sexta-feira, 4 de julho de 2008

Última Entrada - Até ao Mundial!


Era para ter escrito mais cedo mas não tive tempo.
No Domingo passado, a Espanha venceu a Alemanha na final, sagrando-se Campeã da Europa e o Euro 2008 terminou oficialmente. Fiquei satisfeita, sobretudo por não ter sido a Alemanha a ganhar. E, ao fim e ao cabo, nuestros hermanos mereceram o título.
No geral até foi um Europeu bastante interessante, cheio de surpresas. A maior de todas foi a eliminação da Holanda nos quartos-de-final. A Holanda, que depois das goladas aos finalistas do último Mundial era candidata a campeã. Acabaram por ter uma queda maior do que a nossa aos pés da Rússia, uma adversária teoricamente mais fraca.
O desempenho desta última, bem como da Turquia, foi outra das surpresas, de resto. Tive pena que nenhuma delas tenha chegado à final. Os pobres dos turcos tiveram o mesmo azar que nós tivémos: jogaram melhor que os alemães, só que estes remataram sete vezes e marcaram três golos! Em todo o caso, ninguém esperava que chegassem tão longe, portanto, tanto os russos como os turcos estão de parabéns. E a Espanha também. E a Alemanha... não, o meu fair-play não chega para tanto.

Entretanto, nós por cá há já algum tempo voltámos ao mundo real. As bandeiras vão aos poucos desaparecendo das janelas, o Euro 2008 deixou de ocupar as capas dos jornais e a primeira meia hora dos noticiários, confinando-se ao espaço usual dos assuntos desportivos, as nossas vidas regressam à melancólica rotina de antes.
Já houve tempo para discutir de quem foi a culpa do desempenho abaixo das expectativas da Selecção Nacional e, como seria de esperar, a vítima principal é o Seleccio... perdão, o ex-Seleccionador, sobretudo com a saída para o Chelsea metida ao barulho. Muito pessoal, como por exemplo o Rui Santos (não gosto nada deste sujeito...) dizem que o Scolari não fez absolutamente nada de palpável, não nos deu títulos, nas horas H falhou sempre...
Estes comentários irritam-me solenemente. Como se outros seleccionadores anteriores a ele nos tivessem ganho alguma coisa... Só mostra arrogância e falta de gratidão. Concordo que as nossas derrotas nas fases finais foram um autêntico balde de água fria, se tivesse sido durante a qualificação ou na fase de grupos não doía tanto - quanto maior a subida, maior a queda. Contudo, apesar de não termos ganho nada na prática, Luiz Felipe Scolari foi um dos responsáveis pela projecção da nossa Selecção no Mundo, pelo respeito que as outras selecções passaram a ter para connosco, pela união nunca antes vista dos portugueses em torno da nossa Selecção, por nos dar um motivo, um mísero e fútil motivo que seja para sentirmos uma ponta de orgulho no nosso miserável país. Esse mérito nem o Rui Santos nem ninguém lhe pode tirar.
Também há quem ache que o Scolari já devia ter sido despedido há muito, depois do célebre soco ao Dragutinovic no fim do Portugal-Sérvia. Confesso que este triste episódio me irritou. Já sabem que fui assistir a este jogo ao estádio. Das bancadas dava para perceber que havia batatada, mas não dava para perceber quem estava envolvido. Lembro-me de gritar "Parem!", mas de nada serviu. Quando saí do estádio, vinha quase a chorar. Tanto por causa do resultado como da pancadaria. Episódios como estes, só arruinam a nossa imagem, prefiro sermos derrotados mas sairmos de cabeça erguida e um mínimo de dignidade. E o Scolari já tem idade para se controlar!
No entanto, na minha opinião, despedi-lo não ia ajudar a Selecção em nada, só ia piorar a situação. Depois daqueles dois empates em casa, a qualificação equilibrava-se num trapézio sem rede (ninguém estava à espera que isso acontecesse), os jogadores não teriam tempo de se adaptarem ao estilo do potencial novo seleccionador, corríamos o risco de ficar a ver o Euro 2008 pela televisão.
Além disso, o Scolari foi devidamente castigado, aquilo não passou de um ataque isolado de mau génio quando o homem estava com os nervos em franja, ele nem sequer acertou no tipo. Lamentável, a não repetir, mas não vale a pena repisar isso. Eu já o perdoei.
Só lamento, e muito, o anúncio da contratação pelo Chelsea com um péssimo timing. Há quem diga que foi isso que desnorteou os jogadores mas eu duvido. Acho que os marmanjos são suficientemente maduros para não se deixarem afectar. Por outro lado, são capazes de ter alguma razão.
Ainda lamento mais o facto de ele nos ter traído por nove milhõs de euros, ou lá quanto lhe vão pagar. Dizia ele que adorava o nosso país, que a família tinha a vida toda cá, blá, blá, blá, mas tudo isso deixou de ser problmema quando o outro pôs milhões em cima da mesa... É claro que isto somos nós a especular. Nenhum de nós sabe ao certo porque é que ele se vai embora, podem haver outras razões para além desta - espero bem que haja!!!!!
Acho que ele deve estar um bocado magoado e farto do pessoal que lhe dedica um ódio de estimação, de alguma falta de gratidão, da falta de apoio durante a cena do soco. Isso ficou bem patente durante a célebre conferência de imprenda do "E o burro sou eu?!".
Aproveito para dizer que, na altura, quando soube do sucedido, a minha primera reacção foi achar que ele estava no seu direito ao abandonar a Sala de Imprensa. A liberdade de expressão inclui o direito ao silêncio, acho eu. E ele até tinha alguma razão no que disse. Agora acho que o Scolari podia ter tido um pouco mais de paciência, até porque os jornalistas só estavam a fazer o seu trabalho. Por outro lado, quando revejo a conferência, farto-me de rir, e não é só por causa do "E o burro sou eu?!". O homem tem uma maneira engraçada de falar, mesmo quando está zangado. Vai ser das coisas de que mais vou ter saudades depois de ele se ir embora.
Entretanto, ele ainda mal chegou ao Chelsea e já começou a implicar com os jornalistas. Não quer que lhe chamem Big Phil. "O meu nome é Felipe". Isto começa bem... Eu acho que ele está a ser casmurro, não vejo mal nenhum em Big Phil. Mas já sabem como é o Scolari... e os ingleses fazem bem em descobri. Isto promete...
Fiz uma aposta com a minha mãe. Ela acha que o Scolari não dura mais do que uma época no Chelsea. Diz que não está habituado a treinar clubes, que não se vai entender com os jornalistas por causa do seu mau feitio. Eu não acho, dou-lhe o benefício da dúvida.
Os ingleses, esses, também apostam, mas é em quem irá o Scolari dar um soco. Eu não conheço assim tão bem a malta do futebol inglês, senão também apostava. Gostava era de ver se os adeptos se vão por a cantar "Luiz Felipe Scolari! Luiz Felipe Scolari!", com uma caneca de cerveja vazia em punho, como faziam com o Mourinho...
A ver como Scolari se dá em terras de Sua Majestade. Mudemos de assunto.
Como já vem sendo tradicional, as críticas ao Ricardo são aos milhares. Chamaram-lhe frango e todos criticaram a sua titularidade constante. O cúmulo foi quando no outro dia os meus irmãos na praia pediram-me para jogar com eles ao "burro" mas em vez das letras da palavra "burro", quiseram usar as letras de "Ricardo". Sem comentários...
Cá para mim, podem dizer o que quiserem mas nós devemos muito ao Ricardo. Eu nunca me vou esquecer dos penálties de Inglaterra. Quando quer, o Ricardo consegue ser um guarda-redes do outro mundo, deve ser por isso que o Scolari confiava tanto nele. Só é pena mesmo que ele dê uma de frango mais vezes do que o ideal.
Além disso, quase ninguém se lembrou que não havia melhor alternativa. O Quim, que estava a tornar-se num sério candidato à titularidade, lesionou-se. O Rui Patrício é um puto. O Nuno Espírito Santo é suplente no Porto, se não me engano... Ao menos o Ricardo tinha a vantagem da experiência em fases finais. Eu sei que outro guarda-redes talvez defendesse aqueles golos, mas enfim...
Também se falou muito do Ronaldo, o suposto melhor do Mundo, mas que não o provou durante o Europeu. Muita gente se queixa que ele nunca dá o seu melhor na Selecção, se ele jogasse como joga no Manchester... Eu concordo com a generalidade dessas críticas. Talvez seja por estar numa equipa diferente, a verdade é que o Ronaldo da Selecção não passa de uma sombra do Ronaldo do United. Lembro-me de ouvir muitas vezes os comentadores a dizer que ele é candidato a melhor do Mundo, blá, blá, blá, mas eu digo para mim mesma:
- Não se vê nada...
Acho que pode ter sido por causa disso que ele só ficou como terceiro melhor do Mundo no ano passado, mas isto são só especulações minhas. E agora, com a exibição aquém das expectativas neste Europeu pode ser que também ainda não seja desta...
Há quem diga que foi a disputa entre o Real Madrid e o Manchester United pelo passe dele que o desnorteou. Já se escreveram muitas linhas sobre o assunto e eu, para não destoar, vou escrever mais meia dúzia delas aqui no blogue.
Antes de mais nada, devo dizer que desde que comecei a interessar-me por futebol, sempre me baralhou um bocado o mercado de transferências de jogadores, comprar um jogador, vender um jogador, etc. Faz lembrar um bocado o tráfico de escravos, só que com uma diferença: nestes casos, os escravos são pagos (e bem!) e em vez de serem maltratados muitas vezes são venerados como se fossem deuses (o Ronaldo é um óbvio exemplo disso).
Agora especificando, há quem diga que o Ronaldo quer dar de frosques do Manchester e ir para o Real, há quem garanta que ele fica em Inglaterra. No início desta novela, eu achava que ele ficava, porque, salvo erro, ele tem contrato até 2010. Agora já não faço a mínima ideia. Acho indecente a pressão psicológica que alguns jogadores ingleses (não me lembro dos nomes) têm feito sobre ele, e também irritou o constante assédio dos jornalistas espanhóis durante o Europeu. A coisa complicou-se quando veio à baila que o Scolari teria insistido com o Ronaldo para que ele fosse para o Real (ainda não chegou a Inglaterra, e já andam os ingleses a arranjar motivos para o odiarem...). O Manchester também podia ter uma ponta de tolerância em vez de recusar toda e qualquer hipótese de negociação.
A ver como é que isto acaba.
Talvez se o Carlos Queiroz vier para a Selecção consiga pôr o Ronaldo a jogar como joga no Manchester, já que o conhece um pouco melhor.
O meu blogue termina aqui. Não definitivamente da maneira que eu o queria terminar, nem de longe, nem de perto. Queria que a Selecção tivesse chegado mais longe, bem mais longe. Em todo o caso, já o disse e repito-o, orgulho-me da atitude da Selecção Nacional durante o Euro 2008, especialmente durante o jogo frente à Alemanha. É claro que quando comparamos com o Euro 2004 e o Mundial 2006 fica aquela sensação de pouco...
Um dia tudo será diferente. Havemos de conseguir chegar à final de um Campeonato da Europa ou do Mundo e trazer a Taça para Portugal. Pode ser já daqui a dois anos, daqui a quatro, dez, vinte ou quarenta. Pode ser que nessa altura, nós, que agora somos jovens e saudáveis, sejamos já velhos decrépitos, com um Alzheimer avançado, fechados na casa de repouso, reclamando com cinquenta anos de atraso do anúncio da contratação de Solari fora de horas. Mas o maldito dia há de chegar, que diabo! E quando esse dia chegar, a festa vai ser maior do que nunca!
Ainda não estou bem nessa fase mas daqui a uns tempos vou sentir imensas saudades da época pré-Euro 2008 e Euro 2008 propriamente dito. De ver as bandeirinhas nas janelas e não só, de ver os programas especiais dedicados à Selecção, de escrever no blogue... A qualificação para o Mundial começa em Setembro mas não é a mesma coisa que uma fase final... Em princípio se/quando (escolham vocês) estivermos no Mundial 2010, também hei-de escrever um blogue de apoio à Selecção. Ainda faltam dois anos...
Um agradecimento a todos os que visitaram o meu blogue durante estas semanas todas. Despeço-me como o Fernando Pessoa se despediu no fim da Mensagem: Valete, fratres. Selecção Nacional para sempre!







