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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Seleção 2015

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Mais um ano prestes a acabar, mais um ano prestes a começar. Eis a minha habitual revisão do ano da Equipa de Todos Nós.


 


Tal como previ/desejei há um ano, 2015 foi um ano tranquilo para a Seleção, o primeiro ano assim desde 2011. Na verdade - e isto surpreenderia muitos em 2014, sobretudo na ressaca do Mundial - este é capaz de ser o melhor ano no seu todo da Equipa de Todos Nós desde 2005. Ainda que nem sempre tenha sido essa a sensação - porque, em termos exibicionais, não foi um ano brilhante. Mas a verdade é que 2015 viu Portugal concluindo a sua melhor fase de Qualificação, evitando os playoffs pela primeira vez numa eternidade. De igual modo, 2015 viu o desenvolvimento de uma nova geração de promessas e o início da sua integração na equipa principal. Agora aguardamos o Euro 2016 e Fernando Santos diz que quer ganhá-lo.


 


Tal como acontecerá em 2016, o primeiro jogo da Seleção em 2015 ocorreu só em finais de março. Foi frente à Sérvia, no Estádio da Luz, a contar para a Qualificação e eu estive lá. Quem não esteve - no banco, pelo menos - foi Fernando Santos, cumprindo o castigo que, pouco antes, fora reduzido para dois jogos. Portugal ganhou por 2-1. Como em muitas ocasiões este ano, houve mais pragmatismo que brilhantismo. Mesmo assim, considero que este foi o nosso melhor jogo este ano - e um dos meus fins de tarde/princípios de noite mais felizes. Ricardo Carvalho marcou o primeiro golo - e lesionou-se nos festejos. Em vantagem, a Seleção abrandou, até consentir o golo de Matic, de pontapé de bicicleta. Nos minutos que se seguiram, todo o Estádio vibrou com os gritos de "POR-TU-GAL! POR-TU-GAL!" vindos das bancadas. Pouco depois, em resposta, Fábio Coentrão colocou Portugal de novo em vantagem no marcador, selando o resultado.


 


eliseu, coentrão e danny.jpg


 


Visto que o jogo solidário com Cabo Verde se realizou apenas dois dias depois, nenhum dos que jogaram contra a Sérvia puderam alinhar. Fernando Santos teve mesmo de fazer uma segunda Convocatória só para este jogo. Como tal, o desempenho de Portugal foi fraco, tirando as iniciativas de Bernardo Santos. Perdemos por 2-0. Não há muito mais a dizer.


 


A concentração da Seleção que se seguiu a essa dupla jornada coincidiu com uma altura, digamos, interessante no futebol: quando Jorge Jesus trocou o Benfica pelo Sporting e quando rebentou o escândalo da corrupção na FIFA, que culminou agora, com Blatter e Michel Platini banidos do futebol durante oito anos. Não há muito a dizer sobre o primeiro acontecimento. Por sua vez, o segundo é, na minha opinião, um da das melhores coisas que aconteceram no futebol este ano. Há muito que se sabe que existe corrupção nas mais altas instâncias do futebol. Já era altura de algo ser feito em relação a isso. 


 


abraço em ierevan.jpg


 


O jogo com a Arménia foi encarado com alguma cautela. Uma vez que a Seleção nunca tinha ganho nada naquele terreno. E a verdade é que Portugal cometeu mais erros nesse jogo do que aquilo que foi a norma no resto da Qualificação. Houve alguma apatia por parte dos portugueses e Rui Patrício teve culpas nos primeiros dois golos que sofreu. Cristiano Ronaldo, tipicamente, resolveu a questão com um hat-trick - mesmo assim, Tiago fez-se expulsar após o quarto golo português e os arménios conseguiram reduzir a desvantagem para 2-3.


 


Daí a três dias, Portugal disputou um jogo amigável com a sua congénere italiana. Faltavam titulares habituais a ambos os lados e era um jogo de fim de época, logo, o desafio foi decorrendo em ritmo de treino. Por uma vez, os nossos adversários estavam com mais azar do que nós. O único golo da partida foi apontado por Éder, numa jogada começada pelo Eliseu, que passou a Quaresma, que assistiu de trivela para o ponta-de-lança. O milagre do ano, essencialmente - estou a brincar!


 


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Não posso deixar de referir a excelente prestação dos sub-21 no Europeu, chegando à final, caindo apenas nos penálties. Catalisada pelo excelente trabalho de Rui Jorge, esta é uma das melhores gerações de futebolistas dos últimos vinte anos, cheia de talento, magia (mais do que a atual Seleção A, diga-se, com as devidas exceções), maturidade e espírito ganhador. São um exemplo a seguir por muitos veteranos. A Seleção A, se quiser mesmo ganhar o Europeu, deveria olhar para a paixão dos sub-21.


 


A Seleção A só se voltou a reunir em finais de agosto, princípios de Setembro, para um particular com a França e o antepenúltimo jogo da Qualificação com a Albânia. O particular decorreu no Estádio de Alvalade e eu estive lá. Para um jogo entre grandes seleções, foi anticlimático e um pouco enfadonho. A França estava mais motivada para o jogo que Portugal, que estava mais preocupado com o restante da Qualificação. Portugal limitou-se a defender e até conseguiu fazê-lo até aos oitenta e cinco minutos, antes de sofrer um golo, cortesia de Valbuena. Este jogo serviu para provar que o estilo de jogo implementado por Fernando Santos tem os seus méritos, mas não chega para tudo.


 


albanês e nani.jpg


  


O jogo contra a Albânia foi um jogo tão típico da era Fernando Santos que chega a ser caricato. Portugal jogou melhor que contra a França - não admira, havia mais em jogo. Conseguiu o domínio durante a larga maioria do jogo, tirando durante uns dez, quinze minutos, após a marca dos sessenta. Quaresma entrou entrou a meio da segunda parte e assistiu para o golo de Miguel Veloso, marcado no último minuto. Com mais esta vitória, Portugal ficou a um ponto de se Qualificar.


 


Esse ponto e mais dois extra forma ganhos no jogo seguinte, em Braga, contra a Dinamarca. Mais um jogo típico, pouco empolgante, sobretudo na primeira parte - a Dinamarca estacionou o autocarro e Portugal não se esforçou por aí além por quebrá-lo. Na segunda parte, os dinamarqueses abriram mais o jogo, atacaram mais, mas defenderam menos. Finalmente João Moutinho marcou - um belo tiro, diga-se. Ficou selado o Apuramento.


 



 


O jogo contra a Sérvia realizou-se apenas para cumprir calendário, mas Portugal não deixou de levar o jogo a sério. Por uma vez, marcámos cedo, antes dos cinco minutos, cortesia de Nani. Depois do golo, Portugal estacionou o autocarro. Conseguiu aguentá-lo durante toda a primeira parte do jogo, mas na segunda parte os sérvios conseguiram abrir buracos na nossa defesa. Aos 66 minutos empataram o jogo. Entretanto, João Moutinho entrou e tornou a resolver a situação com mais um golo espectacular. Concretizou-se, assim, a nossa sétima vitória consecutiva em jogos oficiais.


 


Já que, por uma vez, não houve necessidade de irmos a playoffs, os jogos de novembro foram apenas particulares (contra a Rússia e o Luxemburgo) e Fernando Santos pôde dispensar alguns dos titulares habituais e de chamar gente nova. Não vou falar muito sobre estes jogos pois não os vi. Portugal perdeu por 1-0 contra a Rússia e ganhou ao Luxemburgo por 2-0 - tal como disse antes, soube a goleada depois de uma data de vitórias pela margem mínima.


 


Finalmente, este mês, a Seleção foi sorteada para o grupo F do Euro 2016, juntamente com a Hungria, a Islândia e a Áustria, um grupo que, todos concordam, está perfeitamente ao alcance de Portugal, só uma grande catástrofe impedir-nos-á de falharmos os oitavos-de-final, em princípio.


 


estádio da luz.JPG


  


Foi assim o ano da Seleção, um ano tranquilo, é certo, mas pouco excitante. Os playoffs seriam sempre arriscados, mas também poderiam dar um pouco de emoção a um ano, por vezes, demasiado monótono. Por outro lado, estávamos a precisar de um ano assim, depois de tudo o que aconteceu em 2014.


 


Anos pares são sempre mais excitantes para mim. Trazem com eles campeonatos de seleções e Portugal têm conseguido estar presete em todos.Continuo a não querer ainda falar concretamente do que espero do Europeu. No entanto, como o costume passarei os primeiros meses de 2016 ansiosa pelo Anúncio dos Convocados para o Euro 2016 e o início de toda a excitação. Mal posso esperar pela data desse Anúncio, bem como pelas datas e adversários dos particulares de março. As coisas têm estado calmas na Seleção desde finais de 2014 até agora... mas não ficarão por muito mais tempo. O Europeu irá agitar tudo isto e o seu desfecho determinará o estado de espírito com que estaremos daqui a um ano.


