretudo durante períodos tranquilos, como o atual. O verdadeiro interesse reside nos jogos em si. As coisas estão a correr bem e é provável que assim se mantenham - terá de acontecer uma catástrofe para não nos Qualificarmos diretamente. Por este caminho, estaremos muito em breve a fazer planos para o Euro 2016 - mais cedo do que o costume.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Portugal 0 Albânia 1 - Caindo na real

No passado domingo, dia 7 de setembro, a Seleção Portuguesa de Futebol recebeu a sua congénere albanesa no Estádio de Aveiro, no seu primeiro encontro a contar para a Qualificação para o Campeonato Europeu da modlaidade, que terá lugar em França em 2016. Tal embate terminou com uma derrota para a equipa da casa por uma bola sem resposta.

Entretanto, na passada quinta-feira, dia 11, Paulo Bento deixou o cargo de Selecionador Nacional "por mútuo acordo" com a Federação Portuguesa de Futebol que se encontra, neste momento, à procura de um substituto.

 

Antes de avançarmos para aí, falemos do jogo com a Albânia. Eu pensava que estava a ser pouco ambiciosa e a revelar pouca fé na Seleção quando, antes do jogo, contentar-me-ia com uma vitória pela margem mínima, mesmo com uma exibição fraca. Pelos vistos não, fui ingénua. Ao contrário de alguns discursos que circularam na Imprensa, em jeito de publicidade a este jogo, eu não estava à espera que este encontro fizesse esquecer o fracasso do Mundial. Esperava apenas um passo em frente, por minúsculo que fosse. Não esperava, de todo, que a Seleção se enterrasse de novo. Não nesta altura do campeonato, pelo menos.

 

Como seria de esperar (ao ponto de, segundo consta, os próprios o terem afirmado antes do jogo), a equipa albanesa estacionou o autocarro no seu meio-campo. Portugal dominava mas eram raras as oportunidades de golo. João Moutinho era o melhor português, Nani e Fábio Coentrão demonstravam o inconformismo que os caracteriza, mas não era suficiente. A agressividade dos albaneses não ajudava, faziam entradas duras a torto e a direito e eu, com o trauma do Mundial, assustava-me sempre que os nossos caíam. A partir de certa altura, já um pouco desesperada, comecei a desejar que algum albanês acabasse por ver o segundo amarelo, a ver se assim conseguíamos marcar.

 


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Devíamos termo-nos lembrado que quem não marca, sofre, até mesmo perante equipas modestas, como a Albânia. A nossa defesa ficou a dormir na forma, deixando Balaj isolado, e este, na sequência de um centro, teve um rasgo inusitado de inspiração e rematou acrobaticamente para as redes portuguesas, sem que Rui Patrício pudesse fazer nada para evitar o golo.

 

É claro que, depois daquele balde de água fria, os nossos desataram a correr desesperadamente atrás do resultado, em vão. Nem faltou a tradicional bola ao poste. Perto do fim do jogo já se viam lencinhos brancos nas bancadas - algo que já não se via há algum tempo em jogos da Seleção - e ouviam-se assobios.

 

Como já vai sendo habitual, eu compreendo tais manifestações de descontentamento, mesmo que, caso estivesse lá, não alinhasse nelas. No caso deste jogo e de tudo o que o envolve, eu concordo com muitas das críticas feitas e, no rescaldo do jogo, cheguei a defender precisamente a demissão de Paulo Bento. Tinha demonstrado alguma boa vontade após o Mundial, mas perdermos o primeiro jogo da Qualificação para o Europeu perante uma equipa como a Albânia? São demasiadas desilusões seguidas e a nossa paciência tem limites. Como se tal não bastasse, as desculpas esfarrapadas que temos recebido, a condescendência, a arrogância que têm marcado as declarações dos protagonistas ("Colocar já tudo em causa não me parece o melhor caminho", como se o Mundial ainda não estivesse fresco na memória; "É difícil virar a página porque estão sempre a falar do Mundial", porque será que estamos sempre a falar do Mundial?) não ajudam. Senti, naquela noite, que fora a gota de água.



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Ainda assim, quando Paulo Bento rescindiu, na quinta-feira passada, não deixei de ficar em choque e um bocadinho triste. Afinal de contas, ainda que muitos o tenham esquecido depressa, este foi o homem que devolveu o rumo a uma Seleção fragilizada por uma crise com o técnico anterior, que a colocou de novo na rota do Euro 2012 (que alguns julgavam já perdida) onde atingiu as meias-finais, só sucumbindo nos penálties frente a uma poderosa Espanha. Lembro-me particularmente bem da noite do primeiro jogo de Paulo Bento como Selecionador, da inesperada vitória e boa exibição, da felicidade que senti por, depois de todo aquele drama, a Equipa de Todos Nós nos ter dado uma alegria de novo. Por tudo isso estarei sempre grata a Paulo Bento.

É uma triste ironia do destino que Paulo Bento deixe a Turma das Quinas numa situação semelhante àquela em que a encontrou, embora a de 2010 tenha sido pior. E não me parece que, desta feita, a coisa se resolva tão "facilmente". Há quatro anos, Carlos Queiroz era o principal problema (para não dizer o único). Hoje, toda a gente concorda que a saída de Paulo Bento não resolve tudo, sobretudo a médio e longo prazo.