Ah, se a gente tivesse conseguido marcar mais um golo frente à Alemanha...
BG

Última Entrada - Até ao Mundial!


Era para ter escrito mais cedo mas não tive tempo.
No Domingo passado, a Espanha venceu a Alemanha na final, sagrando-se Campeã da Europa e o Euro 2008 terminou oficialmente. Fiquei satisfeita, sobretudo por não ter sido a Alemanha a ganhar. E, ao fim e ao cabo, nuestros hermanos mereceram o título.
No geral até foi um Europeu bastante interessante, cheio de surpresas. A maior de todas foi a eliminação da Holanda nos quartos-de-final. A Holanda, que depois das goladas aos finalistas do último Mundial era candidata a campeã. Acabaram por ter uma queda maior do que a nossa aos pés da Rússia, uma adversária teoricamente mais fraca.
O desempenho desta última, bem como da Turquia, foi outra das surpresas, de resto. Tive pena que nenhuma delas tenha chegado à final. Os pobres dos turcos tiveram o mesmo azar que nós tivémos: jogaram melhor que os alemães, só que estes remataram sete vezes e marcaram três golos! Em todo o caso, ninguém esperava que chegassem tão longe, portanto, tanto os russos como os turcos estão de parabéns. E a Espanha também. E a Alemanha... não, o meu fair-play não chega para tanto.

Entretanto, nós por cá há já algum tempo voltámos ao mundo real. As bandeiras vão aos poucos desaparecendo das janelas, o Euro 2008 deixou de ocupar as capas dos jornais e a primeira meia hora dos noticiários, confinando-se ao espaço usual dos assuntos desportivos, as nossas vidas regressam à melancólica rotina de antes.
Já houve tempo para discutir de quem foi a culpa do desempenho abaixo das expectativas da Selecção Nacional e, como seria de esperar, a vítima principal é o Seleccio... perdão, o ex-Seleccionador, sobretudo com a saída para o Chelsea metida ao barulho. Muito pessoal, como por exemplo o Rui Santos (não gosto nada deste sujeito...) dizem que o Scolari não fez absolutamente nada de palpável, não nos deu títulos, nas horas H falhou sempre...
Estes comentários irritam-me solenemente. Como se outros seleccionadores anteriores a ele nos tivessem ganho alguma coisa... Só mostra arrogância e falta de gratidão. Concordo que as nossas derrotas nas fases finais foram um autêntico balde de água fria, se tivesse sido durante a qualificação ou na fase de grupos não doía tanto - quanto maior a subida, maior a queda. Contudo, apesar de não termos ganho nada na prática, Luiz Felipe Scolari foi um dos responsáveis pela projecção da nossa Selecção no Mundo, pelo respeito que as outras selecções passaram a ter para connosco, pela união nunca antes vista dos portugueses em torno da nossa Selecção, por nos dar um motivo, um mísero e fútil motivo que seja para sentirmos uma ponta de orgulho no nosso miserável país. Esse mérito nem o Rui Santos nem ninguém lhe pode tirar.
Também há quem ache que o Scolari já devia ter sido despedido há muito, depois do célebre soco ao Dragutinovic no fim do Portugal-Sérvia. Confesso que este triste episódio me irritou. Já sabem que fui assistir a este jogo ao estádio. Das bancadas dava para perceber que havia batatada, mas não dava para perceber quem estava envolvido. Lembro-me de gritar "Parem!", mas de nada serviu. Quando saí do estádio, vinha quase a chorar. Tanto por causa do resultado como da pancadaria. Episódios como estes, só arruinam a nossa imagem, prefiro sermos derrotados mas sairmos de cabeça erguida e um mínimo de dignidade. E o Scolari já tem idade para se controlar!
No entanto, na minha opinião, despedi-lo não ia ajudar a Selecção em nada, só ia piorar a situação. Depois daqueles dois empates em casa, a qualificação equilibrava-se num trapézio sem rede (ninguém estava à espera que isso acontecesse), os jogadores não teriam tempo de se adaptarem ao estilo do potencial novo seleccionador, corríamos o risco de ficar a ver o Euro 2008 pela televisão.
Além disso, o Scolari foi devidamente castigado, aquilo não passou de um ataque isolado de mau génio quando o homem estava com os nervos em franja, ele nem sequer acertou no tipo. Lamentável, a não repetir, mas não vale a pena repisar isso. Eu já o perdoei.
Só lamento, e muito, o anúncio da contratação pelo Chelsea com um péssimo timing. Há quem diga que foi isso que desnorteou os jogadores mas eu duvido. Acho que os marmanjos são suficientemente maduros para não se deixarem afectar. Por outro lado, são capazes de ter alguma razão.
Ainda lamento mais o facto de ele nos ter traído por nove milhõs de euros, ou lá quanto lhe vão pagar. Dizia ele que adorava o nosso país, que a família tinha a vida toda cá, blá, blá, blá, mas tudo isso deixou de ser problmema quando o outro pôs milhões em cima da mesa... É claro que isto somos nós a especular. Nenhum de nós sabe ao certo porque é que ele se vai embora, podem haver outras razões para além desta - espero bem que haja!!!!!
Acho que ele deve estar um bocado magoado e farto do pessoal que lhe dedica um ódio de estimação, de alguma falta de gratidão, da falta de apoio durante a cena do soco. Isso ficou bem patente durante a célebre conferência de imprenda do "E o burro sou eu?!".
Aproveito para dizer que, na altura, quando soube do sucedido, a minha primera reacção foi achar que ele estava no seu direito ao abandonar a Sala de Imprensa. A liberdade de expressão inclui o direito ao silêncio, acho eu. E ele até tinha alguma razão no que disse. Agora acho que o Scolari podia ter tido um pouco mais de paciência, até porque os jornalistas só estavam a fazer o seu trabalho. Por outro lado, quando revejo a conferência, farto-me de rir, e não é só por causa do "E o burro sou eu?!". O homem tem uma maneira engraçada de falar, mesmo quando está zangado. Vai ser das coisas de que mais vou ter saudades depois de ele se ir embora.
Entretanto, ele ainda mal chegou ao Chelsea e já começou a implicar com os jornalistas. Não quer que lhe chamem Big Phil. "O meu nome é Felipe". Isto começa bem... Eu acho que ele está a ser casmurro, não vejo mal nenhum em Big Phil. Mas já sabem como é o Scolari... e os ingleses fazem bem em descobri. Isto promete...
Fiz uma aposta com a minha mãe. Ela acha que o Scolari não dura mais do que uma época no Chelsea. Diz que não está habituado a treinar clubes, que não se vai entender com os jornalistas por causa do seu mau feitio. Eu não acho, dou-lhe o benefício da dúvida.
Os ingleses, esses, também apostam, mas é em quem irá o Scolari dar um soco. Eu não conheço assim tão bem a malta do futebol inglês, senão também apostava. Gostava era de ver se os adeptos se vão por a cantar "Luiz Felipe Scolari! Luiz Felipe Scolari!", com uma caneca de cerveja vazia em punho, como faziam com o Mourinho...
A ver como Scolari se dá em terras de Sua Majestade. Mudemos de assunto.
Como já vem sendo tradicional, as críticas ao Ricardo são aos milhares. Chamaram-lhe frango e todos criticaram a sua titularidade constante. O cúmulo foi quando no outro dia os meus irmãos na praia pediram-me para jogar com eles ao "burro" mas em vez das letras da palavra "burro", quiseram usar as letras de "Ricardo". Sem comentários...
Cá para mim, podem dizer o que quiserem mas nós devemos muito ao Ricardo. Eu nunca me vou esquecer dos penálties de Inglaterra. Quando quer, o Ricardo consegue ser um guarda-redes do outro mundo, deve ser por isso que o Scolari confiava tanto nele. Só é pena mesmo que ele dê uma de frango mais vezes do que o ideal.
Além disso, quase ninguém se lembrou que não havia melhor alternativa. O Quim, que estava a tornar-se num sério candidato à titularidade, lesionou-se. O Rui Patrício é um puto. O Nuno Espírito Santo é suplente no Porto, se não me engano... Ao menos o Ricardo tinha a vantagem da experiência em fases finais. Eu sei que outro guarda-redes talvez defendesse aqueles golos, mas enfim...
Também se falou muito do Ronaldo, o suposto melhor do Mundo, mas que não o provou durante o Europeu. Muita gente se queixa que ele nunca dá o seu melhor na Selecção, se ele jogasse como joga no Manchester... Eu concordo com a generalidade dessas críticas. Talvez seja por estar numa equipa diferente, a verdade é que o Ronaldo da Selecção não passa de uma sombra do Ronaldo do United. Lembro-me de ouvir muitas vezes os comentadores a dizer que ele é candidato a melhor do Mundo, blá, blá, blá, mas eu digo para mim mesma:
- Não se vê nada...
Acho que pode ter sido por causa disso que ele só ficou como terceiro melhor do Mundo no ano passado, mas isto são só especulações minhas. E agora, com a exibição aquém das expectativas neste Europeu pode ser que também ainda não seja desta...
Há quem diga que foi a disputa entre o Real Madrid e o Manchester United pelo passe dele que o desnorteou. Já se escreveram muitas linhas sobre o assunto e eu, para não destoar, vou escrever mais meia dúzia delas aqui no blogue.
Antes de mais nada, devo dizer que desde que comecei a interessar-me por futebol, sempre me baralhou um bocado o mercado de transferências de jogadores, comprar um jogador, vender um jogador, etc. Faz lembrar um bocado o tráfico de escravos, só que com uma diferença: nestes casos, os escravos são pagos (e bem!) e em vez de serem maltratados muitas vezes são venerados como se fossem deuses (o Ronaldo é um óbvio exemplo disso).
Agora especificando, há quem diga que o Ronaldo quer dar de frosques do Manchester e ir para o Real, há quem garanta que ele fica em Inglaterra. No início desta novela, eu achava que ele ficava, porque, salvo erro, ele tem contrato até 2010. Agora já não faço a mínima ideia. Acho indecente a pressão psicológica que alguns jogadores ingleses (não me lembro dos nomes) têm feito sobre ele, e também irritou o constante assédio dos jornalistas espanhóis durante o Europeu. A coisa complicou-se quando veio à baila que o Scolari teria insistido com o Ronaldo para que ele fosse para o Real (ainda não chegou a Inglaterra, e já andam os ingleses a arranjar motivos para o odiarem...). O Manchester também podia ter uma ponta de tolerância em vez de recusar toda e qualquer hipótese de negociação.
A ver como é que isto acaba.
Talvez se o Carlos Queiroz vier para a Selecção consiga pôr o Ronaldo a jogar como joga no Manchester, já que o conhece um pouco melhor.
O meu blogue termina aqui. Não definitivamente da maneira que eu o queria terminar, nem de longe, nem de perto. Queria que a Selecção tivesse chegado mais longe, bem mais longe. Em todo o caso, já o disse e repito-o, orgulho-me da atitude da Selecção Nacional durante o Euro 2008, especialmente durante o jogo frente à Alemanha. É claro que quando comparamos com o Euro 2004 e o Mundial 2006 fica aquela sensação de pouco...
Um dia tudo será diferente. Havemos de conseguir chegar à final de um Campeonato da Europa ou do Mundo e trazer a Taça para Portugal. Pode ser já daqui a dois anos, daqui a quatro, dez, vinte ou quarenta. Pode ser que nessa altura, nós, que agora somos jovens e saudáveis, sejamos já velhos decrépitos, com um Alzheimer avançado, fechados na casa de repouso, reclamando com cinquenta anos de atraso do anúncio da contratação de Solari fora de horas. Mas o maldito dia há de chegar, que diabo! E quando esse dia chegar, a festa vai ser maior do que nunca!
Ainda não estou bem nessa fase mas daqui a uns tempos vou sentir imensas saudades da época pré-Euro 2008 e Euro 2008 propriamente dito. De ver as bandeirinhas nas janelas e não só, de ver os programas especiais dedicados à Selecção, de escrever no blogue... A qualificação para o Mundial começa em Setembro mas não é a mesma coisa que uma fase final... Em princípio se/quando (escolham vocês) estivermos no Mundial 2010, também hei-de escrever um blogue de apoio à Selecção. Ainda faltam dois anos...
Um agradecimento a todos os que visitaram o meu blogue durante estas semanas todas. Despeço-me como o Fernando Pessoa se despediu no fim da Mensagem: Valete, fratres. Selecção Nacional para sempre!