 


Por esta altura, gosto de fazer uma espécie de renovação de votos, reafirmar a minha devoção pela Equipa de Todos Nós. Devoção essa que tem cada vez menos a ver com patriotismo. Já não acho que tenhamos obrigatoriamente de apoiar a seleção do país onde nascemos nem que seja errado torcermos pela seleção de um país que, teoricamente, nada tem a ver connosco. Percebi isso há cerca de um ano, quando Martunis (o menino que sobreviveu ao tsunami  no Índico em fins de 2004 durante três semanas vestindo uma camisola da Seleção Portuguesa) revelou que sonha um dia voltar a vestir a Camisola das Quinas, desta feita em campo. 


 


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Não sei se Martunis é bom jogador, se é suficientemente bom para representar a Seleção. Se for esse o motivo pelo qual não será Convocado, não tenho nada a dizer Mas haverá alguém com a ousadia de recusar-lhe uma Convocatória tendo apenas por base a sua nacionalidade? Não sei se ele já obeteve a nacionalidade portuguesa, mas eu acredito que, capacidades futebolísticas à parte, ele merece mais vir à Equipa de Todos Nós do que, se calhar, metade dos que lá estão agora merecem. Martunis acredita que o nosso país, a nossa Seleção lhe salvaram a vida e, de facto, a FPF doou-lhe 40 mil euros à sua família para se restabelecer, trouxe-o a Portugal para visitar a Turma das Quinas (lembro-me perfeitamente de vê-lo nas bancadas do Estádio da Luz no jogo com a Eslováquia, comemorando o golo do Cristiano Ronaldo com o Rui Costa) e, este ano, o Sporting trouxe-o até ao nosso país e ele vive hoje na academia do Sporting. Se ele viesse à Seleção, ninguém duvidaria do seu amor à camisola.


 


Cada vez acredito mais que a nacionalidade é apenas uma categoria em documentos oficiais, um aspeto burocrático. Uma pessoa é definida pelas escolhas que faz, não por aquilo que lhe é imposto. Isso significa que, sim, por princípio não sou contra nacionalizações na Equipa de Todos Nós, desde que seja por convicção e não por interesse. Se formos a ver, metade dos atuais Marmanjos não nasceram em Portugal: Nani e Eliseu nasceram em Cabo Verde, William Carvalho nasceu em Angola, Cédric nasceu na Alemanha, Adrien e Raphael Guerreiro nasceram em França (o último, quando se estreou na Seleção A, ainda mal falava o português), mas ninguém questionou a sua Convocatória. Por outro lado, concordo com a atual política de a Federação não interferir nos processos de mudança de nacionalidade.


 


 


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Já não acho que todos os portugueses têm, obrigatoriamente, de apoiar a Equipa de Todos Nós só por serem portugueses - vocês, que acompanham este blogue e a minha página, sabem o quão frustrante e desanimador isto consegue ser. Não esqueçamos também que a Turma das Quinas tem apoiantes por todo o globo, com ou sem relação com Portugal. Não me vou arrogar ao ponto de falar em nome da Seleção, mas eu aceitaria qualquer um como adepto. Quer seja por gostar do nosso país, por a Seleção lhe ter salvo a vida, por causa de um jogador em específico, porque se identificam com o espírito e/ou estilo de jogo, porque de tanto em tanto tempo lhes dá alegrias. Os mesmos motivos pelos quais se escolhe um clube como todos os outros, no fundo. Na verdade, o motivo pelo qual se começa a ser adepto não é importante, desde que se mantenham como adeptos quer nos bons, quer nos maus momentos - essa é a parte mais difícil, mas poucas coisas são mais gratificantes do que testemunhar as primeiras vitórias, os primeiros sinais de recuperação, após um período de crise.


 


Na verdade, sou cada vez mais amante do futebol em geral, não apenas o que está relacionado com a Turma das Quinas. Pelas paixões que move, as histórias a ele associaas, a maneira como ele pode salvar vidas, como a do Martunis, em vários sentidos. O meu clube é a Seleção e isso nunca vai mudar. No entanto, também me considero adepta de todos os clubes ao mesmo tempo e de nenhum em particular. E orgulho-me disso. 


 


Vou continuar a amar o futebol e a apoiar a Seleção no próximo ano, qualquer que seja o desfecho da nossa participação no Europeu. Que 2016 seja um ano muito positivo para o futebol, sobretudo para o futebol português, sobretudo para a Equipa de Todos Nós. Deixo também aqui os votos de um Natal muito feliz e de um Ano Novo cheio de coisas boas. Regressem connosco em 2016!

Seleção 2015

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Mais um ano prestes a acabar, mais um ano prestes a começar. Eis a minha habitual revisão do ano da Equipa de Todos Nós.


 


Tal como previ/desejei há um ano, 2015 foi um ano tranquilo para a Seleção, o primeiro ano assim desde 2011. Na verdade - e isto surpreenderia muitos em 2014, sobretudo na ressaca do Mundial - este é capaz de ser o melhor ano no seu todo da Equipa de Todos Nós desde 2005. Ainda que nem sempre tenha sido essa a sensação - porque, em termos exibicionais, não foi um ano brilhante. Mas a verdade é que 2015 viu Portugal concluindo a sua melhor fase de Qualificação, evitando os playoffs pela primeira vez numa eternidade. De igual modo, 2015 viu o desenvolvimento de uma nova geração de promessas e o início da sua integração na equipa principal. Agora aguardamos o Euro 2016 e Fernando Santos diz que quer ganhá-lo.


 


Tal como acontecerá em 2016, o primeiro jogo da Seleção em 2015 ocorreu só em finais de março. Foi frente à Sérvia, no Estádio da Luz, a contar para a Qualificação e eu estive lá. Quem não esteve - no banco, pelo menos - foi Fernando Santos, cumprindo o castigo que, pouco antes, fora reduzido para dois jogos. Portugal ganhou por 2-1. Como em muitas ocasiões este ano, houve mais pragmatismo que brilhantismo. Mesmo assim, considero que este foi o nosso melhor jogo este ano - e um dos meus fins de tarde/princípios de noite mais felizes. Ricardo Carvalho marcou o primeiro golo - e lesionou-se nos festejos. Em vantagem, a Seleção abrandou, até consentir o golo de Matic, de pontapé de bicicleta. Nos minutos que se seguiram, todo o Estádio vibrou com os gritos de "POR-TU-GAL! POR-TU-GAL!" vindos das bancadas. Pouco depois, em resposta, Fábio Coentrão colocou Portugal de novo em vantagem no marcador, selando o resultado.


 


eliseu, coentrão e danny.jpg


 


Visto que o jogo solidário com Cabo Verde se realizou apenas dois dias depois, nenhum dos que jogaram contra a Sérvia puderam alinhar. Fernando Santos teve mesmo de fazer uma segunda Convocatória só para este jogo. Como tal, o desempenho de Portugal foi fraco, tirando as iniciativas de Bernardo Santos. Perdemos por 2-0. Não há muito mais a dizer.


 


A concentração da Seleção que se seguiu a essa dupla jornada coincidiu com uma altura, digamos, interessante no futebol: quando Jorge Jesus trocou o Benfica pelo Sporting e quando rebentou o escândalo da corrupção na FIFA, que culminou agora, com Blatter e Michel Platini banidos do futebol durante oito anos. Não há muito a dizer sobre o primeiro acontecimento. Por sua vez, o segundo é, na minha opinião, um da das melhores coisas que aconteceram no futebol este ano. Há muito que se sabe que existe corrupção nas mais altas instâncias do futebol. Já era altura de algo ser feito em relação a isso. 


 


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O jogo com a Arménia foi encarado com alguma cautela. Uma vez que a Seleção nunca tinha ganho nada naquele terreno. E a verdade é que Portugal cometeu mais erros nesse jogo do que aquilo que foi a norma no resto da Qualificação. Houve alguma apatia por parte dos portugueses e Rui Patrício teve culpas nos primeiros dois golos que sofreu. Cristiano Ronaldo, tipicamente, resolveu a questão com um hat-trick - mesmo assim, Tiago fez-se expulsar após o quarto golo português e os arménios conseguiram reduzir a desvantagem para 2-3.


 


Daí a três dias, Portugal disputou um jogo amigável com a sua congénere italiana. Faltavam titulares habituais a ambos os lados e era um jogo de fim de época, logo, o desafio foi decorrendo em ritmo de treino. Por uma vez, os nossos adversários estavam com mais azar do que nós. O único golo da partida foi apontado por Éder, numa jogada começada pelo Eliseu, que passou a Quaresma, que assistiu de trivela para o ponta-de-lança. O milagre do ano, essencialmente - estou a brincar!


 


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Não posso deixar de referir a excelente prestação dos sub-21 no Europeu, chegando à final, caindo apenas nos penálties. Catalisada pelo excelente trabalho de Rui Jorge, esta é uma das melhores gerações de futebolistas dos últimos vinte anos, cheia de talento, magia (mais do que a atual Seleção A, diga-se, com as devidas exceções), maturidade e espírito ganhador. São um exemplo a seguir por muitos veteranos. A Seleção A, se quiser mesmo ganhar o Europeu, deveria olhar para a paixão dos sub-21.