Nunca se falou tanto da falta de opções para a Seleção. O problema já vem de trás, da Qualificação para o Mundial 2014 ou mesmo antes. Há um ou dois anos tínhamos o onze-base do Euro 2012 e muito pouco mais. Hoje já nem esse onze temos. Metade deles está velha (e pensar que eu acompanho alguns deles desde jovens...), sem ritmo e/ou lesionada. Durante algum tempo em particular nos dois últimos anos, convenci-me que os fracassos da Seleção se deviam a desleixo. Agora estou a cair na real: nós, pura e simplesmente, não temos capacidade para fazer melhor. E  somente mudarmos de treinador não vai resolvê-lo. Não vai disfarçar o facto de não termos um leque assim tão grande de escolhas, de muitas dessas escolhas não serem mais que medianas. Temos os sub-21 e os sub-19, que andam a passar por bons momentos - nunca o rótulo de "esperanças" fez tanto sentido - mas nada nos garante que essa geração consiga singrar no futebol profissional.



patrício e nani em aveiro.jpg


 



Um aparte só para me interrogar, no entanto, como é que passámos de golear os Camarões, vencer o México pela margem mínima e dar cinco à República da Irlanda (e nenhuma destas equipas é assim tão fraca) a sermos incapazes de vencer a Albânia. Daí que acredite que o trauma do Mundial é mais grave do que se suponha e tenha jogado contra nós no domingo passado.

Como "em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão", como já vai sendo habitual, as criticas têm-se multiplicado, quer antes quer depois da demissão de Paulo Bento. Alguns têm mesmo aproveitado a desculpa para atacarem indiscriminadamente a Federação e outras fundações do futebol português, incluindo pessoas que, apesar de ter cometido erros recentemente, possibilitaram a boa campanha portuguesa no Euro 2012. E enquanto uns exigiam a cabeça a demissão do Selecionador, outros, após a saída de Paulo Bento, acusam a FPF de terem feito de Paulo Bento um bode expiatório. Quanto a Carlos Queiroz, que se inclui nesse grupo, ainda que reconheça a legitimidade das suas críticas, sobretudo no caso dele, relembro ao Professor que existe uma diferença entre sair pelo próprio pé e ter de ser arrastado para fora.

Agora aguardamos a escolha do próximo Selecionador. Têm sido avançados vários nomes. Eu gostava que o lugar fosse atribuído a Fernando Santos, aquele castigo parvo da FIFA é que estraga tudo. Assim sendo, outro dos meus favoritos é Jesualdo Ferreira. Em todo o caso, não tenho nada contra a eventual escolha de José Peseiro ou Vítor Pereira. A ver vamos. Seja quem for, pode contar desde já com o meu apoio.

Só espero que, depois do início deste novo mandato, não tenhamos nunca de suspirar "Volta Paulo Bento, estás perdoado."




O futuro é incerto para a Seleção. Se já o era antes do início do Apuramento, agora, que ainda por cima perdemos o Selecionador, é-o mais ainda. Não digo que esteja já tudo perdido no que toca a esta Qualificação. O Ronaldo sempre pode continuar a tapar buracos, coitado, parece ser esse o destino dele, carregar equipas às costas. Os outros ainda podem, eventualmente, melhorar com o tempo, o novo Selecionador poderá fazer Escolhas mais acertadas. E, que diabo, temos sempre o playoff através do terceiro lugar. Em teoria isto ainda pode acabar bem. Na prática, a hipótese de não nos Qualificarmos é real, sobretudo se os jogadores continuarem desnorteados com o que aconteceu no Brasil.

Eu ainda não perdi a esperança, contudo. Como sempre, acredito que a Seleção, mais cedo ou mais tarde, regressará à sua melhor forma. Venha o que vier, venha quem vier, eu continuarei aqui, como sempre estive e como, provavelmente, sempre estarei.

Portugal 0 Albânia 1 - Caindo na real

No passado domingo, dia 7 de setembro, a Seleção Portuguesa de Futebol recebeu a sua congénere albanesa no Estádio de Aveiro, no seu primeiro encontro a contar para a Qualificação para o Campeonato Europeu da modlaidade, que terá lugar em França em 2016. Tal embate terminou com uma derrota para a equipa da casa por uma bola sem resposta.

Entretanto, na passada quinta-feira, dia 11, Paulo Bento deixou o cargo de Selecionador Nacional "por mútuo acordo" com a Federação Portuguesa de Futebol que se encontra, neste momento, à procura de um substituto.

 

Antes de avançarmos para aí, falemos do jogo com a Albânia. Eu pensava que estava a ser pouco ambiciosa e a revelar pouca fé na Seleção quando, antes do jogo, contentar-me-ia com uma vitória pela margem mínima, mesmo com uma exibição fraca. Pelos vistos não, fui ingénua. Ao contrário de alguns discursos que circularam na Imprensa, em jeito de publicidade a este jogo, eu não estava à espera que este encontro fizesse esquecer o fracasso do Mundial. Esperava apenas um passo em frente, por minúsculo que fosse. Não esperava, de todo, que a Seleção se enterrasse de novo. Não nesta altura do campeonato, pelo menos.

 

Como seria de esperar (ao ponto de, segundo consta, os próprios o terem afirmado antes do jogo), a equipa albanesa estacionou o autocarro no seu meio-campo. Portugal dominava mas eram raras as oportunidades de golo. João Moutinho era o melhor português, Nani e Fábio Coentrão demonstravam o inconformismo que os caracteriza, mas não era suficiente. A agressividade dos albaneses não ajudava, faziam entradas duras a torto e a direito e eu, com o trauma do Mundial, assustava-me sempre que os nossos caíam. A partir de certa altura, já um pouco desesperada, comecei a desejar que algum albanês acabasse por ver o segundo amarelo, a ver se assim conseguíamos marcar.