Ah, se a gente tivesse conseguido marcar mais um golo frente à Alemanha...
BG

Última Entrada - Até ao Mundial!


Era para ter escrito mais cedo mas não tive tempo.
No Domingo passado, a Espanha venceu a Alemanha na final, sagrando-se Campeã da Europa e o Euro 2008 terminou oficialmente. Fiquei satisfeita, sobretudo por não ter sido a Alemanha a ganhar. E, ao fim e ao cabo, nuestros hermanos mereceram o título.
No geral até foi um Europeu bastante interessante, cheio de surpresas. A maior de todas foi a eliminação da Holanda nos quartos-de-final. A Holanda, que depois das goladas aos finalistas do último Mundial era candidata a campeã. Acabaram por ter uma queda maior do que a nossa aos pés da Rússia, uma adversária teoricamente mais fraca.
O desempenho desta última, bem como da Turquia, foi outra das surpresas, de resto. Tive pena que nenhuma delas tenha chegado à final. Os pobres dos turcos tiveram o mesmo azar que nós tivémos: jogaram melhor que os alemães, só que estes remataram sete vezes e marcaram três golos! Em todo o caso, ninguém esperava que chegassem tão longe, portanto, tanto os russos como os turcos estão de parabéns. E a Espanha também. E a Alemanha... não, o meu fair-play não chega para tanto.

Entretanto, nós por cá há já algum tempo voltámos ao mundo real. As bandeiras vão aos poucos desaparecendo das janelas, o Euro 2008 deixou de ocupar as capas dos jornais e a primeira meia hora dos noticiários, confinando-se ao espaço usual dos assuntos desportivos, as nossas vidas regressam à melancólica rotina de antes.
Já houve tempo para discutir de quem foi a culpa do desempenho abaixo das expectativas da Selecção Nacional e, como seria de esperar, a vítima principal é o Seleccio... perdão, o ex-Seleccionador, sobretudo com a saída para o Chelsea metida ao barulho. Muito pessoal, como por exemplo o Rui Santos (não gosto nada deste sujeito...) dizem que o Scolari não fez absolutamente nada de palpável, não nos deu títulos, nas horas H falhou sempre...
Estes comentários irritam-me solenemente. Como se outros seleccionadores anteriores a ele nos tivessem ganho alguma coisa... Só mostra arrogância e falta de gratidão. Concordo que as nossas derrotas nas fases finais foram um autêntico balde de água fria, se tivesse sido durante a qualificação ou na fase de grupos não doía tanto - quanto maior a subida, maior a queda. Contudo, apesar de não termos ganho nada na prática, Luiz Felipe Scolari foi um dos responsáveis pela projecção da nossa Selecção no Mundo, pelo respeito que as outras selecções passaram a ter para connosco, pela união nunca antes vista dos portugueses em torno da nossa Selecção, por nos dar um motivo, um mísero e fútil motivo que seja para sentirmos uma ponta de orgulho no nosso miserável país. Esse mérito nem o Rui Santos nem ninguém lhe pode tirar.
Também há quem ache que o Scolari já devia ter sido despedido há muito, depois do célebre soco ao Dragutinovic no fim do Portugal-Sérvia. Confesso que este triste episódio me irritou. Já sabem que fui assistir a este jogo ao estádio. Das bancadas dava para perceber que havia batatada, mas não dava para perceber quem estava envolvido. Lembro-me de gritar "Parem!", mas de nada serviu. Quando saí do estádio, vinha quase a chorar. Tanto por causa do resultado como da pancadaria. Episódios como estes, só arruinam a nossa imagem, prefiro sermos derrotados mas sairmos de cabeça erguida e um mínimo de dignidade. E o Scolari já tem idade para se controlar!
No entanto, na minha opinião, despedi-lo não ia ajudar a Selecção em nada, só ia piorar a situação. Depois daqueles dois empates em casa, a qualificação equilibrava-se num trapézio sem rede (ninguém estava à espera que isso acontecesse), os jogadores não teriam tempo de se adaptarem ao estilo do potencial novo seleccionador, corríamos o risco de ficar a ver o Euro 2008 pela televisão.
Além disso, o Scolari foi devidamente castigado, aquilo não passou de um ataque isolado de mau génio quando o homem estava com os nervos em franja, ele nem sequer acertou no tipo. Lamentável, a não repetir, mas não vale a pena repisar isso. Eu já o perdoei.
Só lamento, e muito, o anúncio da contratação pelo Chelsea com um péssimo timing. Há quem diga que foi isso que desnorteou os jogadores mas eu duvido. Acho que os marmanjos são suficientemente maduros para não se deixarem afectar. Por outro lado, são capazes de ter alguma razão.
Ainda lamento mais o facto de ele nos ter traído por nove milhõs de euros, ou lá quanto lhe vão pagar. Dizia ele que adorava o nosso país, que a família tinha a vida toda cá, blá, blá, blá, mas tudo isso deixou de ser problmema quando o outro pôs milhões em cima da mesa... É claro que isto somos nós a especular. Nenhum de nós sabe ao certo porque é que ele se vai embora, podem haver outras razões para além desta - espero bem que haja!!!!!
Acho que ele deve estar um bocado magoado e farto do pessoal que lhe dedica um ódio de estimação, de alguma falta de gratidão, da falta de apoio durante a cena do soco. Isso ficou bem patente durante a célebre conferência de imprenda do "E o burro sou eu?!".
Aproveito para dizer que, na altura, quando soube do sucedido, a minha primera reacção foi achar que ele estava no seu direito ao abandonar a Sala de Imprensa. A liberdade de expressão inclui o direito ao silêncio, acho eu. E ele até tinha alguma razão no que disse. Agora acho que o Scolari podia ter tido um pouco mais de paciência, até porque os jornalistas só estavam a fazer o seu trabalho. Por outro lado, quando revejo a conferência, farto-me de rir, e não é só por causa do "E o burro sou eu?!". O homem tem uma maneira engraçada de falar, mesmo quando está zangado. Vai ser das coisas de que mais vou ter saudades depois de ele se ir embora.
Entretanto, ele ainda mal chegou ao Chelsea e já começou a implicar com os jornalistas. Não quer que lhe chamem Big Phil. "O meu nome é Felipe". Isto começa bem... Eu acho que ele está a ser casmurro, não vejo mal nenhum em Big Phil. Mas já sabem como é o Scolari... e os ingleses fazem bem em descobri. Isto promete...
Fiz uma aposta com a minha mãe. Ela acha que o Scolari não dura mais do que uma época no Chelsea. Diz que não está habituado a treinar clubes, que não se vai entender com os jornalistas por causa do seu mau feitio. Eu não acho, dou-lhe o benefício da dúvida.
Os ingleses, esses, também apostam, mas é em quem irá o Scolari dar um soco. Eu não conheço assim tão bem a malta do futebol inglês, senão também apostava. Gostava era de ver se os adeptos se vão por a cantar "Luiz Felipe Scolari! Luiz Felipe Scolari!", com uma caneca de cerveja vazia em punho, como faziam com o Mourinho...
A ver como Scolari se dá em terras de Sua Majestade. Mudemos de assunto.
Como já vem sendo tradicional, as críticas ao Ricardo são aos milhares. Chamaram-lhe frango e todos criticaram a sua titularidade constante. O cúmulo foi quando no outro dia os meus irmãos na praia pediram-me para jogar com eles ao "burro" mas em vez das letras da palavra "burro", quiseram usar as letras de "Ricardo". Sem comentários...
Cá para mim, podem dizer o que quiserem mas nós devemos muito ao Ricardo. Eu nunca me vou esquecer dos penálties de Inglaterra. Quando quer, o Ricardo consegue ser um guarda-redes do outro mundo, deve ser por isso que o Scolari confiava tanto nele. Só é pena mesmo que ele dê uma de frango mais vezes do que o ideal.
Além disso, quase ninguém se lembrou que não havia melhor alternativa. O Quim, que estava a tornar-se num sério candidato à titularidade, lesionou-se. O Rui Patrício é um puto. O Nuno Espírito Santo é suplente no Porto, se não me engano... Ao menos o Ricardo tinha a vantagem da experiência em fases finais. Eu sei que outro guarda-redes talvez defendesse aqueles golos, mas enfim...
Também se falou muito do Ronaldo, o suposto melhor do Mundo, mas que não o provou durante o Europeu. Muita gente se queixa que ele nunca dá o seu melhor na Selecção, se ele jogasse como joga no Manchester... Eu concordo com a generalidade dessas críticas. Talvez seja por estar numa equipa diferente, a verdade é que o Ronaldo da Selecção não passa de uma sombra do Ronaldo do United. Lembro-me de ouvir muitas vezes os comentadores a dizer que ele é candidato a melhor do Mundo, blá, blá, blá, mas eu digo para mim mesma:
- Não se vê nada...
Acho que pode ter sido por causa disso que ele só ficou como terceiro melhor do Mundo no ano passado, mas isto são só especulações minhas. E agora, com a exibição aquém das expectativas neste Europeu pode ser que também ainda não seja desta...
Há quem diga que foi a disputa entre o Real Madrid e o Manchester United pelo passe dele que o desnorteou. Já se escreveram muitas linhas sobre o assunto e eu, para não destoar, vou escrever mais meia dúzia delas aqui no blogue.
Antes de mais nada, devo dizer que desde que comecei a interessar-me por futebol, sempre me baralhou um bocado o mercado de transferências de jogadores, comprar um jogador, vender um jogador, etc. Faz lembrar um bocado o tráfico de escravos, só que com uma diferença: nestes casos, os escravos são pagos (e bem!) e em vez de serem maltratados muitas vezes são venerados como se fossem deuses (o Ronaldo é um óbvio exemplo disso).
Agora especificando, há quem diga que o Ronaldo quer dar de frosques do Manchester e ir para o Real, há quem garanta que ele fica em Inglaterra. No início desta novela, eu achava que ele ficava, porque, salvo erro, ele tem contrato até 2010. Agora já não faço a mínima ideia. Acho indecente a pressão psicológica que alguns jogadores ingleses (não me lembro dos nomes) têm feito sobre ele, e também irritou o constante assédio dos jornalistas espanhóis durante o Europeu. A coisa complicou-se quando veio à baila que o Scolari teria insistido com o Ronaldo para que ele fosse para o Real (ainda não chegou a Inglaterra, e já andam os ingleses a arranjar motivos para o odiarem...). O Manchester também podia ter uma ponta de tolerância em vez de recusar toda e qualquer hipótese de negociação.
A ver como é que isto acaba.
Talvez se o Carlos Queiroz vier para a Selecção consiga pôr o Ronaldo a jogar como joga no Manchester, já que o conhece um pouco melhor.
O meu blogue termina aqui. Não definitivamente da maneira que eu o queria terminar, nem de longe, nem de perto. Queria que a Selecção tivesse chegado mais longe, bem mais longe. Em todo o caso, já o disse e repito-o, orgulho-me da atitude da Selecção Nacional durante o Euro 2008, especialmente durante o jogo frente à Alemanha. É claro que quando comparamos com o Euro 2004 e o Mundial 2006 fica aquela sensação de pouco...
Um dia tudo será diferente. Havemos de conseguir chegar à final de um Campeonato da Europa ou do Mundo e trazer a Taça para Portugal. Pode ser já daqui a dois anos, daqui a quatro, dez, vinte ou quarenta. Pode ser que nessa altura, nós, que agora somos jovens e saudáveis, sejamos já velhos decrépitos, com um Alzheimer avançado, fechados na casa de repouso, reclamando com cinquenta anos de atraso do anúncio da contratação de Solari fora de horas. Mas o maldito dia há de chegar, que diabo! E quando esse dia chegar, a festa vai ser maior do que nunca!
Ainda não estou bem nessa fase mas daqui a uns tempos vou sentir imensas saudades da época pré-Euro 2008 e Euro 2008 propriamente dito. De ver as bandeirinhas nas janelas e não só, de ver os programas especiais dedicados à Selecção, de escrever no blogue... A qualificação para o Mundial começa em Setembro mas não é a mesma coisa que uma fase final... Em princípio se/quando (escolham vocês) estivermos no Mundial 2010, também hei-de escrever um blogue de apoio à Selecção. Ainda faltam dois anos...
Um agradecimento a todos os que visitaram o meu blogue durante estas semanas todas. Despeço-me como o Fernando Pessoa se despediu no fim da Mensagem: Valete, fratres. Selecção Nacional para sempre!