 


A Seleção A só se voltou a reunir em finais de agosto, princípios de Setembro, para um particular com a França e o antepenúltimo jogo da Qualificação com a Albânia. O particular decorreu no Estádio de Alvalade e eu estive lá. Para um jogo entre grandes seleções, foi anticlimático e um pouco enfadonho. A França estava mais motivada para o jogo que Portugal, que estava mais preocupado com o restante da Qualificação. Portugal limitou-se a defender e até conseguiu fazê-lo até aos oitenta e cinco minutos, antes de sofrer um golo, cortesia de Valbuena. Este jogo serviu para provar que o estilo de jogo implementado por Fernando Santos tem os seus méritos, mas não chega para tudo.


 


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O jogo contra a Albânia foi um jogo tão típico da era Fernando Santos que chega a ser caricato. Portugal jogou melhor que contra a França - não admira, havia mais em jogo. Conseguiu o domínio durante a larga maioria do jogo, tirando durante uns dez, quinze minutos, após a marca dos sessenta. Quaresma entrou entrou a meio da segunda parte e assistiu para o golo de Miguel Veloso, marcado no último minuto. Com mais esta vitória, Portugal ficou a um ponto de se Qualificar.


 


Esse ponto e mais dois extra forma ganhos no jogo seguinte, em Braga, contra a Dinamarca. Mais um jogo típico, pouco empolgante, sobretudo na primeira parte - a Dinamarca estacionou o autocarro e Portugal não se esforçou por aí além por quebrá-lo. Na segunda parte, os dinamarqueses abriram mais o jogo, atacaram mais, mas defenderam menos. Finalmente João Moutinho marcou - um belo tiro, diga-se. Ficou selado o Apuramento.


 



 


O jogo contra a Sérvia realizou-se apenas para cumprir calendário, mas Portugal não deixou de levar o jogo a sério. Por uma vez, marcámos cedo, antes dos cinco minutos, cortesia de Nani. Depois do golo, Portugal estacionou o autocarro. Conseguiu aguentá-lo durante toda a primeira parte do jogo, mas na segunda parte os sérvios conseguiram abrir buracos na nossa defesa. Aos 66 minutos empataram o jogo. Entretanto, João Moutinho entrou e tornou a resolver a situação com mais um golo espectacular. Concretizou-se, assim, a nossa sétima vitória consecutiva em jogos oficiais.


 


Já que, por uma vez, não houve necessidade de irmos a playoffs, os jogos de novembro foram apenas particulares (contra a Rússia e o Luxemburgo) e Fernando Santos pôde dispensar alguns dos titulares habituais e de chamar gente nova. Não vou falar muito sobre estes jogos pois não os vi. Portugal perdeu por 1-0 contra a Rússia e ganhou ao Luxemburgo por 2-0 - tal como disse antes, soube a goleada depois de uma data de vitórias pela margem mínima.


 


Finalmente, este mês, a Seleção foi sorteada para o grupo F do Euro 2016, juntamente com a Hungria, a Islândia e a Áustria, um grupo que, todos concordam, está perfeitamente ao alcance de Portugal, só uma grande catástrofe impedir-nos-á de falharmos os oitavos-de-final, em princípio.


 


estádio da luz.JPG


  


Foi assim o ano da Seleção, um ano tranquilo, é certo, mas pouco excitante. Os playoffs seriam sempre arriscados, mas também poderiam dar um pouco de emoção a um ano, por vezes, demasiado monótono. Por outro lado, estávamos a precisar de um ano assim, depois de tudo o que aconteceu em 2014.


 


Anos pares são sempre mais excitantes para mim. Trazem com eles campeonatos de seleções e Portugal têm conseguido estar presete em todos.Continuo a não querer ainda falar concretamente do que espero do Europeu. No entanto, como o costume passarei os primeiros meses de 2016 ansiosa pelo Anúncio dos Convocados para o Euro 2016 e o início de toda a excitação. Mal posso esperar pela data desse Anúncio, bem como pelas datas e adversários dos particulares de março. As coisas têm estado calmas na Seleção desde finais de 2014 até agora... mas não ficarão por muito mais tempo. O Europeu irá agitar tudo isto e o seu desfecho determinará o estado de espírito com que estaremos daqui a um ano.


 


Por esta altura, gosto de fazer uma espécie de renovação de votos, reafirmar a minha devoção pela Equipa de Todos Nós. Devoção essa que tem cada vez menos a ver com patriotismo. Já não acho que tenhamos obrigatoriamente de apoiar a seleção do país onde nascemos nem que seja errado torcermos pela seleção de um país que, teoricamente, nada tem a ver connosco. Percebi isso há cerca de um ano, quando Martunis (o menino que sobreviveu ao tsunami  no Índico em fins de 2004 durante três semanas vestindo uma camisola da Seleção Portuguesa) revelou que sonha um dia voltar a vestir a Camisola das Quinas, desta feita em campo. 


 


mw-680.jfif


  


Não sei se Martunis é bom jogador, se é suficientemente bom para representar a Seleção. Se for esse o motivo pelo qual não será Convocado, não tenho nada a dizer Mas haverá alguém com a ousadia de recusar-lhe uma Convocatória tendo apenas por base a sua nacionalidade? Não sei se ele já obeteve a nacionalidade portuguesa, mas eu acredito que, capacidades futebolísticas à parte, ele merece mais vir à Equipa de Todos Nós do que, se calhar, metade dos que lá estão agora merecem. Martunis acredita que o nosso país, a nossa Seleção lhe salvaram a vida e, de facto, a FPF doou-lhe 40 mil euros à sua família para se restabelecer, trouxe-o a Portugal para visitar a Turma das Quinas (lembro-me perfeitamente de vê-lo nas bancadas do Estádio da Luz no jogo com a Eslováquia, comemorando o golo do Cristiano Ronaldo com o Rui Costa) e, este ano, o Sporting trouxe-o até ao nosso país e ele vive hoje na academia do Sporting. Se ele viesse à Seleção, ninguém duvidaria do seu amor à camisola.


 


Cada vez acredito mais que a nacionalidade é apenas uma categoria em documentos oficiais, um aspeto burocrático. Uma pessoa é definida pelas escolhas que faz, não por aquilo que lhe é imposto. Isso significa que, sim, por princípio não sou contra nacionalizações na Equipa de Todos Nós, desde que seja por convicção e não por interesse. Se formos a ver, metade dos atuais Marmanjos não nasceram em Portugal: Nani e Eliseu nasceram em Cabo Verde, William Carvalho nasceu em Angola, Cédric nasceu na Alemanha, Adrien e Raphael Guerreiro nasceram em França (o último, quando se estreou na Seleção A, ainda mal falava o português), mas ninguém questionou a sua Convocatória. Por outro lado, concordo com a atual política de a Federação não interferir nos processos de mudança de nacionalidade.


 


 


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Já não acho que todos os portugueses têm, obrigatoriamente, de apoiar a Equipa de Todos Nós só por serem portugueses - vocês, que acompanham este blogue e a minha página, sabem o quão frustrante e desanimador isto consegue ser. Não esqueçamos também que a Turma das Quinas tem apoiantes por todo o globo, com ou sem relação com Portugal. Não me vou arrogar ao ponto de falar em nome da Seleção, mas eu aceitaria qualquer um como adepto. Quer seja por gostar do nosso país, por a Seleção lhe ter salvo a vida, por causa de um jogador em específico, porque se identificam com o espírito e/ou estilo de jogo, porque de tanto em tanto tempo lhes dá alegrias. Os mesmos motivos pelos quais se escolhe um clube como todos os outros, no fundo. Na verdade, o motivo pelo qual se começa a ser adepto não é importante, desde que se mantenham como adeptos quer nos bons, quer nos maus momentos - essa é a parte mais difícil, mas poucas coisas são mais gratificantes do que testemunhar as primeiras vitórias, os primeiros sinais de recuperação, após um período de crise.


 


Na verdade, sou cada vez mais amante do futebol em geral, não apenas o que está relacionado com a Turma das Quinas. Pelas paixões que move, as histórias a ele associaas, a maneira como ele pode salvar vidas, como a do Martunis, em vários sentidos. O meu clube é a Seleção e isso nunca vai mudar. No entanto, também me considero adepta de todos os clubes ao mesmo tempo e de nenhum em particular. E orgulho-me disso. 


 


Vou continuar a amar o futebol e a apoiar a Seleção no próximo ano, qualquer que seja o desfecho da nossa participação no Europeu. Que 2016 seja um ano muito positivo para o futebol, sobretudo para o futebol português, sobretudo para a Equipa de Todos Nós. Deixo também aqui os votos de um Natal muito feliz e de um Ano Novo cheio de coisas boas. Regressem connosco em 2016!

terça-feira, 16 de junho de 2015

Arménia 2 Portugal 3 - Queremos Ainda Mais

celebração em ierevan.jpg


No pasado sábado, dia 13 de junho, a Seleção Portuguesa de Futebol venceu a sua congénere arménia por três bolas contra duas, em Ierevan, em jogo a contar para a Qualificação para o Campeonato Europeu da modalidade, que terá lugar em França daqui a um ano. Com esta vitória, Portugal consolidou o primeiro lugar go grupo I de Apuramento, tendo, na pior das hipóteses, de ir ao playoff. Por outro lado, bastar-lhe-á ganhar apenas mais um ponto para ficar com a Qualificação garantida.


 


É uma sensação estranhíssima termos tantas certezas sobre o Apuramento nesta altura do campeonato. O playoff é a pior das hipóteses? Na Qualificação para o Mundial 2010 era a nossa única hipótese!