 


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Devíamos termo-nos lembrado que quem não marca, sofre, até mesmo perante equipas modestas, como a Albânia. A nossa defesa ficou a dormir na forma, deixando Balaj isolado, e este, na sequência de um centro, teve um rasgo inusitado de inspiração e rematou acrobaticamente para as redes portuguesas, sem que Rui Patrício pudesse fazer nada para evitar o golo.

 

É claro que, depois daquele balde de água fria, os nossos desataram a correr desesperadamente atrás do resultado, em vão. Nem faltou a tradicional bola ao poste. Perto do fim do jogo já se viam lencinhos brancos nas bancadas - algo que já não se via há algum tempo em jogos da Seleção - e ouviam-se assobios.

 

Como já vai sendo habitual, eu compreendo tais manifestações de descontentamento, mesmo que, caso estivesse lá, não alinhasse nelas. No caso deste jogo e de tudo o que o envolve, eu concordo com muitas das críticas feitas e, no rescaldo do jogo, cheguei a defender precisamente a demissão de Paulo Bento. Tinha demonstrado alguma boa vontade após o Mundial, mas perdermos o primeiro jogo da Qualificação para o Europeu perante uma equipa como a Albânia? São demasiadas desilusões seguidas e a nossa paciência tem limites. Como se tal não bastasse, as desculpas esfarrapadas que temos recebido, a condescendência, a arrogância que têm marcado as declarações dos protagonistas ("Colocar já tudo em causa não me parece o melhor caminho", como se o Mundial ainda não estivesse fresco na memória; "É difícil virar a página porque estão sempre a falar do Mundial", porque será que estamos sempre a falar do Mundial?) não ajudam. Senti, naquela noite, que fora a gota de água.



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Ainda assim, quando Paulo Bento rescindiu, na quinta-feira passada, não deixei de ficar em choque e um bocadinho triste. Afinal de contas, ainda que muitos o tenham esquecido depressa, este foi o homem que devolveu o rumo a uma Seleção fragilizada por uma crise com o técnico anterior, que a colocou de novo na rota do Euro 2012 (que alguns julgavam já perdida) onde atingiu as meias-finais, só sucumbindo nos penálties frente a uma poderosa Espanha. Lembro-me particularmente bem da noite do primeiro jogo de Paulo Bento como Selecionador, da inesperada vitória e boa exibição, da felicidade que senti por, depois de todo aquele drama, a Equipa de Todos Nós nos ter dado uma alegria de novo. Por tudo isso estarei sempre grata a Paulo Bento.

É uma triste ironia do destino que Paulo Bento deixe a Turma das Quinas numa situação semelhante àquela em que a encontrou, embora a de 2010 tenha sido pior. E não me parece que, desta feita, a coisa se resolva tão "facilmente". Há quatro anos, Carlos Queiroz era o principal problema (para não dizer o único). Hoje, toda a gente concorda que a saída de Paulo Bento não resolve tudo, sobretudo a médio e longo prazo.

Nunca se falou tanto da falta de opções para a Seleção. O problema já vem de trás, da Qualificação para o Mundial 2014 ou mesmo antes. Há um ou dois anos tínhamos o onze-base do Euro 2012 e muito pouco mais. Hoje já nem esse onze temos. Metade deles está velha (e pensar que eu acompanho alguns deles desde jovens...), sem ritmo e/ou lesionada. Durante algum tempo em particular nos dois últimos anos, convenci-me que os fracassos da Seleção se deviam a desleixo. Agora estou a cair na real: nós, pura e simplesmente, não temos capacidade para fazer melhor. E  somente mudarmos de treinador não vai resolvê-lo. Não vai disfarçar o facto de não termos um leque assim tão grande de escolhas, de muitas dessas escolhas não serem mais que medianas. Temos os sub-21 e os sub-19, que andam a passar por bons momentos - nunca o rótulo de "esperanças" fez tanto sentido - mas nada nos garante que essa geração consiga singrar no futebol profissional.



patrício e nani em aveiro.jpg


 



Um aparte só para me interrogar, no entanto, como é que passámos de golear os Camarões, vencer o México pela margem mínima e dar cinco à República da Irlanda (e nenhuma destas equipas é assim tão fraca) a sermos incapazes de vencer a Albânia. Daí que acredite que o trauma do Mundial é mais grave do que se suponha e tenha jogado contra nós no domingo passado.

Como "em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão", como já vai sendo habitual, as criticas têm-se multiplicado, quer antes quer depois da demissão de Paulo Bento. Alguns têm mesmo aproveitado a desculpa para atacarem indiscriminadamente a Federação e outras fundações do futebol português, incluindo pessoas que, apesar de ter cometido erros recentemente, possibilitaram a boa campanha portuguesa no Euro 2012. E enquanto uns exigiam a cabeça a demissão do Selecionador, outros, após a saída de Paulo Bento, acusam a FPF de terem feito de Paulo Bento um bode expiatório. Quanto a Carlos Queiroz, que se inclui nesse grupo, ainda que reconheça a legitimidade das suas críticas, sobretudo no caso dele, relembro ao Professor que existe uma diferença entre sair pelo próprio pé e ter de ser arrastado para fora.

Agora aguardamos a escolha do próximo Selecionador. Têm sido avançados vários nomes. Eu gostava que o lugar fosse atribuído a Fernando Santos, aquele castigo parvo da FIFA é que estraga tudo. Assim sendo, outro dos meus favoritos é Jesualdo Ferreira. Em todo o caso, não tenho nada contra a eventual escolha de José Peseiro ou Vítor Pereira. A ver vamos. Seja quem for, pode contar desde já com o meu apoio.