Ah, se a gente tivesse conseguido marcar mais um golo frente à Alemanha...
BG

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Portugal 2 Alemanha 3 - "22 homens atrás de uma bola e no final ganham os alemães"

Acabou.



A Alemanha derrotou-nos por 3 bolas a 2, e expulsou-nos ao pontapé do Euro 2008.


Já passaram mais de doze horas mas ainda mal consigo acreditar que tudo tenha acabado tão cedo, quando nós esperávamos mais da nossa Selecção. Muito mais. Embora tivesse assumido desde cedo uma posição mais ou menos realista, de saber que este Campeonato ia ser mais difícil do que foram o Euro 2004 e o Mundial 2006, não estava à espera de sermos expulsos logo nos quartos-de-final. Nós tínhamos capacidade para chegar mais longe. Não foi o suficiente.


Foi o jogo em que mais me enervei, em que mais sofri. A minha pressão arterial deve ter ido aos píncaros, se eu estivesse na casa dos 40 e dos 50 provavelmente teria tido um ataque cardíaco ou um AVC. Sempre era melhor, ao menos não via o resto do jogo e não sofria mais. Fartei-me de gritar, de torcer o meu cachecol até quase o rasgar, de morder o lábio e os dedos até fazer sangue.


Acreditei até ao último segundo da compensação que nem tudo estava perdido, que ainda era possível dar a volta possível. Repetia de mim para mim: "Ainda falta muito para o jogo acabar", "Se os turcos conseguiram marcar três golos em vinte minutos, nós também conseguimos", "Isto não pode acabar assim", "Só são precisos alguns minutos para marcar um golo"... Ao que tudo indicava, os marmanjos também pensavam da mesma maneira. Nunca desistiram, nunca deixaram de lutar, embora de vez em quando aparentassem estar um bocado desnorteados. De facto, levar três golos desnorteia qualquer um... Se o nosso segundo golo tivesse sido marcado um pouco mais cedo, talvez a história tivesse sido diferente. Assim, mais valia que nunca tivessem marcado o segundo golo, que só nos deu falsas esperanças. Nós jogámos bem, sobretudo o Deco e o Simão! O jogo decidiu-se em "detalhes", como já tinha sido dito que muitas vezes acontece. Erros defensivos, falhas na marcação, um "frango" do Ricardo, um erro do árbitro, falta de sorte, etc, etc. Como disse a minha mãe:


- Não foi justo! Nós jogámos bem, mas a Alemanha fez quatro remates à baliza e marcou três golos!

Imediatamente depois da derrota na final do Euro 2004, pus-me no Messenger a falar com os meus amigos. Lembro-me de termos comentado que, poucos dias antes, depois do jogo com a Holanda, estávamos na rua a festejar a vitória, e agora estávamos enfiados em casa, presos ao Messenger, com uma amarga sensação de frustração. Imediatamente depois da derrota nas meias-finais do Mundial, fomos todos afogar as mágoas em... pastéis de Belém. O sabor deles não aliviava a mesma amarga sensação de frustração. Ontem à noite, imediatamente depois do jogo, pus-me a estudar e, mais tarde, a ver televisão, para tentar esquecer a amarguíssima sensação de frustração. Sem sucesso.

Depois de toda a festa criada em redor da Selecção, adeptos aos milhares armados até aos dentes com as cores nacionais nos treinos abertos ao público, em Viseu, em Neuchâtel, nos aeroportos, nos estádios, acho que nós, os adeptos, merecíamos mais. A Selecção está em dívida para connosco. Esta jornada no Euro 2008 não se compara, nem de longe, nem de perto, com as jornadas do Euro 2004 e do Mundial 2006. Só tivemos quatro jogos, só tivemos duas vitórias. Sabem a tão pouco... Eu nem cheguei a festejar essas vitórias como deve ser. Supostamente, era a partir de agora que as vitórias da Selecção começariam a saber mesmo bem, que seriam realmente aquelas vitórias que ficam para a história, como aquelas frente à Espanha, à Holanda, à Inglaterra nos últimos campeonatos... Ainda não era altura para sairmos do Europeu! É altamente injusto.

O mais irónico de tudo é que eu sentia que não tinha vivido como deve ser o Euro 2004 e o Mundial 2006 e andava há meses a planear o Euro 2008. Ia criar este blogue, ia fazer um vídeo de apoio e colocar no You Tube, ia recolher fotografias e artigos de jornais, etc, etc, para depois poder recordar no futuro. Recordar o quê? Eu sentia que ainda estava a meio, ainda tinha muitas fotografias para recolher, muitos artigos para recortar, tanta coisa para escrever aqui no blogue! Falta tanta coisa!

Contudo, no meio desta desilusão toda, há uma coisa de que me orgulho e muito! A atitude da Selecção. Da perserverança, da luta, do esforço, apesar de tudo! Pode não ter servido para nada, mas contribuiu para que saíssemos do Europeu de cabeça erguida, e com a consciência de que fizémos (quase) tudo o que pudemos. Esse mérito ninguém nos pode tirar!

Portugal 2 Alemanha 3 - "22 homens atrás de uma bola e no final ganham os alemães"

Acabou.



A Alemanha derrotou-nos por 3 bolas a 2, e expulsou-nos ao pontapé do Euro 2008.


Já passaram mais de doze horas mas ainda mal consigo acreditar que tudo tenha acabado tão cedo, quando nós esperávamos mais da nossa Selecção. Muito mais. Embora tivesse assumido desde cedo uma posição mais ou menos realista, de saber que este Campeonato ia ser mais difícil do que foram o Euro 2004 e o Mundial 2006, não estava à espera de sermos expulsos logo nos quartos-de-final. Nós tínhamos capacidade para chegar mais longe. Não foi o suficiente.


Foi o jogo em que mais me enervei, em que mais sofri. A minha pressão arterial deve ter ido aos píncaros, se eu estivesse na casa dos 40 e dos 50 provavelmente teria tido um ataque cardíaco ou um AVC. Sempre era melhor, ao menos não via o resto do jogo e não sofria mais. Fartei-me de gritar, de torcer o meu cachecol até quase o rasgar, de morder o lábio e os dedos até fazer sangue.


Acreditei até ao último segundo da compensação que nem tudo estava perdido, que ainda era possível dar a volta possível. Repetia de mim para mim: "Ainda falta muito para o jogo acabar", "Se os turcos conseguiram marcar três golos em vinte minutos, nós também conseguimos", "Isto não pode acabar assim", "Só são precisos alguns minutos para marcar um golo"... Ao que tudo indicava, os marmanjos também pensavam da mesma maneira. Nunca desistiram, nunca deixaram de lutar, embora de vez em quando aparentassem estar um bocado desnorteados. De facto, levar três golos desnorteia qualquer um... Se o nosso segundo golo tivesse sido marcado um pouco mais cedo, talvez a história tivesse sido diferente. Assim, mais valia que nunca tivessem marcado o segundo golo, que só nos deu falsas esperanças. Nós jogámos bem, sobretudo o Deco e o Simão! O jogo decidiu-se em "detalhes", como já tinha sido dito que muitas vezes acontece. Erros defensivos, falhas na marcação, um "frango" do Ricardo, um erro do árbitro, falta de sorte, etc, etc. Como disse a minha mãe:


- Não foi justo! Nós jogámos bem, mas a Alemanha fez quatro remates à baliza e marcou três golos!