 


Infelizmente, foi preciso passar por muita parvoíce para chegar a este ponto. Durante a semana anterior, tinha-se assinalado vezes e vezes sem conta que Portugal nunca havia vencido em Ierevan, que já em novembro último eles nos causaram imensas dificuldades, que o jogo não seria fácil. Tudo isto se confirmou em campo. A Seleção não entrou bem no jogo - a tática inicial não terá sido a mais adequada. Também se notava alguma apatia da nossa parte - o sujeito que invadiu o campo à beira do intervalo correu mais do que toda a equipa portuguesa. 


 


Cedo sofremos um golo de livre direto, em que Rui Patrício interpretou mal a situação, ficando mal posicionado. Este golo exasperou-me, mas não me desesperou - no passado recente temos tido vários exemplos de resultados decididos nos últimos minutos de jogo, de recuperações milagrosas. E esta nem sequer era uma situação tão aflitiva quanto isso. E, de facto, Portugal começou a jogar melhor depois do golo. Acabou por ganhar um penálti a seu favor, que Cristiano Ronaldo converteu, relançando o jogo.


 


sinal de ok.jpg


 


Portugal entrou muito melhor na segunda parte. À roda do minuto 60, Cristiano Ronaldo, o suspeito do costume, aproveitaria uma falha na defesa arménia para marcar o segundo golo português. Dois minutos depois, lançaria uma bomba de fora da grande área arménia, fazendo o terceiro. Consumava-se, assim, o terceiro hat-trick de Ronaldo com a Camisola das Quinas.


 


Pensávamos todos que, pela primeira vez desde o início do jogo, podíamos acalmar um bocadinho. Passaríamos a meia hora que faltava gerindo o resultado sem grande stress, talvez ainda houvesse tempo para um quarto golo (assinado por Ronaldo para fazer o póquer, ou assinado por outro qualquer, que também têm direito). Mas não seria a Seleção Portuguesa se não houvessem complicações desnecessárias. Poucos minutos depois do terceiro golo, Tiago viu o segundo amarelo e foi expulso.


 


Eles fazem de propósito, não fazem? É ridículo, está sempre a acontecer o mesmo! Basta consultarem rapidamente entradas com um ano e meio ou dois de idade para darem com outros exemplos de parvoíce crónica na Seleção. Com somente dez homens em campo, tivemos de passar o resto do jogo em modo "Ai Jesus!" (no pun intended), a ver se conservávamos a vantagem no marcador. Acabámos por vê-la reduzida - os arménios marcaram de canto, depois de Patrício, mais uma vez, se ter saído mal ao fazer uma defesa incompleta para os pés de um adversário. Isto deu esperança aos arménios, que passaram o resto do jogo correndo atrás do empate. Felizmente, restava aos Marmanjos maturidade e espírito coletivo para aguentar a pressão, permitindo-nos, no fim, levar os três pontos. 


 


fora do banco.jpg


 


Vitórias pela margem mínima e exibições muito mais ou menos têm sido a regra do mandato de Fernando Santos. No entanto, a maneira como a Seleção se boicotou a si mesma, obrigando Cristiano Ronaldo a preencher as falhas, a conduzir o navio a bom porto, fez-me lembrar a Qualificação para o Mundial 2014. O que não é coisa boa - esse Apuramento acabou de uma forma apoteótica mas, depois, no Mundial em si, explodiu-nos tudo na cara. É verdade que, no caso deste jogo, existem várias desculpas atenuantes: fim de época, má estratégia inicial, por algum motivo nunca tínhamos ganho antes por lá. Ainda é cedo para dramatizar, pelo menos em relação à tendência para o complicómetro, quando, até este jogo, a Seleção de Fernando Santos tem-se caracterizado pela maturidade e pelo espírito coletivo - espírito esse que até esteve presente neste jogo, pela maneira como os portugueses conseguiram virar um resultado, saindo vitoriosos.


 


No fim do dia, as conclusões são as mesmas que nos outros jogos do mandato de Fernando Santos: os resultados são melhores que as exibições, mas já se sabe que, no futebol, os resultados é que interessam. Temos mantido o drama à distância, fazendo um contraste agradável com os últimos anos. Tal como disse no início, pela primeira vez em séculos, a Qualificação está bem encaminhada. Eu mesma tinha dito que, desde que ganhássemos, dar-me-ia por satisfeita. Mas embora isto seja suficiente por enquanto, a longo prazo (leia-se: no Euro 2016) não será bem assim - até porque Fernando Santos já deixou bem claro que quer o título. Para podermos verdadeiramente competir com qualquer equipa, como dizia Paulo Bento, será preciso ainda mais. 


 


Conforme escrevi na entrada anterior, acredito que conseguiremos dar os passos que faltam para voltarmos a ser uma grande Seleção. Temos matéria-prima e confio em Fernando Santos. É certo que continuo com as um minhas dúvidas - afinal de contas, um fiasco como o do Mundial 2014 não se esquece facilmente - mas procurarei lembrar-me das minhas próprias crenças, seguir os meus próprios conselhos. Temos tempo para crescer. Para já, que venha o resto do Apuramento.


 


E antes disso, logo à tarde, o jogo com a Itália 

Arménia 2 Portugal 3 - Queremos Ainda Mais

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No pasado sábado, dia 13 de junho, a Seleção Portuguesa de Futebol venceu a sua congénere arménia por três bolas contra duas, em Ierevan, em jogo a contar para a Qualificação para o Campeonato Europeu da modalidade, que terá lugar em França daqui a um ano. Com esta vitória, Portugal consolidou o primeiro lugar go grupo I de Apuramento, tendo, na pior das hipóteses, de ir ao playoff. Por outro lado, bastar-lhe-á ganhar apenas mais um ponto para ficar com a Qualificação garantida.


 


É uma sensação estranhíssima termos tantas certezas sobre o Apuramento nesta altura do campeonato. O playoff é a pior das hipóteses? Na Qualificação para o Mundial 2010 era a nossa única hipótese!


 


Infelizmente, foi preciso passar por muita parvoíce para chegar a este ponto. Durante a semana anterior, tinha-se assinalado vezes e vezes sem conta que Portugal nunca havia vencido em Ierevan, que já em novembro último eles nos causaram imensas dificuldades, que o jogo não seria fácil. Tudo isto se confirmou em campo. A Seleção não entrou bem no jogo - a tática inicial não terá sido a mais adequada. Também se notava alguma apatia da nossa parte - o sujeito que invadiu o campo à beira do intervalo correu mais do que toda a equipa portuguesa. 


 


Cedo sofremos um golo de livre direto, em que Rui Patrício interpretou mal a situação, ficando mal posicionado. Este golo exasperou-me, mas não me desesperou - no passado recente temos tido vários exemplos de resultados decididos nos últimos minutos de jogo, de recuperações milagrosas. E esta nem sequer era uma situação tão aflitiva quanto isso. E, de facto, Portugal começou a jogar melhor depois do golo. Acabou por ganhar um penálti a seu favor, que Cristiano Ronaldo converteu, relançando o jogo.


 


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Portugal entrou muito melhor na segunda parte. À roda do minuto 60, Cristiano Ronaldo, o suspeito do costume, aproveitaria uma falha na defesa arménia para marcar o segundo golo português. Dois minutos depois, lançaria uma bomba de fora da grande área arménia, fazendo o terceiro. Consumava-se, assim, o terceiro hat-trick de Ronaldo com a Camisola das Quinas.


 


Pensávamos todos que, pela primeira vez desde o início do jogo, podíamos acalmar um bocadinho. Passaríamos a meia hora que faltava gerindo o resultado sem grande stress, talvez ainda houvesse tempo para um quarto golo (assinado por Ronaldo para fazer o póquer, ou assinado por outro qualquer, que também têm direito). Mas não seria a Seleção Portuguesa se não houvessem complicações desnecessárias. Poucos minutos depois do terceiro golo, Tiago viu o segundo amarelo e foi expulso.


 


Eles fazem de propósito, não fazem? É ridículo, está sempre a acontecer o mesmo! Basta consultarem rapidamente entradas com um ano e meio ou dois de idade para darem com outros exemplos de parvoíce crónica na Seleção. Com somente dez homens em campo, tivemos de passar o resto do jogo em modo "Ai Jesus!" (no pun intended), a ver se conservávamos a vantagem no marcador. Acabámos por vê-la reduzida - os arménios marcaram de canto, depois de Patrício, mais uma vez, se ter saído mal ao fazer uma defesa incompleta para os pés de um adversário. Isto deu esperança aos arménios, que passaram o resto do jogo correndo atrás do empate. Felizmente, restava aos Marmanjos maturidade e espírito coletivo para aguentar a pressão, permitindo-nos, no fim, levar os três pontos. 