Só espero que, depois do início deste novo mandato, não tenhamos nunca de suspirar "Volta Paulo Bento, estás perdoado."




O futuro é incerto para a Seleção. Se já o era antes do início do Apuramento, agora, que ainda por cima perdemos o Selecionador, é-o mais ainda. Não digo que esteja já tudo perdido no que toca a esta Qualificação. O Ronaldo sempre pode continuar a tapar buracos, coitado, parece ser esse o destino dele, carregar equipas às costas. Os outros ainda podem, eventualmente, melhorar com o tempo, o novo Selecionador poderá fazer Escolhas mais acertadas. E, que diabo, temos sempre o playoff através do terceiro lugar. Em teoria isto ainda pode acabar bem. Na prática, a hipótese de não nos Qualificarmos é real, sobretudo se os jogadores continuarem desnorteados com o que aconteceu no Brasil.

Eu ainda não perdi a esperança, contudo. Como sempre, acredito que a Seleção, mais cedo ou mais tarde, regressará à sua melhor forma. Venha o que vier, venha quem vier, eu continuarei aqui, como sempre estive e como, provavelmente, sempre estarei.

domingo, 14 de setembro de 2014

Portugal 0 Albânia 1 - Caindo na real

No passado domingo, dia 7 de setembro, a Seleção Portuguesa de Futebol recebeu a sua congénere albanesa no Estádio de Aveiro, no seu primeiro encontro a contar para a Qualificação para o Campeonato Europeu da modlaidade, que terá lugar em França em 2016. Tal embate terminou com uma derrota para a equipa da casa por uma bola sem resposta.

Entretanto, na passada quinta-feira, dia 11, Paulo Bento deixou o cargo de Selecionador Nacional "por mútuo acordo" com a Federação Portuguesa de Futebol que se encontra, neste momento, à procura de um substituto.

Antes de avançarmos para aí, falemos do jogo com a Albânia. Eu pensava que estava a ser pouco ambiciosa e a revelar pouca fé na Seleção quando, antes do jogo, contentar-me-ia com uma vitória pela margem mínima, mesmo com uma exibição fraca. Pelos vistos não, fui ingénua. Ao contrário de alguns discursos que circularam na Imprensa, em jeito de publicidade a este jogo, eu não estava à espera que este encontro fizesse esquecer o fracasso do Mundial. Esperava apenas um passo em frente, por minúsculo que fosse. Não esperava, de todo, que a Seleção se enterrasse de novo. Não nesta altura do campeonato, pelo menos.

Como seria de esperar (ao ponto de, segundo consta, os próprios o terem afirmado antes do jogo), a equipa albanesa estacionou o autocarro no seu meio-campo. Portugal dominava mas eram raras as oportunidades de golo. João Moutinho era o melhor português, Nani e Fábio Coentrão demonstravam o inconformismo que os caracteriza, mas não era suficiente. A agressividade dos albaneses não ajudava, faziam entradas duras a torto e a direito e eu, com o trauma do Mundial, assustava-me sempre que os nossos caíam. A partir de certa altura, já um pouco desesperada, comecei a desejar que algum albanês acabasse por ver o segundo amarelo, a ver se assim conseguíamos marcar.


Devíamos termo-nos lembrado que quem não marca, sofre, até mesmo perante equipas modestas, como a Albânia. A nossa defesa ficou a dormir na forma, deixando Balaj isolado, e este, na sequência de um centro, teve um rasgo inusitado de inspiração e rematou acrobaticamente para as redes portuguesas, sem que Rui Patrício pudesse fazer nada para evitar o golo.

É claro que, depois daquele balde de água fria, os nossos desataram a correr desesperadamente atrás do resultado, em vão. Nem faltou a tradicional bola ao poste. Perto do fim do jogo já se viam lencinhos brancos nas bancadas - algo que já não se via há algum tempo em jogos da Seleção - e ouviam-se assobios.

Como já vai sendo habitual, eu compreendo tais manifestações de descontentamento, mesmo que, caso estivesse lá, não alinhasse nelas. No caso deste jogo e de tudo o que o envolve, eu concordo com muitas das críticas feitas e, no rescaldo do jogo, cheguei a defender precisamente a demissão de Paulo Bento. Tinha demonstrado alguma boa vontade após o Mundial, mas perdermos o primeiro jogo da Qualificação para o Europeu perante uma equipa como a Albânia? São demasiadas desilusões seguidas e a nossa paciência tem limites. Como se tal não bastasse, as desculpas esfarrapadas que temos recebido, a condescendência, a arrogância que têm marcado as declarações dos protagonistas ("Colocar já tudo em causa não me parece o melhor caminho", como se o Mundial ainda não estivesse fresco na memória; "É difícil virar a página porque estão sempre a falar do Mundial", porque será que estamos sempre a falar do Mundial?) não ajudam. Senti, naquela noite, que fora a gota de água.


Ainda assim, quando Paulo Bento rescindiu, na quinta-feira passada, não deixei de ficar em choque e um bocadinho triste. Afinal de contas, ainda que muitos o tenham esquecido depressa, este foi o homem que devolveu o rumo a uma Seleção fragilizada por uma crise com o técnico anterior, que a colocou de novo na rota do Euro 2012 (que alguns julgavam já perdida) onde atingiu as meias-finais, só sucumbindo nos penálties frente a uma poderosa Espanha. Lembro-me particularmente bem da noite do primeiro jogo de Paulo Bento como Selecionador, da inesperada vitória e boa exibição, da felicidade que senti por, depois de todo aquele drama, a Equipa de Todos Nós nos ter dado uma alegria de novo. Por tudo isso estarei sempre grata a Paulo Bento.