Imediatamente depois da derrota na final do Euro 2004, pus-me no Messenger a falar com os meus amigos. Lembro-me de termos comentado que, poucos dias antes, depois do jogo com a Holanda, estávamos na rua a festejar a vitória, e agora estávamos enfiados em casa, presos ao Messenger, com uma amarga sensação de frustração. Imediatamente depois da derrota nas meias-finais do Mundial, fomos todos afogar as mágoas em... pastéis de Belém. O sabor deles não aliviava a mesma amarga sensação de frustração. Ontem à noite, imediatamente depois do jogo, pus-me a estudar e, mais tarde, a ver televisão, para tentar esquecer a amarguíssima sensação de frustração. Sem sucesso.

Depois de toda a festa criada em redor da Selecção, adeptos aos milhares armados até aos dentes com as cores nacionais nos treinos abertos ao público, em Viseu, em Neuchâtel, nos aeroportos, nos estádios, acho que nós, os adeptos, merecíamos mais. A Selecção está em dívida para connosco. Esta jornada no Euro 2008 não se compara, nem de longe, nem de perto, com as jornadas do Euro 2004 e do Mundial 2006. Só tivemos quatro jogos, só tivemos duas vitórias. Sabem a tão pouco... Eu nem cheguei a festejar essas vitórias como deve ser. Supostamente, era a partir de agora que as vitórias da Selecção começariam a saber mesmo bem, que seriam realmente aquelas vitórias que ficam para a história, como aquelas frente à Espanha, à Holanda, à Inglaterra nos últimos campeonatos... Ainda não era altura para sairmos do Europeu! É altamente injusto.

O mais irónico de tudo é que eu sentia que não tinha vivido como deve ser o Euro 2004 e o Mundial 2006 e andava há meses a planear o Euro 2008. Ia criar este blogue, ia fazer um vídeo de apoio e colocar no You Tube, ia recolher fotografias e artigos de jornais, etc, etc, para depois poder recordar no futuro. Recordar o quê? Eu sentia que ainda estava a meio, ainda tinha muitas fotografias para recolher, muitos artigos para recortar, tanta coisa para escrever aqui no blogue! Falta tanta coisa!

Contudo, no meio desta desilusão toda, há uma coisa de que me orgulho e muito! A atitude da Selecção. Da perserverança, da luta, do esforço, apesar de tudo! Pode não ter servido para nada, mas contribuiu para que saíssemos do Europeu de cabeça erguida, e com a consciência de que fizémos (quase) tudo o que pudemos. Esse mérito ninguém nos pode tirar!

Portugal 2 Alemanha 3 - "22 homens atrás de uma bola e no final ganham os alemães"

Acabou.



A Alemanha derrotou-nos por 3 bolas a 2, e expulsou-nos ao pontapé do Euro 2008.


Já passaram mais de doze horas mas ainda mal consigo acreditar que tudo tenha acabado tão cedo, quando nós esperávamos mais da nossa Selecção. Muito mais. Embora tivesse assumido desde cedo uma posição mais ou menos realista, de saber que este Campeonato ia ser mais difícil do que foram o Euro 2004 e o Mundial 2006, não estava à espera de sermos expulsos logo nos quartos-de-final. Nós tínhamos capacidade para chegar mais longe. Não foi o suficiente.


Foi o jogo em que mais me enervei, em que mais sofri. A minha pressão arterial deve ter ido aos píncaros, se eu estivesse na casa dos 40 e dos 50 provavelmente teria tido um ataque cardíaco ou um AVC. Sempre era melhor, ao menos não via o resto do jogo e não sofria mais. Fartei-me de gritar, de torcer o meu cachecol até quase o rasgar, de morder o lábio e os dedos até fazer sangue.


Acreditei até ao último segundo da compensação que nem tudo estava perdido, que ainda era possível dar a volta possível. Repetia de mim para mim: "Ainda falta muito para o jogo acabar", "Se os turcos conseguiram marcar três golos em vinte minutos, nós também conseguimos", "Isto não pode acabar assim", "Só são precisos alguns minutos para marcar um golo"... Ao que tudo indicava, os marmanjos também pensavam da mesma maneira. Nunca desistiram, nunca deixaram de lutar, embora de vez em quando aparentassem estar um bocado desnorteados. De facto, levar três golos desnorteia qualquer um... Se o nosso segundo golo tivesse sido marcado um pouco mais cedo, talvez a história tivesse sido diferente. Assim, mais valia que nunca tivessem marcado o segundo golo, que só nos deu falsas esperanças. Nós jogámos bem, sobretudo o Deco e o Simão! O jogo decidiu-se em "detalhes", como já tinha sido dito que muitas vezes acontece. Erros defensivos, falhas na marcação, um "frango" do Ricardo, um erro do árbitro, falta de sorte, etc, etc. Como disse a minha mãe:


- Não foi justo! Nós jogámos bem, mas a Alemanha fez quatro remates à baliza e marcou três golos!

Imediatamente depois da derrota na final do Euro 2004, pus-me no Messenger a falar com os meus amigos. Lembro-me de termos comentado que, poucos dias antes, depois do jogo com a Holanda, estávamos na rua a festejar a vitória, e agora estávamos enfiados em casa, presos ao Messenger, com uma amarga sensação de frustração. Imediatamente depois da derrota nas meias-finais do Mundial, fomos todos afogar as mágoas em... pastéis de Belém. O sabor deles não aliviava a mesma amarga sensação de frustração. Ontem à noite, imediatamente depois do jogo, pus-me a estudar e, mais tarde, a ver televisão, para tentar esquecer a amarguíssima sensação de frustração. Sem sucesso.

Depois de toda a festa criada em redor da Selecção, adeptos aos milhares armados até aos dentes com as cores nacionais nos treinos abertos ao público, em Viseu, em Neuchâtel, nos aeroportos, nos estádios, acho que nós, os adeptos, merecíamos mais. A Selecção está em dívida para connosco. Esta jornada no Euro 2008 não se compara, nem de longe, nem de perto, com as jornadas do Euro 2004 e do Mundial 2006. Só tivemos quatro jogos, só tivemos duas vitórias. Sabem a tão pouco... Eu nem cheguei a festejar essas vitórias como deve ser. Supostamente, era a partir de agora que as vitórias da Selecção começariam a saber mesmo bem, que seriam realmente aquelas vitórias que ficam para a história, como aquelas frente à Espanha, à Holanda, à Inglaterra nos últimos campeonatos... Ainda não era altura para sairmos do Europeu! É altamente injusto.

O mais irónico de tudo é que eu sentia que não tinha vivido como deve ser o Euro 2004 e o Mundial 2006 e andava há meses a planear o Euro 2008. Ia criar este blogue, ia fazer um vídeo de apoio e colocar no You Tube, ia recolher fotografias e artigos de jornais, etc, etc, para depois poder recordar no futuro. Recordar o quê? Eu sentia que ainda estava a meio, ainda tinha muitas fotografias para recolher, muitos artigos para recortar, tanta coisa para escrever aqui no blogue! Falta tanta coisa!

Contudo, no meio desta desilusão toda, há uma coisa de que me orgulho e muito! A atitude da Selecção. Da perserverança, da luta, do esforço, apesar de tudo! Pode não ter servido para nada, mas contribuiu para que saíssemos do Europeu de cabeça erguida, e com a consciência de que fizémos (quase) tudo o que pudemos. Esse mérito ninguém nos pode tirar!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Portugal 0 Suíça 2 - Uma tareia dos "Toblerones"

Ontem a Suíça derrotou Portugal por duas bolas sem resposta, num jogo em que o onze português era maioritariamente constituído por suplentes, poupando alguns dos habituais titulares. Deste modo, a Suíça despede-se do "seu" Euro 2008 em glória.

Como este jogo não contava rigorosamente para nada, não liguei muito a ele, não o vi com muita atenção. E ainda bem que não o fiz, porque senão teria sofrido bastante. Não se pode dizer que a gente não tenha merecido a derrota, porque não jogámos grande coisa, sobretudo na segunda parte. Apesar de tudo, gostei de ver o Hélder Postiga, que em várias ocasiões esteve bem perto de marcar, o Nani e o Ricardo, que ainda fez umas belas defesas.
Choveram críticas ao desempenho do árbitro que tinha um critério um bocado confuso. Por um lado, apitava por ninharias (diziam que estava a ser o jogo mais faltoso do Campeonato e não tinha ar disso), por outro lado, ignora um penálti a nosso favor, anula mal um golo e marca um pseudo-penálti aos suíços, erros que podem ter influenciado o resultado. Contudo, acho um bocado ridículo atribuir culpas de derrotas aos árbitros. A gente muitas vezes esquece-se que, na televisão e nas bancadas, temos uma visão sobre o jogo diferente da do árbitro, que eles não têm acesso às repetições.
Quanto às insinuações de que o árbitro queria era dar uma despedida em glória à Suíça, não vale a pena fazer um grande escândalo por causa disso. O jogo não contava para nada e também, coitados dos suíços, mereciam um pouco de alegria durante o "seu" Campeonato. Já imaginaram como teria sido se a gente tivesse feito um Euro 2004 para esquecer? No nosso próprio país?
Muita gente diz que o Scolari devia era ter metido mais alguns dos habituais titulares a jogar, só para evitar a derrota. Mesmo assim, não sei se valeria muito. Podíamos ter perdido à mesma, embora fosse menos provável, podíamos ter só empatado, ou ganhado pela margem mínima. A Selecção raramente dá o seu melhor em jogos "a feijões", sobretudo frente a equipas teóricamente mais fracas. E os exemplos abundam.
De resto, a derrota pode ter servido para "acordar" um bocado as pessoas. Havia por aí muita gente a achar que nós já éramos praticamente Campeões da Europa e o Campeonato ainda não tinha começado. Por esta altura já devem ter caído um bocadinho na real. Ainda falta muito para sermos Campeões da Europa. Temos de passar os quartos-de-final (provavelmente com a Alemanha, que é tudo menos acessível), as meias-finais e levar de vencida a final. O que não é canja. Os marmanjos prometeram que, nos quartos, vai ser diferente de frente à Suíça. Eu espero bem que sim!
O meu irmão comentou, no fim do jogo, que o Chelsea devia estar aí a telefonar, a dizer que afinal já não querem o Scolari. Sem comentários...
De resto, este tem sido um Europeu cheio de surpresas. Tenho de tirar o chapéu aos turcos que, no domingo, deram uma bela sova aos checos e qualificaram-se para os quartos-de-final. Pelos vistos, a alma turca é bem maior do que a gente pensava e, definitivamente, não cabe no autocarro deles.
Outra coisa que me surpreendeu foi a expulsão da Grécia. Estava à espera de a ver, pelo menos, passar a primeira fase. Parece que o Euro 2004 foi mesmo um presente dos deuses, uma vez sem exemplo. Pena é ter sido no Campeonato em que nós nos qualificámos para a final!
Por fim, a possibilidade de, pelo menos, a França ou a Itália ficarem já de fora, também me faz confusão. Ao fim e ao cabo, elas foram as finalistas do Mundial e, depois do sorteio dos grupos, eu achava que elas passariam, de certeza, aos quartos. Apesar de também me parecer pouco provável a Holanda ficar pelo caminho tão cedo.