 


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Vitórias pela margem mínima e exibições muito mais ou menos têm sido a regra do mandato de Fernando Santos. No entanto, a maneira como a Seleção se boicotou a si mesma, obrigando Cristiano Ronaldo a preencher as falhas, a conduzir o navio a bom porto, fez-me lembrar a Qualificação para o Mundial 2014. O que não é coisa boa - esse Apuramento acabou de uma forma apoteótica mas, depois, no Mundial em si, explodiu-nos tudo na cara. É verdade que, no caso deste jogo, existem várias desculpas atenuantes: fim de época, má estratégia inicial, por algum motivo nunca tínhamos ganho antes por lá. Ainda é cedo para dramatizar, pelo menos em relação à tendência para o complicómetro, quando, até este jogo, a Seleção de Fernando Santos tem-se caracterizado pela maturidade e pelo espírito coletivo - espírito esse que até esteve presente neste jogo, pela maneira como os portugueses conseguiram virar um resultado, saindo vitoriosos.


 


No fim do dia, as conclusões são as mesmas que nos outros jogos do mandato de Fernando Santos: os resultados são melhores que as exibições, mas já se sabe que, no futebol, os resultados é que interessam. Temos mantido o drama à distância, fazendo um contraste agradável com os últimos anos. Tal como disse no início, pela primeira vez em séculos, a Qualificação está bem encaminhada. Eu mesma tinha dito que, desde que ganhássemos, dar-me-ia por satisfeita. Mas embora isto seja suficiente por enquanto, a longo prazo (leia-se: no Euro 2016) não será bem assim - até porque Fernando Santos já deixou bem claro que quer o título. Para podermos verdadeiramente competir com qualquer equipa, como dizia Paulo Bento, será preciso ainda mais. 


 


Conforme escrevi na entrada anterior, acredito que conseguiremos dar os passos que faltam para voltarmos a ser uma grande Seleção. Temos matéria-prima e confio em Fernando Santos. É certo que continuo com as um minhas dúvidas - afinal de contas, um fiasco como o do Mundial 2014 não se esquece facilmente - mas procurarei lembrar-me das minhas próprias crenças, seguir os meus próprios conselhos. Temos tempo para crescer. Para já, que venha o resto do Apuramento.


 


E antes disso, logo à tarde, o jogo com a Itália 

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Oásis de sanidade

aquecimento no jamor.jpg


No próximo dia 13 de junho, a Seleção Portuguesa de Futebol deslocar-se-à à Ierevan, na Arménia, para defrontar a sua congénere local, em jogo a contar para a Qualificação para o Campeonato Europeu da modalidade, que terá lugar em França, daqui a um ano. Três dias mais tarde, a Seleção Portuguesa defrontará a sua congénere italiana, em Genebra, na Suíça, em jogo de carácter amigável.


 


Nesta altura do campeonato, não há muito de novo a dizer, começando pelos Convocados. Temos um bom equilíbrio entre habituais e estreantes - Pizzi já merecia ser Chamado há muito, bem como outros como Danilo, Daniel Carriço e André André. A renovação vai decorrendo a um ritmo saudável. Penso que a única surpresa é a Vinda de Silvestre Varela, que teve uma época estranha. Mas não me queixo. Pela parte que me toca, o eterno Salvador da Pátria, o responsável pelo golo que me fez gritar como uma maluca, será sempre bem-vindo à Seleção. A única coisa que tenho a apontar é não terem Convocado Miguel Veloso, que fez uma boa época no seu clube.


 


Na semana que termina agora, a Operação Arménia ocorreu em moldes informais, com treinos apenas de manhã e os jogadores dispondo do resto do dia para si mesmos - um pouco à semelhança do que acontece nos clubes. Os Marmanjos têm o sábado de folga e depois, no domingo, reunir-se-ão e viajarão para a Geórgia, ficando instalados a meia hora do local do jogo. Na segunda-feira começa o trabalho a sério. Na verdade, estamos a viver uns dias muito agitados no que toca ao futebol português e internacioal. Não é de admirar que a Seleção fique um pouco em segundo plano. Noutras circunstâncias queixar-me-ia disso, lamentaria o facto de o escândalo da FIFA, a dança dos treinadores do Benfica e do Sporting, terem coincidido com a Operação Arménia. No entanto, eu fico grata por, enquanto isto ocorre, termos a Seleção, num momento estável ainda por cima. No meio de tanta confusão, de tantos acontecimentos inacreditáveis no mundo do desporto, a Equipa de Todos Nós tem representado um oásis de sanidade por estes dias. Espero que se mantenha assim, que esta dupla jornada corra bem.


 


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Passemos, desde já, à análise história dos próximos jogos. O nosso historial com a Arménia é escasso, mas sempre que jogámos por lá empatámos. Uma dessas vezes foi durante o Apuramento para o Mundial 98 e, segundo o que ouvi dizer esta semana, os pontos perdidos com esse empate custaram a Qualificação - a última que falhámos. Nos jogos em casa até ganhamos, mas nunca de forma brilhante. O jogo mais recente, em novembro último, foi um bom exemplo disso: um jogo extremamente pastoso, que ganhámos apenas pela margem mínima (Quaresma ao resgate!). Em Ierevan, teremos a agravante de um clima seco, adverso para os nossos jogadores e de estarmos em fim de época (recordações do trauma do Mundial 2014...).


 


Mesmo assim, eu acredito numa vitória. Com Fernando Santos tenho notado uma Seleção mais madura (finalmente), que sem deslumbrar consegue os resultados. Por outro lado, ainda que em teoria o momento de forma dos jogadores não seja o ideal, na prática, quando a Turma das Quinas joga em final de época, nos anos ímpares, costuma ganhar os jogos oficiais, mesmo sem brilhar. Em 2009, ganhámos à Albânia (recordações do trauma de setembro...), ainda que resvés Campo de Ourique. Tanto em 2011 como em 2013 ganhámos a adversários diretos nas respetivas Qualificações (gratidão eterna a Hélder Postiga).


 


Dito isto, um eventual empate frente à Arménia não seria grave. Toda a gente sabe que, nos últimos anos, fomos capazes de ultrapassar situações piores e marcar presença nas respectivas fases finais. E nesta Qualificação o terceiro lugar dá acesso ao playoff e tudo. No entanto, não é prudente arriscar. Fernando Santos tem frisado que é do interesse da Federação garantir o Apuramento o mais cedo possível - o que serve igualmente de resposta àqueles que têm dado a entender que a prioridade devia ser a renovação. Além do mais, o sprint final deste Apuramento vai ser difícil: dois adversários diretos na última dupla jornada e, na dupla jornada anterior, França e (*arrepio de medo*) Albânia. Não convém ir para estes jogos com a corda ao pescoço. Felizmente, na Turma das Quinas, parecem ter noção disso.


 


Depois do jogo com Arménia, à semelhança do que aconteceu há dois anos, a Turma das Quinas disputará um particular em Genebra, na Suíça. O jogo esteve quase para se realizar no Qatar - em pleno verão, com temperaturas que podem chegar aos cinquenta graus. Provavelmente num estádio construído à custa das vidas de inúmeros operários, trabalhando em condições de quase escravatura. Felizmente, houve alguém com o bom senso de mudar de palco.


 


Como poderão  deduzir, estou à espera que tirem o Mundial 2022 do Qatar. Já se esteve mais longe, agora que o escândalo rebentou e Blatter se demitiu (reação).


 


quaresma por cima de italiano.jpg


 


A Itália é um adversário com quem não temos um historial favorável. Um pouco como a França, se bem que com menos ressentimento da nossa parte. Curiosamente, dois dias após o particular, ccompletar-se-ão noventa anos desde o nosso primeiro jogo contra os italianos (um amigável que vencemos por 1-0). De facto, a maioria dos jogos disputados entre as duas seleções foram amigáveis. Infelizmente, não conseguimos ganhar-lhes desde 1976. Mesmo o último empate foi em 1992, na Taça dos Estados Unidos - pelo que eu percebi das pesquisas que fiz na Internet, esta Taça era um torneio que se realizou anualmente entre 92 e 2000 (excluindo os anos de Mundial) para aumentar a popularidade do futebol entre os americanos. Portugal e Itália participaram na primeira edição, juntamente com a República da Irlanda e, claro, os anfitriões americanos. O campeonato funcionou por pontos, como uma mini-liga. A nossa Seleção ficou em último lugar, com um único ponto, amealhado no já referido empate com a Itália - não admira que nunca tenha ouvido falar desta competição antes. Depois desse jogo, foram sempre derrotas. Lembro-me de ter visto as duas mais recentes - o jogo de estreia de Luiz Felipe Scolari como Selecionador e o jogo de preparação para o Euro 2008 - mas não me recordo de pormenores. 


 


Acho, portanto, irrealista esperar um resultado brilhante frente à Itália. Já consideraria um empate como aceitável. No entanto, a verdade é que esta Seleção já conseguiu ganhar à atual vice-campeã, Argentina, ainda que quase por sorte. Uma vitória não é de todo impossível.