É uma triste ironia do destino que Paulo Bento deixe a Turma das Quinas numa situação semelhante àquela em que a encontrou, embora a de 2010 tenha sido pior. E não me parece que, desta feita, a coisa se resolva tão "facilmente". Há quatro anos, Carlos Queiroz era o principal problema (para não dizer o único). Hoje, toda a gente concorda que a saída de Paulo Bento não resolve tudo, sobretudo a médio e longo prazo.

Nunca se falou tanto da falta de opções para a Seleção. O problema já vem de trás, da Qualificação para o Mundial 2014 ou mesmo antes. Há um ou dois anos tínhamos o onze-base do Euro 2012 e muito pouco mais. Hoje já nem esse onze temos. Metade deles está velha (e pensar que eu acompanho alguns deles desde jovens...), sem ritmo e/ou lesionada. Durante algum tempo em particular nos dois últimos anos, convenci-me que os fracassos da Seleção se deviam a desleixo. Agora estou a cair na real: nós, pura e simplesmente, não temos capacidade para fazer melhor. E  somente mudarmos de treinador não vai resolvê-lo. Não vai disfarçar o facto de não termos um leque assim tão grande de escolhas, de muitas dessas escolhas não serem mais que medianas. Temos os sub-21 e os sub-19, que andam a passar por bons momentos - nunca o rótulo de "esperanças" fez tanto sentido - mas nada nos garante que essa geração consiga singrar no futebol profissional.


Um aparte só para me interrogar, no entanto, como é que passámos de golear os Camarões, vencer o México pela margem mínima e dar cinco à República da Irlanda (e nenhuma destas equipas é assim tão fraca) a sermos incapazes de vencer a Albânia. Daí que acredite que o trauma do Mundial é mais grave do que se suponha e tenha jogado contra nós no domingo passado.

Como "em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão", como já vai sendo habitual, as criticas têm-se multiplicado, quer antes quer depois da demissão de Paulo Bento. Alguns têm mesmo aproveitado a desculpa para atacarem indiscriminadamente a Federação e outras fundações do futebol português, incluindo pessoas que, apesar de ter cometido erros recentemente, possibilitaram a boa campanha portuguesa no Euro 2012. E enquanto uns exigiam a cabeça a demissão do Selecionador, outros, após a saída de Paulo Bento, acusam a FPF de terem feito de Paulo Bento um bode expiatório. Quanto a Carlos Queiroz, que se inclui nesse grupo, ainda que reconheça a legitimidade das suas críticas, sobretudo no caso dele, relembro ao Professor que existe uma diferença entre sair pelo próprio pé e ter de ser arrastado para fora.

Agora aguardamos a escolha do próximo Selecionador. Têm sido avançados vários nomes. Eu gostava que o lugar fosse atribuído a Fernando Santos, aquele castigo parvo da FIFA é que estraga tudo. Assim sendo, outro dos meus favoritos é Jesualdo Ferreira. Em todo o caso, não tenho nada contra a eventual escolha de José Peseiro ou Vítor Pereira. A ver vamos. Seja quem for, pode contar desde já com o meu apoio.

Só espero que, depois do início deste novo mandato, não tenhamos nunca de suspirar "Volta Paulo Bento, estás perdoado."


O futuro é incerto para a Seleção. Se já o era antes do início do Apuramento, agora, que ainda por cima perdemos o Selecionador, é-o mais ainda. Não digo que esteja já tudo perdido no que toca a esta Qualificação. O Ronaldo sempre pode continuar a tapar buracos, coitado, parece ser esse o destino dele, carregar equipas às costas. Os outros ainda podem, eventualmente, melhorar com o tempo, o novo Selecionador poderá fazer Escolhas mais acertadas. E, que diabo, temos sempre o playoff através do terceiro lugar. Em teoria isto ainda pode acabar bem. Na prática, a hipótese de não nos Qualificarmos é real, sobretudo se os jogadores continuarem desnorteados com o que aconteceu no Brasil.

Eu ainda não perdi a esperança, contudo. Como sempre, acredito que a Seleção, mais cedo ou mais tarde, regressará à sua melhor forma. Venha o que vier, venha quem vier, eu continuarei aqui, como sempre estive e como, provavelmente, sempre estarei.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Começando de novo



convocatória.jpg No próximo domingo, dia 7 de setembro, a Seleção Portuguesa de Futebol iniciará a Qualificação para o Campeonato Europeu da modalidade, que se realizará em França em 2016, com um jogo com a sua congénere albanesa, no Estádio de Aveiro. Os Convocados para esta jornada foram Divulgados na passada sexta-feira, dia 29. Devido a uma série de lesões e momentos de forma longe do ideal (para variar), bem como à muito comentada necessidade de renovação da Equipa de Todos Nós, a Lista conta com muitos nomes fora do habitual, só incluindo oito dos vinte e três que representaram - não muito bem - o País no Brasil.



 

O ausente mais gritante desta lista é, inevitavelmente, Cristiano Ronaldo. É a primeira vez em muito tempo que o madeirense fica de fora dos Convocados. Estava tão habituada que, momentos após ouvir a Convocatória em direto na televisão com a minha irmã, voltei-me para ela e indaguei:

 

- Hum... ele Chamou o Ronaldo?