Estas expulsões permaturas, por um lado, aliviam, porque são menos potenciais candidatos. Por outro lado, eu tinha vontade de ter uma desforrazita, sobretudo frente à Grécia ou à França. Além disso, isto só prova que a Espanha e, sobretudo, a Holanda, são fortes candidatas ao título e que não vai ser nada fácil passar por elas, se as defrontarmos.

Apesar da derrota de ontem, continuo a achar que podemos chegar à final e, quiçá, vencer. É difícil (e muito...) mas não é impossível! Força Portugal!

Portugal 0 Suíça 2 - Uma tareia dos "Toblerones"

Ontem a Suíça derrotou Portugal por duas bolas sem resposta, num jogo em que o onze português era maioritariamente constituído por suplentes, poupando alguns dos habituais titulares. Deste modo, a Suíça despede-se do "seu" Euro 2008 em glória.

Como este jogo não contava rigorosamente para nada, não liguei muito a ele, não o vi com muita atenção. E ainda bem que não o fiz, porque senão teria sofrido bastante. Não se pode dizer que a gente não tenha merecido a derrota, porque não jogámos grande coisa, sobretudo na segunda parte. Apesar de tudo, gostei de ver o Hélder Postiga, que em várias ocasiões esteve bem perto de marcar, o Nani e o Ricardo, que ainda fez umas belas defesas.
Choveram críticas ao desempenho do árbitro que tinha um critério um bocado confuso. Por um lado, apitava por ninharias (diziam que estava a ser o jogo mais faltoso do Campeonato e não tinha ar disso), por outro lado, ignora um penálti a nosso favor, anula mal um golo e marca um pseudo-penálti aos suíços, erros que podem ter influenciado o resultado. Contudo, acho um bocado ridículo atribuir culpas de derrotas aos árbitros. A gente muitas vezes esquece-se que, na televisão e nas bancadas, temos uma visão sobre o jogo diferente da do árbitro, que eles não têm acesso às repetições.
Quanto às insinuações de que o árbitro queria era dar uma despedida em glória à Suíça, não vale a pena fazer um grande escândalo por causa disso. O jogo não contava para nada e também, coitados dos suíços, mereciam um pouco de alegria durante o "seu" Campeonato. Já imaginaram como teria sido se a gente tivesse feito um Euro 2004 para esquecer? No nosso próprio país?
Muita gente diz que o Scolari devia era ter metido mais alguns dos habituais titulares a jogar, só para evitar a derrota. Mesmo assim, não sei se valeria muito. Podíamos ter perdido à mesma, embora fosse menos provável, podíamos ter só empatado, ou ganhado pela margem mínima. A Selecção raramente dá o seu melhor em jogos "a feijões", sobretudo frente a equipas teóricamente mais fracas. E os exemplos abundam.
De resto, a derrota pode ter servido para "acordar" um bocado as pessoas. Havia por aí muita gente a achar que nós já éramos praticamente Campeões da Europa e o Campeonato ainda não tinha começado. Por esta altura já devem ter caído um bocadinho na real. Ainda falta muito para sermos Campeões da Europa. Temos de passar os quartos-de-final (provavelmente com a Alemanha, que é tudo menos acessível), as meias-finais e levar de vencida a final. O que não é canja. Os marmanjos prometeram que, nos quartos, vai ser diferente de frente à Suíça. Eu espero bem que sim!
O meu irmão comentou, no fim do jogo, que o Chelsea devia estar aí a telefonar, a dizer que afinal já não querem o Scolari. Sem comentários...
De resto, este tem sido um Europeu cheio de surpresas. Tenho de tirar o chapéu aos turcos que, no domingo, deram uma bela sova aos checos e qualificaram-se para os quartos-de-final. Pelos vistos, a alma turca é bem maior do que a gente pensava e, definitivamente, não cabe no autocarro deles.
Outra coisa que me surpreendeu foi a expulsão da Grécia. Estava à espera de a ver, pelo menos, passar a primeira fase. Parece que o Euro 2004 foi mesmo um presente dos deuses, uma vez sem exemplo. Pena é ter sido no Campeonato em que nós nos qualificámos para a final!
Por fim, a possibilidade de, pelo menos, a França ou a Itália ficarem já de fora, também me faz confusão. Ao fim e ao cabo, elas foram as finalistas do Mundial e, depois do sorteio dos grupos, eu achava que elas passariam, de certeza, aos quartos. Apesar de também me parecer pouco provável a Holanda ficar pelo caminho tão cedo.

Estas expulsões permaturas, por um lado, aliviam, porque são menos potenciais candidatos. Por outro lado, eu tinha vontade de ter uma desforrazita, sobretudo frente à Grécia ou à França. Além disso, isto só prova que a Espanha e, sobretudo, a Holanda, são fortes candidatas ao título e que não vai ser nada fácil passar por elas, se as defrontarmos.

Apesar da derrota de ontem, continuo a achar que podemos chegar à final e, quiçá, vencer. É difícil (e muito...) mas não é impossível! Força Portugal!

Portugal 0 Suíça 2 - Uma tareia dos "Toblerones"

Ontem a Suíça derrotou Portugal por duas bolas sem resposta, num jogo em que o onze português era maioritariamente constituído por suplentes, poupando alguns dos habituais titulares. Deste modo, a Suíça despede-se do "seu" Euro 2008 em glória.

Como este jogo não contava rigorosamente para nada, não liguei muito a ele, não o vi com muita atenção. E ainda bem que não o fiz, porque senão teria sofrido bastante. Não se pode dizer que a gente não tenha merecido a derrota, porque não jogámos grande coisa, sobretudo na segunda parte. Apesar de tudo, gostei de ver o Hélder Postiga, que em várias ocasiões esteve bem perto de marcar, o Nani e o Ricardo, que ainda fez umas belas defesas.
Choveram críticas ao desempenho do árbitro que tinha um critério um bocado confuso. Por um lado, apitava por ninharias (diziam que estava a ser o jogo mais faltoso do Campeonato e não tinha ar disso), por outro lado, ignora um penálti a nosso favor, anula mal um golo e marca um pseudo-penálti aos suíços, erros que podem ter influenciado o resultado. Contudo, acho um bocado ridículo atribuir culpas de derrotas aos árbitros. A gente muitas vezes esquece-se que, na televisão e nas bancadas, temos uma visão sobre o jogo diferente da do árbitro, que eles não têm acesso às repetições.
Quanto às insinuações de que o árbitro queria era dar uma despedida em glória à Suíça, não vale a pena fazer um grande escândalo por causa disso. O jogo não contava para nada e também, coitados dos suíços, mereciam um pouco de alegria durante o "seu" Campeonato. Já imaginaram como teria sido se a gente tivesse feito um Euro 2004 para esquecer? No nosso próprio país?
Muita gente diz que o Scolari devia era ter metido mais alguns dos habituais titulares a jogar, só para evitar a derrota. Mesmo assim, não sei se valeria muito. Podíamos ter perdido à mesma, embora fosse menos provável, podíamos ter só empatado, ou ganhado pela margem mínima. A Selecção raramente dá o seu melhor em jogos "a feijões", sobretudo frente a equipas teóricamente mais fracas. E os exemplos abundam.
De resto, a derrota pode ter servido para "acordar" um bocado as pessoas. Havia por aí muita gente a achar que nós já éramos praticamente Campeões da Europa e o Campeonato ainda não tinha começado. Por esta altura já devem ter caído um bocadinho na real. Ainda falta muito para sermos Campeões da Europa. Temos de passar os quartos-de-final (provavelmente com a Alemanha, que é tudo menos acessível), as meias-finais e levar de vencida a final. O que não é canja. Os marmanjos prometeram que, nos quartos, vai ser diferente de frente à Suíça. Eu espero bem que sim!
O meu irmão comentou, no fim do jogo, que o Chelsea devia estar aí a telefonar, a dizer que afinal já não querem o Scolari. Sem comentários...
De resto, este tem sido um Europeu cheio de surpresas. Tenho de tirar o chapéu aos turcos que, no domingo, deram uma bela sova aos checos e qualificaram-se para os quartos-de-final. Pelos vistos, a alma turca é bem maior do que a gente pensava e, definitivamente, não cabe no autocarro deles.
Outra coisa que me surpreendeu foi a expulsão da Grécia. Estava à espera de a ver, pelo menos, passar a primeira fase. Parece que o Euro 2004 foi mesmo um presente dos deuses, uma vez sem exemplo. Pena é ter sido no Campeonato em que nós nos qualificámos para a final!
Por fim, a possibilidade de, pelo menos, a França ou a Itália ficarem já de fora, também me faz confusão. Ao fim e ao cabo, elas foram as finalistas do Mundial e, depois do sorteio dos grupos, eu achava que elas passariam, de certeza, aos quartos. Apesar de também me parecer pouco provável a Holanda ficar pelo caminho tão cedo.

Estas expulsões permaturas, por um lado, aliviam, porque são menos potenciais candidatos. Por outro lado, eu tinha vontade de ter uma desforrazita, sobretudo frente à Grécia ou à França. Além disso, isto só prova que a Espanha e, sobretudo, a Holanda, são fortes candidatas ao título e que não vai ser nada fácil passar por elas, se as defrontarmos.

Apesar da derrota de ontem, continuo a achar que podemos chegar à final e, quiçá, vencer. É difícil (e muito...) mas não é impossível! Força Portugal!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Portugal 3 República Checa 1; Não vás, Scolari!


Ganhámos à República Checa! 3-1! Foi outro jogo de muitos, muitos nervos, mas também qual é o jogo da Selecção, especialmente durante fases finais como esta, que não o é? Com isto, e também com a derrota da Suíça, garantimos o primeiro lugar do grupo, haja o que houver, e um jogo a feijões no próximo domingo.

Mais uma vez, assisti a este jogo em casa, mas desta feita resolvemos experimentar desligar o som da televisão e ouvir o relato na rádio. Praticamente não havia diferença no timing, exceptuando algumas jogadas, como, por exemplo, os golos, em que dava a ideia que o rádio estava dois ou três segundos adiantado em relação à televisão. Gosto muito mais dos comentadores da rádio, que vivem intensamente o jogo e o relatam de forma bem emotiva, tão emotiva que muitas vezes dá vontade de rir. Um bom exemplo disto é um vídeo que encontrei no YouTube com o relato do desempate a penálties do jogo com a Inglaterra (o meu favorito do Mundial 2006): http://youtube.com/watch?v=tl0m2NaG8V0. Fartei-me de rir ao ouvir aqueles tipos... Os comentadores da televisão são demasiado passivos. Limitam-se a dizer o nome dos jogadores que têm a bola, algumas curiosidades e pouco mais... Não roçam os calcanhares dos da rádio.

A gente não jogou tão bem como jogámos contra a Turquia, pelo menos durante a primeira parte. É claro que os checos jogaram bem melhor do que os turcos e fizeram-nos suar. Em menos de dez minutos anularam-nos a vantagem obtida no início do encontro e fizémos das tripas coração para regressar à liderança. Por duas ou três vezes, estiveram bem perto de marcar mais uns golos, a sorte é que esteve do nosso lado. O Cech defendia tudo, o raio do homem!