 


Nestas últimas semanas, Fernando Santos tem andado a dizer que quer ganhar o Euro 2016, que é para isso que a Seleção tem estado a trabalhar desde o seu primeiro dia como Selecionador. Eu podia escrever uma entrada inteira só sobre essas declarações, mas esta não é a altura certa - ainda estamos a meio da Qualificação. No entanto, posso afirmar que podíamos ter menos hipóteses. Já não se pode dizer que tenhamos uma Seleção de Liga Europa e, sim, já de Liga dos Campeões - não digo que finalista da Liga dos Campeões, mas, vá lá, chegando aos quartos-de-final. Temos os tugas do Real Madrid. Temos João Moutinho, Ricardo Carvalho, e Bernardo Silva no Mónaco. Temos Tiago no Atlético de Madrid. Temos Quaresma, que até marcou dois golos aos alemães do Bayern de Munique (onde andava o Marmanjo quando mais precisávamos dele?). Temos ainda uma Seleção de Sub-21 recheada de jogadores titulares nos seus clubes, ou seja, o futuro parece promissor. Para não falar dos Sub-20, que estão a sair-se bem no Mundial (pelo menos é o que dizem! Jogos às 5 da manhã não dão com nada...). Por outro lado, no que toca ao grande objetivo, Fernando Santos está a conseguir cumprir aquilo que assumo que seja o primeiro passo: tornar difícil ganhar a Portugal. 


 


danilo e patrício.jpg


 


Temos, portanto, motivos para algum otimismo a curto/médio prazo. No entanto, esse otimismo de nada servirá se não se traduzir em resultados. A prioridade é reservar um lugar em França o mais cedo possível - até porque tenho curiosidade em saber como é Apurarmo-nos diretamente. 


 


Termino com uma imagem de Ricardo Quaresma despindo-se de preconceitos aqui pelo estaminé... 


 


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Oásis de sanidade

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No próximo dia 13 de junho, a Seleção Portuguesa de Futebol deslocar-se-à à Ierevan, na Arménia, para defrontar a sua congénere local, em jogo a contar para a Qualificação para o Campeonato Europeu da modalidade, que terá lugar em França, daqui a um ano. Três dias mais tarde, a Seleção Portuguesa defrontará a sua congénere italiana, em Genebra, na Suíça, em jogo de carácter amigável.


 


Nesta altura do campeonato, não há muito de novo a dizer, começando pelos Convocados. Temos um bom equilíbrio entre habituais e estreantes - Pizzi já merecia ser Chamado há muito, bem como outros como Danilo, Daniel Carriço e André André. A renovação vai decorrendo a um ritmo saudável. Penso que a única surpresa é a Vinda de Silvestre Varela, que teve uma época estranha. Mas não me queixo. Pela parte que me toca, o eterno Salvador da Pátria, o responsável pelo golo que me fez gritar como uma maluca, será sempre bem-vindo à Seleção. A única coisa que tenho a apontar é não terem Convocado Miguel Veloso, que fez uma boa época no seu clube.


 


Na semana que termina agora, a Operação Arménia ocorreu em moldes informais, com treinos apenas de manhã e os jogadores dispondo do resto do dia para si mesmos - um pouco à semelhança do que acontece nos clubes. Os Marmanjos têm o sábado de folga e depois, no domingo, reunir-se-ão e viajarão para a Geórgia, ficando instalados a meia hora do local do jogo. Na segunda-feira começa o trabalho a sério. Na verdade, estamos a viver uns dias muito agitados no que toca ao futebol português e internacioal. Não é de admirar que a Seleção fique um pouco em segundo plano. Noutras circunstâncias queixar-me-ia disso, lamentaria o facto de o escândalo da FIFA, a dança dos treinadores do Benfica e do Sporting, terem coincidido com a Operação Arménia. No entanto, eu fico grata por, enquanto isto ocorre, termos a Seleção, num momento estável ainda por cima. No meio de tanta confusão, de tantos acontecimentos inacreditáveis no mundo do desporto, a Equipa de Todos Nós tem representado um oásis de sanidade por estes dias. Espero que se mantenha assim, que esta dupla jornada corra bem.


 


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Passemos, desde já, à análise história dos próximos jogos. O nosso historial com a Arménia é escasso, mas sempre que jogámos por lá empatámos. Uma dessas vezes foi durante o Apuramento para o Mundial 98 e, segundo o que ouvi dizer esta semana, os pontos perdidos com esse empate custaram a Qualificação - a última que falhámos. Nos jogos em casa até ganhamos, mas nunca de forma brilhante. O jogo mais recente, em novembro último, foi um bom exemplo disso: um jogo extremamente pastoso, que ganhámos apenas pela margem mínima (Quaresma ao resgate!). Em Ierevan, teremos a agravante de um clima seco, adverso para os nossos jogadores e de estarmos em fim de época (recordações do trauma do Mundial 2014...).


 


Mesmo assim, eu acredito numa vitória. Com Fernando Santos tenho notado uma Seleção mais madura (finalmente), que sem deslumbrar consegue os resultados. Por outro lado, ainda que em teoria o momento de forma dos jogadores não seja o ideal, na prática, quando a Turma das Quinas joga em final de época, nos anos ímpares, costuma ganhar os jogos oficiais, mesmo sem brilhar. Em 2009, ganhámos à Albânia (recordações do trauma de setembro...), ainda que resvés Campo de Ourique. Tanto em 2011 como em 2013 ganhámos a adversários diretos nas respetivas Qualificações (gratidão eterna a Hélder Postiga).


 


Dito isto, um eventual empate frente à Arménia não seria grave. Toda a gente sabe que, nos últimos anos, fomos capazes de ultrapassar situações piores e marcar presença nas respectivas fases finais. E nesta Qualificação o terceiro lugar dá acesso ao playoff e tudo. No entanto, não é prudente arriscar. Fernando Santos tem frisado que é do interesse da Federação garantir o Apuramento o mais cedo possível - o que serve igualmente de resposta àqueles que têm dado a entender que a prioridade devia ser a renovação. Além do mais, o sprint final deste Apuramento vai ser difícil: dois adversários diretos na última dupla jornada e, na dupla jornada anterior, França e (*arrepio de medo*) Albânia. Não convém ir para estes jogos com a corda ao pescoço. Felizmente, na Turma das Quinas, parecem ter noção disso.


 


Depois do jogo com Arménia, à semelhança do que aconteceu há dois anos, a Turma das Quinas disputará um particular em Genebra, na Suíça. O jogo esteve quase para se realizar no Qatar - em pleno verão, com temperaturas que podem chegar aos cinquenta graus. Provavelmente num estádio construído à custa das vidas de inúmeros operários, trabalhando em condições de quase escravatura. Felizmente, houve alguém com o bom senso de mudar de palco.


 


Como poderão  deduzir, estou à espera que tirem o Mundial 2022 do Qatar. Já se esteve mais longe, agora que o escândalo rebentou e Blatter se demitiu (reação).


 


quaresma por cima de italiano.jpg


 


A Itália é um adversário com quem não temos um historial favorável. Um pouco como a França, se bem que com menos ressentimento da nossa parte. Curiosamente, dois dias após o particular, ccompletar-se-ão noventa anos desde o nosso primeiro jogo contra os italianos (um amigável que vencemos por 1-0). De facto, a maioria dos jogos disputados entre as duas seleções foram amigáveis. Infelizmente, não conseguimos ganhar-lhes desde 1976. Mesmo o último empate foi em 1992, na Taça dos Estados Unidos - pelo que eu percebi das pesquisas que fiz na Internet, esta Taça era um torneio que se realizou anualmente entre 92 e 2000 (excluindo os anos de Mundial) para aumentar a popularidade do futebol entre os americanos. Portugal e Itália participaram na primeira edição, juntamente com a República da Irlanda e, claro, os anfitriões americanos. O campeonato funcionou por pontos, como uma mini-liga. A nossa Seleção ficou em último lugar, com um único ponto, amealhado no já referido empate com a Itália - não admira que nunca tenha ouvido falar desta competição antes. Depois desse jogo, foram sempre derrotas. Lembro-me de ter visto as duas mais recentes - o jogo de estreia de Luiz Felipe Scolari como Selecionador e o jogo de preparação para o Euro 2008 - mas não me recordo de pormenores. 


 


Acho, portanto, irrealista esperar um resultado brilhante frente à Itália. Já consideraria um empate como aceitável. No entanto, a verdade é que esta Seleção já conseguiu ganhar à atual vice-campeã, Argentina, ainda que quase por sorte. Uma vitória não é de todo impossível.


 


Nestas últimas semanas, Fernando Santos tem andado a dizer que quer ganhar o Euro 2016, que é para isso que a Seleção tem estado a trabalhar desde o seu primeiro dia como Selecionador. Eu podia escrever uma entrada inteira só sobre essas declarações, mas esta não é a altura certa - ainda estamos a meio da Qualificação. No entanto, posso afirmar que podíamos ter menos hipóteses. Já não se pode dizer que tenhamos uma Seleção de Liga Europa e, sim, já de Liga dos Campeões - não digo que finalista da Liga dos Campeões, mas, vá lá, chegando aos quartos-de-final. Temos os tugas do Real Madrid. Temos João Moutinho, Ricardo Carvalho, e Bernardo Silva no Mónaco. Temos Tiago no Atlético de Madrid. Temos Quaresma, que até marcou dois golos aos alemães do Bayern de Munique (onde andava o Marmanjo quando mais precisávamos dele?). Temos ainda uma Seleção de Sub-21 recheada de jogadores titulares nos seus clubes, ou seja, o futuro parece promissor. Para não falar dos Sub-20, que estão a sair-se bem no Mundial (pelo menos é o que dizem! Jogos às 5 da manhã não dão com nada...). Por outro lado, no que toca ao grande objetivo, Fernando Santos está a conseguir cumprir aquilo que assumo que seja o primeiro passo: tornar difícil ganhar a Portugal. 