 

Ainda debatemos se o nome dele teria sido mencionado antes - pois a transmissão televisiva não apanhara o início da Convocatória - mas cedo se concluiu que não, Ronaldo não fora Convocado. Mais tarde, Paulo Bento explicou que tinham "a informação de que Ronaldo não está em condições de competir neste momento". 

 


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Cheguei a temer um reacendimento da polémica em torno da condição física do madeirense, que marcou a participação portuguesa no Mundial, e para a qual eu não tinha a mínima paciência. Eu apostava que fora o Real Madrid a proibir a Chamada de Ronaldo e alguns calculavam que este participaria já no jogo de domingo passado, frente à Real Sociedad, deixando o Selecionador e o estreante departamento médico com cara de parvos. Mas Ronaldo nem chegara a treinar na manhã de sexta-feira e, mais tarde, sairia a informação de que o madeirense ficaria de baixa durante três semanas. Logo, em princípio ninguém levantará problemas. 

 

De resto, penso que terá as suas vantagens ficarmos sem Ronaldo nesta jornada. Estando a Seleção tão dependente dele, uma desintoxicação vem mesmo a calhar. Mesmo que seja "só" frente à Albânia. Estou, aliás, convencida de que esta Ronaldo-mania foi uma das razões do fracasso dos portugueses no Mundial. Não apenas por culpa da equipa técnica ou dos jogadores, mas também por culpa dos jornalistas, que teimavam (e ainda teimam) em agir como se a Seleção fosse apenas constituída por Ronaldo, praticamente ignorando os demais, mesmo quando estes até se destacavam pela positiva  E não é por nada, mas eu já antes alertava para esse problema

 

É um tema que voltou à baila nos últimos dias, de qualquer forma, com o regresso da Seleção ao ativo: as razões do falhanço. O Presidente da Federação Portuguesa de Futebol deu mesmo uma conferência de imprensa sobre isso, há uma semana, anunciando as medidas consequentes desse mau desempenho. Em suma, o departamento médico foi substituído e o Selecionador ganhou novas funções, passando a trabalhar mais de perto com os técnicos responsáveis pelas camadas jovens. Muitos têm chamado a isto uma "promoção" (estou agora a interrogar-me se terá existido um correspondente aumento de salário), em jeito de "recompensa" pelo Mundial. Se por um lado considero que, tendo em vista uma renovação da Equipa de Todos Nós, faz sentido uma maior ligação às seleções de esperanças, não sei se esta promoção dará a mensagem correta. 

 


 

As explicações que têm sido fornecidas, aliás, de tão vagas, não esclarecem nada. Deixam-me sem saber o que pensar, com medo de que, mais cedo ou mais tarde, tornem a cometer os mesmos erros - embora acredite que seria preciso muito azar para que todas aquelas circunstâncias se repitam (as lesões, as condições meteorológicas, o jogo contra uma poderosíssima Alemanha em que tudo nos correu mal).

 

Mas regressemos à Convocatória. Tal como afirmei antes, há muitas novidades em relação à Lista para o Brasil. Bruma, por exemplo, foi Convocado, algo de que não estava à espera - nem sequer sabia que ele já tinha recuperado da lesão. Existem, também, alguns nomes que me são desconhecidos, mas já se sabe que eu estou longe de ser uma especialista absoluta em futebol. Também não ajuda a mania de alguns clubes portugueses de enviarem os seus jovens para o estrangeiro, antes de termos tempo de aprender os nomes deles. Como já vai sendo habitual, há Chamadas mais consensuais que outras, alguns jogadores em forma duvidosa, explicações que não satisfazem completamente. 

 

A verdade é que ninguém sabe o que esperar desta Seleção pós-Mundial 2014. Na teoria, este grupo de Apuramento encontra-se ao alcance de Portugal, ainda para mais quando os dois primeiros classificados garantem a Qualificação direta e o terceiro vai a play-offs. Na prática, a Turma das Quinas é cronicamente imprevisível e, ainda por cima, vem de um recente fracasso. Não dá para ter certezas de nada. E isso preocupa-me.

 


 

Tal como já disse antes, na minha opinião, teremos de encarar isto um jogo de cada vez, como se estivéssemos numa fase final. Não elevar demasiado a fasquia, não fazer demasiadas comparações com outros jogadores, outras épocas, outras seleções. Procurar, apenas, fazer o melhor possível com aquilo que tivermos. Se tudo correr bem, será possível irmos reconstruindo a Seleção, passo a passo, fazê-la regressar aos bons resultados, tal como eu sempre acredito que acontece. Felizmente, o nosso primeiro jogo não será demasiado difícil - embora já se saiba que isto é relativo no mundo do futebol; não nos esqueçamos dos problemas que a Albânia nos deu na Qualificação para a África do Sul. Na dupla jornada de outubro já não será bem assim... Abre-se agora um novo capíulo na Históra da Seleção. O cenário inicial pode não ser o melhor, mas não percamos a esperança de um final feliz. 

Começando de novo



convocatória.jpg No próximo domingo, dia 7 de setembro, a Seleção Portuguesa de Futebol iniciará a Qualificação para o Campeonato Europeu da modalidade, que se realizará em França em 2016, com um jogo com a sua congénere albanesa, no Estádio de Aveiro. Os Convocados para esta jornada foram Divulgados na passada sexta-feira, dia 29. Devido a uma série de lesões e momentos de forma longe do ideal (para variar), bem como à muito comentada necessidade de renovação da Equipa de Todos Nós, a Lista conta com muitos nomes fora do habitual, só incluindo oito dos vinte e três que representaram - não muito bem - o País no Brasil.