O Deco, para mim e não só, foi o homem do jogo, mas o Cristiano Ronaldo é que foi escolhido pela UEFA, de uma forma um bocado injusta, na minha opinião. O Ronaldo também esteve muito bem, mas o Deco é que merecia o prémio, já que foi essencial nos três golos que a gente marcou. Como ele não tem o mediatismo do Cristiano, foi prejudicado. Mas, por outro lado, a equipa, no geral, esteve bem e mereceu ganhar.

A alegria da vitória foi estragada pela notícia de que o Scolari vai para o Chelsea no fim do Europeu. Eu soube da novidade quando vi a notícia publicada no sapo.pt. No início, não acreditei e repeti várias vezes em voz alta:

- Só podem estar a gozar!

Não estavam. Ainda fui ao site oficial do Chelsea para me certificar de que não era só um boato. Não era. Só mais tarde é que aceitei que era mesmo verdade, o Scolari vai-se embora.

Não estava nada à espera desta notícia. É claro que já se falava de uma eventual saída, afinal ele já cá está há cinco anos, mas, pelo que eu tinha percebido, tudo ia depender do nosso desempenho no Euro 2008, que ainda agora começou... Afinal de contas, já estava tudo definido. Como disse o João Gobern na sua crónica do "Pano para Mangas" da Antena1, afinal o Scolari não foi a Inglaterra só para dizer ao Ricardo Carvalho que ele ia ser um dos capitães da Selecção, quando podia tê-lo dito ao telefone. A gente devia ter desconfiado...

Como é que será a época "pós-Scolari"? Eu já mal me lembro da Selecção antes de ele vir! Parece que foi há séculos... Quem virá ocupar o lugar dele? Conseguirá continuar o ciclo de triunfos que o Scolari criou?

Eu acredito que a gente não vai deixar de ter sucesso só porque o Scolari vai dar de frosques. Afinal de contas, ele não foi o único responsável pelo óptimo desempenho da Selecção, nós também temos tido a sorte de ter jogadores talentosos. Mas lá que vou ter saudades do eterno "Felipão", do eterno "Sargentão", com o seu ar bonacheirão apesar do mau feitio, lá isso vou. E duvido que seja a única.

Portugal 3 República Checa 1; Não vás, Scolari!


Ganhámos à República Checa! 3-1! Foi outro jogo de muitos, muitos nervos, mas também qual é o jogo da Selecção, especialmente durante fases finais como esta, que não o é? Com isto, e também com a derrota da Suíça, garantimos o primeiro lugar do grupo, haja o que houver, e um jogo a feijões no próximo domingo.

Mais uma vez, assisti a este jogo em casa, mas desta feita resolvemos experimentar desligar o som da televisão e ouvir o relato na rádio. Praticamente não havia diferença no timing, exceptuando algumas jogadas, como, por exemplo, os golos, em que dava a ideia que o rádio estava dois ou três segundos adiantado em relação à televisão. Gosto muito mais dos comentadores da rádio, que vivem intensamente o jogo e o relatam de forma bem emotiva, tão emotiva que muitas vezes dá vontade de rir. Um bom exemplo disto é um vídeo que encontrei no YouTube com o relato do desempate a penálties do jogo com a Inglaterra (o meu favorito do Mundial 2006): http://youtube.com/watch?v=tl0m2NaG8V0. Fartei-me de rir ao ouvir aqueles tipos... Os comentadores da televisão são demasiado passivos. Limitam-se a dizer o nome dos jogadores que têm a bola, algumas curiosidades e pouco mais... Não roçam os calcanhares dos da rádio.

A gente não jogou tão bem como jogámos contra a Turquia, pelo menos durante a primeira parte. É claro que os checos jogaram bem melhor do que os turcos e fizeram-nos suar. Em menos de dez minutos anularam-nos a vantagem obtida no início do encontro e fizémos das tripas coração para regressar à liderança. Por duas ou três vezes, estiveram bem perto de marcar mais uns golos, a sorte é que esteve do nosso lado. O Cech defendia tudo, o raio do homem!

O Deco, para mim e não só, foi o homem do jogo, mas o Cristiano Ronaldo é que foi escolhido pela UEFA, de uma forma um bocado injusta, na minha opinião. O Ronaldo também esteve muito bem, mas o Deco é que merecia o prémio, já que foi essencial nos três golos que a gente marcou. Como ele não tem o mediatismo do Cristiano, foi prejudicado. Mas, por outro lado, a equipa, no geral, esteve bem e mereceu ganhar.

A alegria da vitória foi estragada pela notícia de que o Scolari vai para o Chelsea no fim do Europeu. Eu soube da novidade quando vi a notícia publicada no sapo.pt. No início, não acreditei e repeti várias vezes em voz alta:

- Só podem estar a gozar!

Não estavam. Ainda fui ao site oficial do Chelsea para me certificar de que não era só um boato. Não era. Só mais tarde é que aceitei que era mesmo verdade, o Scolari vai-se embora.

Não estava nada à espera desta notícia. É claro que já se falava de uma eventual saída, afinal ele já cá está há cinco anos, mas, pelo que eu tinha percebido, tudo ia depender do nosso desempenho no Euro 2008, que ainda agora começou... Afinal de contas, já estava tudo definido. Como disse o João Gobern na sua crónica do "Pano para Mangas" da Antena1, afinal o Scolari não foi a Inglaterra só para dizer ao Ricardo Carvalho que ele ia ser um dos capitães da Selecção, quando podia tê-lo dito ao telefone. A gente devia ter desconfiado...

Como é que será a época "pós-Scolari"? Eu já mal me lembro da Selecção antes de ele vir! Parece que foi há séculos... Quem virá ocupar o lugar dele? Conseguirá continuar o ciclo de triunfos que o Scolari criou?

Eu acredito que a gente não vai deixar de ter sucesso só porque o Scolari vai dar de frosques. Afinal de contas, ele não foi o único responsável pelo óptimo desempenho da Selecção, nós também temos tido a sorte de ter jogadores talentosos. Mas lá que vou ter saudades do eterno "Felipão", do eterno "Sargentão", com o seu ar bonacheirão apesar do mau feitio, lá isso vou. E duvido que seja a única.

Portugal 3 República Checa 1; Não vás, Scolari!


Ganhámos à República Checa! 3-1! Foi outro jogo de muitos, muitos nervos, mas também qual é o jogo da Selecção, especialmente durante fases finais como esta, que não o é? Com isto, e também com a derrota da Suíça, garantimos o primeiro lugar do grupo, haja o que houver, e um jogo a feijões no próximo domingo.

Mais uma vez, assisti a este jogo em casa, mas desta feita resolvemos experimentar desligar o som da televisão e ouvir o relato na rádio. Praticamente não havia diferença no timing, exceptuando algumas jogadas, como, por exemplo, os golos, em que dava a ideia que o rádio estava dois ou três segundos adiantado em relação à televisão. Gosto muito mais dos comentadores da rádio, que vivem intensamente o jogo e o relatam de forma bem emotiva, tão emotiva que muitas vezes dá vontade de rir. Um bom exemplo disto é um vídeo que encontrei no YouTube com o relato do desempate a penálties do jogo com a Inglaterra (o meu favorito do Mundial 2006): http://youtube.com/watch?v=tl0m2NaG8V0. Fartei-me de rir ao ouvir aqueles tipos... Os comentadores da televisão são demasiado passivos. Limitam-se a dizer o nome dos jogadores que têm a bola, algumas curiosidades e pouco mais... Não roçam os calcanhares dos da rádio.

A gente não jogou tão bem como jogámos contra a Turquia, pelo menos durante a primeira parte. É claro que os checos jogaram bem melhor do que os turcos e fizeram-nos suar. Em menos de dez minutos anularam-nos a vantagem obtida no início do encontro e fizémos das tripas coração para regressar à liderança. Por duas ou três vezes, estiveram bem perto de marcar mais uns golos, a sorte é que esteve do nosso lado. O Cech defendia tudo, o raio do homem!

O Deco, para mim e não só, foi o homem do jogo, mas o Cristiano Ronaldo é que foi escolhido pela UEFA, de uma forma um bocado injusta, na minha opinião. O Ronaldo também esteve muito bem, mas o Deco é que merecia o prémio, já que foi essencial nos três golos que a gente marcou. Como ele não tem o mediatismo do Cristiano, foi prejudicado. Mas, por outro lado, a equipa, no geral, esteve bem e mereceu ganhar.

A alegria da vitória foi estragada pela notícia de que o Scolari vai para o Chelsea no fim do Europeu. Eu soube da novidade quando vi a notícia publicada no sapo.pt. No início, não acreditei e repeti várias vezes em voz alta:

- Só podem estar a gozar!

Não estavam. Ainda fui ao site oficial do Chelsea para me certificar de que não era só um boato. Não era. Só mais tarde é que aceitei que era mesmo verdade, o Scolari vai-se embora.

Não estava nada à espera desta notícia. É claro que já se falava de uma eventual saída, afinal ele já cá está há cinco anos, mas, pelo que eu tinha percebido, tudo ia depender do nosso desempenho no Euro 2008, que ainda agora começou... Afinal de contas, já estava tudo definido. Como disse o João Gobern na sua crónica do "Pano para Mangas" da Antena1, afinal o Scolari não foi a Inglaterra só para dizer ao Ricardo Carvalho que ele ia ser um dos capitães da Selecção, quando podia tê-lo dito ao telefone. A gente devia ter desconfiado...

Como é que será a época "pós-Scolari"? Eu já mal me lembro da Selecção antes de ele vir! Parece que foi há séculos... Quem virá ocupar o lugar dele? Conseguirá continuar o ciclo de triunfos que o Scolari criou?

Eu acredito que a gente não vai deixar de ter sucesso só porque o Scolari vai dar de frosques. Afinal de contas, ele não foi o único responsável pelo óptimo desempenho da Selecção, nós também temos tido a sorte de ter jogadores talentosos. Mas lá que vou ter saudades do eterno "Felipão", do eterno "Sargentão", com o seu ar bonacheirão apesar do mau feitio, lá isso vou. E duvido que seja a única.

domingo, 8 de junho de 2008

Depois do nosso jogo de estreia

Ganhámos à Turquia por 2 golos sem resposta, de Pepe e de Raúl Meireles.
Confesso que a Selecção me surpreendeu pela positiva, jogou melhor do que eu estava à espera. Já vos tinha dito, para este Cameponato, não estava tão confiante como estava antes do Mundial 2006. Este jogo de estreia contribuiu para aumentar os meus níveis de confiança. Parece que o Scolari lá arranjou uma maneira de transformar aqueles conjunto de marmanjos numa equipa - eu sabia que ele era capaz! Se o nível se mantiver, podemos chegar longe neste campeonato.
Assisti ao jogo em minha casa com o meu irmão - pelo menos em parte, já que, como de costume, passei o jogo quase todo a mandar boquinhas de treinadora-de-sofá-da-sala que o enervaram e ele resolveu ir ver o jogo no quarto. Mas a verdade é que sofri bastante durante o jogo, apesar de Portugal ter dominado durante praticamente (se não foi totalmente) todo o encontro. Foi mais pelo facto de termos tido uns quantos azares, como, por exemplo, o golo anulado a Pepe por fora-de-jogo (não tenho bem a certeza se foi mesmo...) e as bolas ao poste pelo Ronaldo e pelo Nuno Gomes. Por acaso, quando este último atirou a sua primeira bola ao poste eu berrei:

- Outra vez o poste?!? #&@£%!!!
E de nada valeu ao meu irmão ter ido para o quarto, pois ele ouviu o grito.