 


danilo e patrício.jpg


 


Temos, portanto, motivos para algum otimismo a curto/médio prazo. No entanto, esse otimismo de nada servirá se não se traduzir em resultados. A prioridade é reservar um lugar em França o mais cedo possível - até porque tenho curiosidade em saber como é Apurarmo-nos diretamente. 


 


Termino com uma imagem de Ricardo Quaresma despindo-se de preconceitos aqui pelo estaminé... 


 


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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Portugal 1 Arménia 0 - A saca-rolhas

 


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Na passada sexta-feira, dia 14 de novembro, a Seleção Portuguesa de Futebol recebeu, no Estádio do Algarve, a sua congénere arménia, em jogo a contar para a Qualificação para o Campeonato Europeu da modalidade. Este encontro terminou, à semelhança do anterior, com uma vitória pela margem mínima, cortesia do inevitável Cristiano Ronaldo. 


 


Só consegui acompanhar os primeiros vinte, trinta minutos do jogo via rádio visto que eu, os meus pais e a minha irmã formos de fim de semana e, àquela hora, ainda estávamos na estrada. Tínhamos o GPS ligado e, para nossa exasperação, a voz feminina conseguia falar sempre na altura crítica dos ataques portugueses - que, nos primeiros minutos de jogo, foram frequentes.


 


Felizmente, não tardámos a encontrar um restaurante, onde pudémos ver através de um ecrã os portugueses dominando, mas sem brilho, num jogo extremamente pastoso. Sabíamos de antemão que seria assim, que seria necessário termos paciência. Contudo, tal não atenuava a nossa frustração quando os nossos passes falhavam, os arménios recuperavam a bola, os remates saíam ao lado ou (como já é costume) iam ao poste. Por exemplo, eu até estava feliz por Hélder Postiga ser titular mas ele, coitado, não dava uma para a caixa. E não me venham dizer que o Éder, que o substituiu aos cinquenta e seis minutos, é melhor. Ele já participou em quinze jogos e, até agora, nada. Na sexta-feira, então, voltou a falhar uma, como diz a minha avó, de caracacá.


 


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Queria chamar a atenção para um dos caloiros desta jornada, Raphäel Guerreiro, que teve uma excelente estreia a titular. Ele que tem cara de miúdo, a quem chamavam "o menino" no relato da rádio. É bom saber que temos alternativa a Fábio Coentrão, que estas são melhores que Eliseu.


 


Quando Fernando Santos, finalmente, pôs Ricardo Quaresma a jogar, já eu e a minha irmã tínhamos passado os últimos dez minutos a resmungar "Mete o Quaresma! Mete o Quaresma!". E ficou provado que tínhamos razão pois, mais uma vez, foi ele quem, combinado com Ronaldo (desta feita, Nani deu uma mãozinha), quem lançou as bases para se desatar aquele nó. Está mais que provado que o Quaresma é o novo Varela, é o novo Salvador da Pátria. O selecionador da Armémia disse que foi um golo "estúpido". Eu digo que estúpidos seríamos nós se desperdiçássemos mais aquela.


 


Um aparte só para apreciarmos o quão tristes foram as queixas do selecionador arménio. Confusões nas marcações de campos para treinos e motoristas com fraco sentido de orientação (os autocarros não têm GPS?) são coisas que acontecem. E, tanto quanto me lembro, são a primeira seleção visitante a fazerem queixas como estas. Agora, usarem isso para justificar a derrota é pura e simplesmente patético. Um exemplo perfeito do ditado "Eu sei dançar, o chão da sala é que está torto". E os arménios até demonstraram saber dançar, à sua maneira.


 


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Não ocorreu assim mais nada de muito relevante até ao fim do jogo, tirando a já referida falha de Éder. Foi uma vitória tirada a saca-rolhas de um jogo pastoso, mediano, mas foi uma vitória. Foram três pontos. Não estamos em primeiro, mas estamos em segundo, com um jogo a menos que os dinamarqueses. Não é mau. É estranho chegarmos aproximadamente a esta altura e não termos de pegar numa calculadora. Continuamos com as dificuldades que já se tornaram mais ou menos crónicas na Seleção - fazemos exibições medianas, só o Ronaldo parece capaz de marcar, o cliché da renovação... - mas eu tenho esperança de que melhoraremos com o tempo. Tal como grão a grão enche a galinha o papo, vitória resvés a vitória resvés iremos reconstruindo a Seleção. Tal como vão dizendo várias vozes na Federação, o que é preciso é paciência.


 


Eu não me importo de alinhar nisso desde que, daqui a uns anos, a FPF me pague os medicamentos para o coração. É que começam a ser muitos anos....


 


Não esquecer que hoje temos jogo com a Argentina. 


 


 

Portugal 1 Arménia 0 - A saca-rolhas

 


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Na passada sexta-feira, dia 14 de novembro, a Seleção Portuguesa de Futebol recebeu, no Estádio do Algarve, a sua congénere arménia, em jogo a contar para a Qualificação para o Campeonato Europeu da modalidade. Este encontro terminou, à semelhança do anterior, com uma vitória pela margem mínima, cortesia do inevitável Cristiano Ronaldo. 


 


Só consegui acompanhar os primeiros vinte, trinta minutos do jogo via rádio visto que eu, os meus pais e a minha irmã formos de fim de semana e, àquela hora, ainda estávamos na estrada. Tínhamos o GPS ligado e, para nossa exasperação, a voz feminina conseguia falar sempre na altura crítica dos ataques portugueses - que, nos primeiros minutos de jogo, foram frequentes.


 


Felizmente, não tardámos a encontrar um restaurante, onde pudémos ver através de um ecrã os portugueses dominando, mas sem brilho, num jogo extremamente pastoso. Sabíamos de antemão que seria assim, que seria necessário termos paciência. Contudo, tal não atenuava a nossa frustração quando os nossos passes falhavam, os arménios recuperavam a bola, os remates saíam ao lado ou (como já é costume) iam ao poste. Por exemplo, eu até estava feliz por Hélder Postiga ser titular mas ele, coitado, não dava uma para a caixa. E não me venham dizer que o Éder, que o substituiu aos cinquenta e seis minutos, é melhor. Ele já participou em quinze jogos e, até agora, nada. Na sexta-feira, então, voltou a falhar uma, como diz a minha avó, de caracacá.


 


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Queria chamar a atenção para um dos caloiros desta jornada, Raphäel Guerreiro, que teve uma excelente estreia a titular. Ele que tem cara de miúdo, a quem chamavam "o menino" no relato da rádio. É bom saber que temos alternativa a Fábio Coentrão, que estas são melhores que Eliseu.


 


Quando Fernando Santos, finalmente, pôs Ricardo Quaresma a jogar, já eu e a minha irmã tínhamos passado os últimos dez minutos a resmungar "Mete o Quaresma! Mete o Quaresma!". E ficou provado que tínhamos razão pois, mais uma vez, foi ele quem, combinado com Ronaldo (desta feita, Nani deu uma mãozinha), quem lançou as bases para se desatar aquele nó. Está mais que provado que o Quaresma é o novo Varela, é o novo Salvador da Pátria. O selecionador da Armémia disse que foi um golo "estúpido". Eu digo que estúpidos seríamos nós se desperdiçássemos mais aquela.


 


Um aparte só para apreciarmos o quão tristes foram as queixas do selecionador arménio. Confusões nas marcações de campos para treinos e motoristas com fraco sentido de orientação (os autocarros não têm GPS?) são coisas que acontecem. E, tanto quanto me lembro, são a primeira seleção visitante a fazerem queixas como estas. Agora, usarem isso para justificar a derrota é pura e simplesmente patético. Um exemplo perfeito do ditado "Eu sei dançar, o chão da sala é que está torto". E os arménios até demonstraram saber dançar, à sua maneira.


 


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Não ocorreu assim mais nada de muito relevante até ao fim do jogo, tirando a já referida falha de Éder. Foi uma vitória tirada a saca-rolhas de um jogo pastoso, mediano, mas foi uma vitória. Foram três pontos. Não estamos em primeiro, mas estamos em segundo, com um jogo a menos que os dinamarqueses. Não é mau. É estranho chegarmos aproximadamente a esta altura e não termos de pegar numa calculadora. Continuamos com as dificuldades que já se tornaram mais ou menos crónicas na Seleção - fazemos exibições medianas, só o Ronaldo parece capaz de marcar, o cliché da renovação... - mas eu tenho esperança de que melhoraremos com o tempo. Tal como grão a grão enche a galinha o papo, vitória resvés a vitória resvés iremos reconstruindo a Seleção. Tal como vão dizendo várias vozes na Federação, o que é preciso é paciência.


 


Eu não me importo de alinhar nisso desde que, daqui a uns anos, a FPF me pague os medicamentos para o coração. É que começam a ser muitos anos....


 


Não esquecer que hoje temos jogo com a Argentina. 