 

O ausente mais gritante desta lista é, inevitavelmente, Cristiano Ronaldo. É a primeira vez em muito tempo que o madeirense fica de fora dos Convocados. Estava tão habituada que, momentos após ouvir a Convocatória em direto na televisão com a minha irmã, voltei-me para ela e indaguei:

 

- Hum... ele Chamou o Ronaldo?

 

Ainda debatemos se o nome dele teria sido mencionado antes - pois a transmissão televisiva não apanhara o início da Convocatória - mas cedo se concluiu que não, Ronaldo não fora Convocado. Mais tarde, Paulo Bento explicou que tinham "a informação de que Ronaldo não está em condições de competir neste momento". 

 


Sem Título.png


 



Cheguei a temer um reacendimento da polémica em torno da condição física do madeirense, que marcou a participação portuguesa no Mundial, e para a qual eu não tinha a mínima paciência. Eu apostava que fora o Real Madrid a proibir a Chamada de Ronaldo e alguns calculavam que este participaria já no jogo de domingo passado, frente à Real Sociedad, deixando o Selecionador e o estreante departamento médico com cara de parvos. Mas Ronaldo nem chegara a treinar na manhã de sexta-feira e, mais tarde, sairia a informação de que o madeirense ficaria de baixa durante três semanas. Logo, em princípio ninguém levantará problemas. 

 

De resto, penso que terá as suas vantagens ficarmos sem Ronaldo nesta jornada. Estando a Seleção tão dependente dele, uma desintoxicação vem mesmo a calhar. Mesmo que seja "só" frente à Albânia. Estou, aliás, convencida de que esta Ronaldo-mania foi uma das razões do fracasso dos portugueses no Mundial. Não apenas por culpa da equipa técnica ou dos jogadores, mas também por culpa dos jornalistas, que teimavam (e ainda teimam) em agir como se a Seleção fosse apenas constituída por Ronaldo, praticamente ignorando os demais, mesmo quando estes até se destacavam pela positiva  E não é por nada, mas eu já antes alertava para esse problema

 

É um tema que voltou à baila nos últimos dias, de qualquer forma, com o regresso da Seleção ao ativo: as razões do falhanço. O Presidente da Federação Portuguesa de Futebol deu mesmo uma conferência de imprensa sobre isso, há uma semana, anunciando as medidas consequentes desse mau desempenho. Em suma, o departamento médico foi substituído e o Selecionador ganhou novas funções, passando a trabalhar mais de perto com os técnicos responsáveis pelas camadas jovens. Muitos têm chamado a isto uma "promoção" (estou agora a interrogar-me se terá existido um correspondente aumento de salário), em jeito de "recompensa" pelo Mundial. Se por um lado considero que, tendo em vista uma renovação da Equipa de Todos Nós, faz sentido uma maior ligação às seleções de esperanças, não sei se esta promoção dará a mensagem correta. 

 


 

As explicações que têm sido fornecidas, aliás, de tão vagas, não esclarecem nada. Deixam-me sem saber o que pensar, com medo de que, mais cedo ou mais tarde, tornem a cometer os mesmos erros - embora acredite que seria preciso muito azar para que todas aquelas circunstâncias se repitam (as lesões, as condições meteorológicas, o jogo contra uma poderosíssima Alemanha em que tudo nos correu mal).

 

Mas regressemos à Convocatória. Tal como afirmei antes, há muitas novidades em relação à Lista para o Brasil. Bruma, por exemplo, foi Convocado, algo de que não estava à espera - nem sequer sabia que ele já tinha recuperado da lesão. Existem, também, alguns nomes que me são desconhecidos, mas já se sabe que eu estou longe de ser uma especialista absoluta em futebol. Também não ajuda a mania de alguns clubes portugueses de enviarem os seus jovens para o estrangeiro, antes de termos tempo de aprender os nomes deles. Como já vai sendo habitual, há Chamadas mais consensuais que outras, alguns jogadores em forma duvidosa, explicações que não satisfazem completamente. 

 

A verdade é que ninguém sabe o que esperar desta Seleção pós-Mundial 2014. Na teoria, este grupo de Apuramento encontra-se ao alcance de Portugal, ainda para mais quando os dois primeiros classificados garantem a Qualificação direta e o terceiro vai a play-offs. Na prática, a Turma das Quinas é cronicamente imprevisível e, ainda por cima, vem de um recente fracasso. Não dá para ter certezas de nada. E isso preocupa-me.

 


 

Tal como já disse antes, na minha opinião, teremos de encarar isto um jogo de cada vez, como se estivéssemos numa fase final. Não elevar demasiado a fasquia, não fazer demasiadas comparações com outros jogadores, outras épocas, outras seleções. Procurar, apenas, fazer o melhor possível com aquilo que tivermos. Se tudo correr bem, será possível irmos reconstruindo a Seleção, passo a passo, fazê-la regressar aos bons resultados, tal como eu sempre acredito que acontece. Felizmente, o nosso primeiro jogo não será demasiado difícil - embora já se saiba que isto é relativo no mundo do futebol; não nos esqueçamos dos problemas que a Albânia nos deu na Qualificação para a África do Sul. Na dupla jornada de outubro já não será bem assim... Abre-se agora um novo capíulo na Históra da Seleção. O cenário inicial pode não ser o melhor, mas não percamos a esperança de um final feliz. 

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Começando de novo

No próximo domingo, dia 7 de setembro, a Seleção Portuguesa de Futebol iniciará a Qualificação para o Campeonato Europeu da modalidade, que se realizará em França em 2016, com um jogo com a sua congénere albanesa, no Estádio de Aveiro. Os Convocados para esta jornada foram Divulgados na passada sexta-feira, dia 29. Devido a uma série de lesões e momentos de forma longe do ideal (para variar), bem como à muito comentada necessidade de renovação da Equipa de Todos Nós, a Lista conta com muitos nomes fora do habitual, só incluindo oito dos vinte e três que representaram - não muito bem - o País no Brasil.

O ausente mais gritante desta lista é, inevitavelmente, Cristiano Ronaldo. É a primeira vez em muito tempo que o madeirense fica de fora dos Convocados. Estava tão habituada que, momentos após ouvir a Convocatória em direto na televisão com a minha irmã, voltei-me para ela e indaguei:

- Hum... ele Chamou o Ronaldo?

Ainda debatemos se o nome dele teria sido mencionado antes - pois a transmissão televisiva não apanhara o início da Convocatória - mas cedo se concluiu que não, Ronaldo não fora Convocado. Mais tarde, Paulo Bento explicou que tinham "a informação de que Ronaldo não está em condições de competir neste momento". 


Cheguei a temer um reacendimento da polémica em torno da condição física do madeirense, que marcou a participação portuguesa no Mundial, e para a qual eu não tinha a mínima paciência. Eu apostava que fora o Real Madrid a proibir a Chamada de Ronaldo e alguns calculavam que este participaria já no jogo de domingo passado, frente à Real Sociedad, deixando o Selecionador e o estreante departamento médico com cara de parvos. Mas Ronaldo nem chegara a treinar na manhã de sexta-feira e, mais tarde, sairia a informação de que o madeirense ficaria de baixa durante três semanas. Logo, em princípio ninguém levantará problemas. 

De resto, penso que terá as suas vantagens ficarmos sem Ronaldo nesta jornada. Estando a Seleção tão dependente dele, uma desintoxicação vem mesmo a calhar. Mesmo que seja "só" frente à Albânia. Estou, aliás, convencida de que esta Ronaldo-mania foi uma das razões do fracasso dos portugueses no Mundial. Não apenas por culpa da equipa técnica ou dos jogadores, mas também por culpa dos jornalistas, que teimavam (e ainda teimam) em agir como se a Seleção fosse apenas constituída por Ronaldo, praticamente ignorando os demais, mesmo quando estes até se destacavam pela positiva  E não é por nada, mas eu já antes alertava para esse problema

É um tema que voltou à baila nos últimos dias, de qualquer forma, com o regresso da Seleção ao ativo: as razões do falhanço. O Presidente da Federação Portuguesa de Futebol deu mesmo uma conferência de imprensa sobre isso, há uma semana, anunciando as medidas consequentes desse mau desempenho. Em suma, o departamento médico foi substituído e o Selecionador ganhou novas funções, passando a trabalhar mais de perto com os técnicos responsáveis pelas camadas jovens. Muitos têm chamado a isto uma "promoção" (estou agora a interrogar-me se terá existido um correspondente aumento de salário), em jeito de "recompensa" pelo Mundial. Se por um lado considero que, tendo em vista uma renovação da Equipa de Todos Nós, faz sentido uma maior ligação às seleções de esperanças, não sei se esta promoção dará a mensagem correta. 


As explicações que têm sido fornecidas, aliás, de tão vagas, não esclarecem nada. Deixam-me sem saber o que pensar, com medo de que, mais cedo ou mais tarde, tornem a cometer os mesmos erros - embora acredite que seria preciso muito azar para que todas aquelas circunstâncias se repitam (as lesões, as condições meteorológicas, o jogo contra uma poderosíssima Alemanha em que tudo nos correu mal).

Mas regressemos à Convocatória. Tal como afirmei antes, há muitas novidades em relação à Lista para o Brasil. Bruma, por exemplo, foi Convocado, algo de que não estava à espera - nem sequer sabia que ele já tinha recuperado da lesão. Existem, também, alguns nomes que me são desconhecidos, mas já se sabe que eu estou longe de ser uma especialista absoluta em futebol. Também não ajuda a mania de alguns clubes portugueses de enviarem os seus jovens para o estrangeiro, antes de termos tempo de aprender os nomes deles. Como já vai sendo habitual, há Chamadas mais consensuais que outras, alguns jogadores em forma duvidosa, explicações que não satisfazem completamente. 

A verdade é que ninguém sabe o que esperar desta Seleção pós-Mundial 2014. Na teoria, este grupo de Apuramento encontra-se ao alcance de Portugal, ainda para mais quando os dois primeiros classificados garantem a Qualificação direta e o terceiro vai a play-offs. Na prática, a Turma das Quinas é cronicamente imprevisível e, ainda por cima, vem de um recente fracasso. Não dá para ter certezas de nada. E isso preocupa-me.


Tal como já disse antes, na minha opinião, teremos de encarar isto um jogo de cada vez, como se estivéssemos numa fase final. Não elevar demasiado a fasquia, não fazer demasiadas comparações com outros jogadores, outras épocas, outras seleções. Procurar, apenas, fazer o melhor possível com aquilo que tivermos. Se tudo correr bem, será possível irmos reconstruindo a Seleção, passo a passo, fazê-la regressar aos bons resultados, tal como eu sempre acredito que acontece. Felizmente, o nosso primeiro jogo não será demasiado difícil - embora já se saiba que isto é relativo no mundo do futebol; não nos esqueçamos dos problemas que a Albânia nos deu na Qualificação para a África do Sul. Na dupla jornada de outubro já não será bem assim... Abre-se agora um novo capíulo na Históra da Seleção. O cenário inicial pode não ser o melhor, mas não percamos a esperança de um final feliz. 
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