 


 

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Um teste e uma festa do futebol

bandeira no estádio do algarve.jpgHoje, sexta-feira dia 14 de novembro, a Seleção Portuguesa de Futebol defronta a sua congénere arménia no Estádio do Algarve, em jogo a contar para a Qualificação para o Campeonato Europeu da modalidade, que terá lugar em França, em 2016. Quatro dias mais tarde, a Seleção desloca-se a Old Trafford para um jogo de carácter particular frente à sua congénere argentina. 


 


Há que recordar que esta é apenas a segunda jornada de Fernando Santos como Selecionador Nacional. Se a sua primeira Convocatória foi, como seria de esperar, cheia de novidades, esta não foi tanto. As maiores revoluções deram-se nas lateriais, tanto pelo regresso de Bosingwa como devido às lesões de Fábio Coentrão, Antunes e Eliseu. José Bosingwa, o último (?) dos "renegados", está de volta após quase quatro anos de ausência - ironicamente, nesta jornada que marca o seu regresso, defrontamos a Argentina, a mesma adversária na jornada em que, alegadamente, se desentendeu com Paulo Bento, ditando o seu prolongado castigo.


 


Quando começaram a surgir os primeiros rumores de que Bosingwa regressaria à Seleção para esta dupla jornada, não gostei muito. Não tanto pelo regresso em si - se "aceitei" o "perdão" a Ricardo Carvalho, Tiago e Danny, não seria justo não fazer o mesmo a Bosingwa. Sobretudo quando as razões do seu prolongado afastamento não são claras. Não estava era com paciência para mais polémicas como as que envolveiram o regresso dos três primeiros "renegados". Felizmente, Fernando Santos parece concordar comigo. O próprio afirmou que já está na altura de deixarmos Paulo Bento em paz. E visto que, até ao momento, ninguém voltou a abordar o assunto (ou, se o abordou, eu não dei por isso), parece que está finalmente encerrado. 


 


postiga veste o colete.jpg


 


Quem também está de volta é Hélder Postiga (iéééééé!), depois de ter falhado as jornadas anteriores por lesão ou falta de ritmo competitivo. Pelas pistas que têm saído ao longo desta semana de estágio, Fernando Santos deverá abdicar do 4x4x2, regressando ao modelo antigo, com ponta-de-lança. O selecionador explicou que Postiga oferece soluções para o ataque perante uma equipa como a Arménia que (como não podia deixar de ser) gosta de estacionar o autocarro. Parece, até, que jogam com cinco defesas. Além disso, para o bem e para o mal, o Hélder é o melhor ponta-de-lança de que dispomos, na minha modesta opinião. Nos jornais, parecem acreditar que Éder, visto que passa por uma fase boa, será titular. Eu não concordo. Éder pode ser muito bom, mas até agora não tem conseguido encaixar-se na Seleção. Comparativamente, Postiga tem a vantagem da experiência e de um longo historial de golos pela Seleção. No entanto, a decisão cabe a Fernando Santos. De qualquer forma, parece-me que, a longo prazo, vamos deixar de jogar com ponta-de-lança, já que estes parecem ser uma espécie em vias de extinção.


 


O nosso historial com a Arménia é escasso. Só jogámos quatro vezes com eles. Uma em 1996, outra em 1997 - para a Qualificação para o Mundial 1998, a última que falhámos - duas em 2007 - para a Qualificação para o Euro 2008. De uma maneira resumida, quando jogámos fora, empatámos; quando jogámos em casa, ganhámos. 


 


Acompanhei os jogos de 2007, mas só me recordo do primeiro, em agosto, fora de casa. Lembro-me de vê-lo na televisão, no meu apartamento de férias. Lembro-me de praguejar para mim mesma e de o Ronaldo empatar com um golo esquisito. Do segundo jogo - o último em que o selecionador da altura, Luiz Felipe Scolari, cumpriu castigo - não me lembro de quase nada. Hoje sei que ganhámos por 1-0, cortesia de Hugo Almeida. Estes dois jogos mais recentes provam que, ainda que em teoria a Arménia esteja uns furos abaixo de Portugal, esta "conta para o Totobola", como diz Fernando Santos. Para isso, também contribui o empate que a formação arménia obteve frente à Sérvia. De qualquer forma, depois do que aconteceu com a Albânia, duvido que ainda haja alguém à espera de facilidades neste Apuramento.  


 


Segundo uma opinião que li no jogal O Jogo, este embate será um teste à maturidade da Seleção de Fernando Santos. Afinal de contas, conforme já afirmei várias vezes neste blogue, é "fácil" mostrar empenho perante equipas ao nosso nível. Mais difícil - para a nossa Seleção, pelo menos - é fazê-lo perante equipas teoricamente mais fracas. Que, nesta altura, fracas só o são na teoria. Eu quero acreditar que a Equipa das Quinas é suficientemente madura para isso, que o jogo com a Albânia foi apenas um acidente de percurso, produto de uma série de circunstâncias desfavoráveis (ressaca do Mundial, desgaste de Paulo Bento, desconcentrações...), que frente à Arménia será diferente. Seria bom obtermos uma goleada, só mesmo para ficarmos com essa certeza. Mas já me contento com uma vitória, mesmo que não associada a uma exibição de encher o olho. Desde que valha três pontos e nos garanta o primeiro lugar. Se isso acontecer, talvez não tenhamos de voltar a passar pelos dramas por que passámos nas últimas Qualificações. 


 



 


Embora para nós, portugueses, o jogo mais importante seja o jogo de hoje, para o resto do Mundo o mais interessante será o particular com a Argentina, terça-feira, sobretudo, claro está, pelo duelo Ronaldo versus Messi. Na minha opinião, contudo, este duelo seria mais entusiasmante se Messi tivesse estado em melhor forma este ano, se fosse verdadeiramente candidato à Bola de Ouro. Se este jogo ocorresse há um ano ou dois, Ronaldo estaria, se calhar, mais motivado para se provar melhor que o seu rival. Mesmo assim, penso que o madeirense não quererá desperdiçar esta oportunidade de mostrar que é o Melhor do Mundo. 


 


Na verdade, não é Messi quem me preocupa na Argentina: é a equipa alviceleste quase toda. Não nos podemos esquecer que esta é a atual seleção vice-campeã mundial e, ao contrário do que o prémio atribuído pela FIFA pode dar a entender, Messi não foi quem mais mérito teve nesse feito. A Argentina possui uma série de jogadores em destaque em diversas ligas europeias, alguns bem conhecidos dos portugueses: Di Maria, Enzo Pérez, Aguero, Gaítan, Mascherano... Não vou dizer que nós somos Ronaldo-mais-dez, mas fizemos um triste Mundial e, neste momento, somos uma equipa em reconstrução. Ronaldo poderá estar na liderança da corrida para a Bola de Outro e Messi pode nem sequer ser candidato, mas, como equipa, não considero que Portugal seja favorito.


 


Uma coisa, no entanto, jogará a nosso favor na terça-feira. Tal como foi referido, o encontro terá lugar em Old Trafford, casa do Manchester United. O que significa que pelo menos Cristiano Ronaldo e Nani jogarão em casa. Tendo em contra a situação complicada em que o Manchester United se encontra desde que Sir Alex Ferguson se reformou, estou com um certo receio de que os adeptos do United raptem os nossos extremos titulares. Ronaldo é... bem, Ronaldo, todos o desejam (quero ver se os red devils regressam com o avião do vídeo abaixo...). Nani, por sua vez, voltou a ser o Nani que todos conhecíamos e adorávamos no Sporting e, como seria de esperar, os adeptos do United querem-no de volta.


 



 


Confesso que estas lamentações dos red devils não me comovem nem um bocadinho. Onde estavam esses adeptos quando o Nani passou longos intervalos de tempo (que podiam ir de semanas a meses) ao longo de dois anos abandonado entre os suplentes? Agora temos pena. 


 


À parte isso, este jogo vale, sobretudo, pelo gozo de enfrentarmos uma das melhores seleções da atualidade, pelo gozo de ver os dois melhores jogadores do Mundo competindo um contra o outro. Não espero que ganhemos mas espero uma festa do futebol, que a nossa Seleção pelo menos faça uma exibição digna do respeito de todos aqueles que estarão a ver o jogo. Isso, aliado a três pontos frente à Arménia, seria uma boa maneira de encerrar aquele que tem sido um ano estranho para a Seleção Portuguesa. 


 


Visto que vou de fim de semana, ainda não sei se vou poder acompanhar o jogo com a Arménia na sua totalidade. É possível que tenha de me valer do relato de Nuno Matos - o que não é motivo de queixa. Também é possível que não tenha tempo para escrever a crónica deste jogo antes do embate com a Argentina. Talvez fale de ambos os jogos numa única entrada. 


 


De uma maneira geral, parece haver um certo grau de otimismo relativamente a esta Seleção de Fernando Santos, tanto a curto como a médio/longo prazo. Uma parte de mim alinha nisso, outra parte fica um pouco de pé atrás pois, na prática, até agora, tudo o que esta Seleção fez foi perder com a França e obter da Dinamarca uma vitória a saca-rolhas. Esta dupla jornada, com destaque para o jogo de hoje, com a Arménia, será importante para vermos se esta aparente recuperação é a sério, se poderemos entrar no próximo ano com esperança. De qualquer forma, a Seleção não se pode queixar de falta de apoio. Agora que faça a sua parte. "Nem que seja com um pau", como diz o outro. 

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