Eu sabia que Portugal estava a jogar bem, que as dificuldades com que nos havíamos deparado durante os particulares com a Grécia e a Itália estavam mais ou menos ultrapassadas, que o golo não tardaria, mas, como a Turquia nem estava a fazer muito pela vida e eu não percebo assim tanto de futebol e receava estar enganada, só ousei verbalizá-lo quando os comentadores o disseram primeiro. Foi um alívio quando o Pepe marcou o primeiro golo, mas mesmo assim eu só ficaria mais tranquila quando se marcasse o segundo. Que só veio no derradeiro minuto da compensação como resultado de uma jogada excelente, diga-se de passagem.

Se a gente tivesse marcado mais cedo em vez de acertar no poste, o resultado podia ser bem mais expressivo e talvez eu não me enervasse tanto. Acho que foi uma má ideia aquele jogo de caridade durante o Estágio em Viseu em que a ieia era acertar no poste - o pessoal habituou-se demasiado a isso. Foi mesmo um caso de pontaria a mais. Em todo o caso, serviu para provar que a Selecção é (muito) mais que Cristiano Ronaldo, que, apesar da ausência de antigos jogadores, temos uma boa equipa e para a esfregar no nariz de muitos cépticos que por aí andavam, incluindo o meu pai que dizia que o Scolari conseguira pôr os marmanjos a ganhar por usar a equipa-base do Mourinho.

Pouco depois do término do encontro, já se ouviam na rua alguns buzinões e festejos, mas eu (ainda) não alinho nisso. Estou feliz pelo facto de a Selecção ter feito uma bela exibição, como há já muito não se via, mas ainda é muito cedo para lançar foguetes. Ainda só ganhámos um jogo, ainda temos de jogar com a República Checa. É claro que vamos em ligeira vantagem por termos macado mais um golo que os checos, que mesmo que empatemos mantemos o primeiro lugar do grupo, mas tudo pode acontecer... Creio que, se jogarmos como ontem ou ainda melhor, não devemos ter grandes problemas. Só quando passarmos à segunda fase é que festejarei a sério.

P.S. Tenho pena do Quim e do seu pulso. Logo agora que ele fez uma grande temporada e tinha hipóteses de chegar a titular, acontece-lhe isto... É preciso azar. Em todo o caso, sempre é uma oportunidade para o Nuno Espírito Santo mostrar o seu valor.

P.P.S. Uma estação televisiva espanhola, o Intermedio, anunciou que durante o Europeu vai torcer por Portugal. Pois... Como diria o Araújo Pereira, o que aquela malta quer, sei eu. Aqueles tipos estão mesmo desesperados pelo Ronaldo, chiça! Eu falo por mim, a gente não precisa de apoio hipócrita desse género, obrigada. Além de ser uma clara falta de consideração pela selecção espanhola... É preciso ter muita lata!

Depois do nosso jogo de estreia

Ganhámos à Turquia por 2 golos sem resposta, de Pepe e de Raúl Meireles.
Confesso que a Selecção me surpreendeu pela positiva, jogou melhor do que eu estava à espera. Já vos tinha dito, para este Cameponato, não estava tão confiante como estava antes do Mundial 2006. Este jogo de estreia contribuiu para aumentar os meus níveis de confiança. Parece que o Scolari lá arranjou uma maneira de transformar aqueles conjunto de marmanjos numa equipa - eu sabia que ele era capaz! Se o nível se mantiver, podemos chegar longe neste campeonato.
Assisti ao jogo em minha casa com o meu irmão - pelo menos em parte, já que, como de costume, passei o jogo quase todo a mandar boquinhas de treinadora-de-sofá-da-sala que o enervaram e ele resolveu ir ver o jogo no quarto. Mas a verdade é que sofri bastante durante o jogo, apesar de Portugal ter dominado durante praticamente (se não foi totalmente) todo o encontro. Foi mais pelo facto de termos tido uns quantos azares, como, por exemplo, o golo anulado a Pepe por fora-de-jogo (não tenho bem a certeza se foi mesmo...) e as bolas ao poste pelo Ronaldo e pelo Nuno Gomes. Por acaso, quando este último atirou a sua primeira bola ao poste eu berrei:

- Outra vez o poste?!? #&@£%!!!
E de nada valeu ao meu irmão ter ido para o quarto, pois ele ouviu o grito.

Eu sabia que Portugal estava a jogar bem, que as dificuldades com que nos havíamos deparado durante os particulares com a Grécia e a Itália estavam mais ou menos ultrapassadas, que o golo não tardaria, mas, como a Turquia nem estava a fazer muito pela vida e eu não percebo assim tanto de futebol e receava estar enganada, só ousei verbalizá-lo quando os comentadores o disseram primeiro. Foi um alívio quando o Pepe marcou o primeiro golo, mas mesmo assim eu só ficaria mais tranquila quando se marcasse o segundo. Que só veio no derradeiro minuto da compensação como resultado de uma jogada excelente, diga-se de passagem.

Se a gente tivesse marcado mais cedo em vez de acertar no poste, o resultado podia ser bem mais expressivo e talvez eu não me enervasse tanto. Acho que foi uma má ideia aquele jogo de caridade durante o Estágio em Viseu em que a ieia era acertar no poste - o pessoal habituou-se demasiado a isso. Foi mesmo um caso de pontaria a mais. Em todo o caso, serviu para provar que a Selecção é (muito) mais que Cristiano Ronaldo, que, apesar da ausência de antigos jogadores, temos uma boa equipa e para a esfregar no nariz de muitos cépticos que por aí andavam, incluindo o meu pai que dizia que o Scolari conseguira pôr os marmanjos a ganhar por usar a equipa-base do Mourinho.

Pouco depois do término do encontro, já se ouviam na rua alguns buzinões e festejos, mas eu (ainda) não alinho nisso. Estou feliz pelo facto de a Selecção ter feito uma bela exibição, como há já muito não se via, mas ainda é muito cedo para lançar foguetes. Ainda só ganhámos um jogo, ainda temos de jogar com a República Checa. É claro que vamos em ligeira vantagem por termos macado mais um golo que os checos, que mesmo que empatemos mantemos o primeiro lugar do grupo, mas tudo pode acontecer... Creio que, se jogarmos como ontem ou ainda melhor, não devemos ter grandes problemas. Só quando passarmos à segunda fase é que festejarei a sério.

P.S. Tenho pena do Quim e do seu pulso. Logo agora que ele fez uma grande temporada e tinha hipóteses de chegar a titular, acontece-lhe isto... É preciso azar. Em todo o caso, sempre é uma oportunidade para o Nuno Espírito Santo mostrar o seu valor.

P.P.S. Uma estação televisiva espanhola, o Intermedio, anunciou que durante o Europeu vai torcer por Portugal. Pois... Como diria o Araújo Pereira, o que aquela malta quer, sei eu. Aqueles tipos estão mesmo desesperados pelo Ronaldo, chiça! Eu falo por mim, a gente não precisa de apoio hipócrita desse género, obrigada. Além de ser uma clara falta de consideração pela selecção espanhola... É preciso ter muita lata!

Depois do nosso jogo de estreia

Ganhámos à Turquia por 2 golos sem resposta, de Pepe e de Raúl Meireles.
Confesso que a Selecção me surpreendeu pela positiva, jogou melhor do que eu estava à espera. Já vos tinha dito, para este Cameponato, não estava tão confiante como estava antes do Mundial 2006. Este jogo de estreia contribuiu para aumentar os meus níveis de confiança. Parece que o Scolari lá arranjou uma maneira de transformar aqueles conjunto de marmanjos numa equipa - eu sabia que ele era capaz! Se o nível se mantiver, podemos chegar longe neste campeonato.
Assisti ao jogo em minha casa com o meu irmão - pelo menos em parte, já que, como de costume, passei o jogo quase todo a mandar boquinhas de treinadora-de-sofá-da-sala que o enervaram e ele resolveu ir ver o jogo no quarto. Mas a verdade é que sofri bastante durante o jogo, apesar de Portugal ter dominado durante praticamente (se não foi totalmente) todo o encontro. Foi mais pelo facto de termos tido uns quantos azares, como, por exemplo, o golo anulado a Pepe por fora-de-jogo (não tenho bem a certeza se foi mesmo...) e as bolas ao poste pelo Ronaldo e pelo Nuno Gomes. Por acaso, quando este último atirou a sua primeira bola ao poste eu berrei:

- Outra vez o poste?!? #&@£%!!!
E de nada valeu ao meu irmão ter ido para o quarto, pois ele ouviu o grito.

Eu sabia que Portugal estava a jogar bem, que as dificuldades com que nos havíamos deparado durante os particulares com a Grécia e a Itália estavam mais ou menos ultrapassadas, que o golo não tardaria, mas, como a Turquia nem estava a fazer muito pela vida e eu não percebo assim tanto de futebol e receava estar enganada, só ousei verbalizá-lo quando os comentadores o disseram primeiro. Foi um alívio quando o Pepe marcou o primeiro golo, mas mesmo assim eu só ficaria mais tranquila quando se marcasse o segundo. Que só veio no derradeiro minuto da compensação como resultado de uma jogada excelente, diga-se de passagem.

Se a gente tivesse marcado mais cedo em vez de acertar no poste, o resultado podia ser bem mais expressivo e talvez eu não me enervasse tanto. Acho que foi uma má ideia aquele jogo de caridade durante o Estágio em Viseu em que a ieia era acertar no poste - o pessoal habituou-se demasiado a isso. Foi mesmo um caso de pontaria a mais. Em todo o caso, serviu para provar que a Selecção é (muito) mais que Cristiano Ronaldo, que, apesar da ausência de antigos jogadores, temos uma boa equipa e para a esfregar no nariz de muitos cépticos que por aí andavam, incluindo o meu pai que dizia que o Scolari conseguira pôr os marmanjos a ganhar por usar a equipa-base do Mourinho.

Pouco depois do término do encontro, já se ouviam na rua alguns buzinões e festejos, mas eu (ainda) não alinho nisso. Estou feliz pelo facto de a Selecção ter feito uma bela exibição, como há já muito não se via, mas ainda é muito cedo para lançar foguetes. Ainda só ganhámos um jogo, ainda temos de jogar com a República Checa. É claro que vamos em ligeira vantagem por termos macado mais um golo que os checos, que mesmo que empatemos mantemos o primeiro lugar do grupo, mas tudo pode acontecer... Creio que, se jogarmos como ontem ou ainda melhor, não devemos ter grandes problemas. Só quando passarmos à segunda fase é que festejarei a sério.

P.S. Tenho pena do Quim e do seu pulso. Logo agora que ele fez uma grande temporada e tinha hipóteses de chegar a titular, acontece-lhe isto... É preciso azar. Em todo o caso, sempre é uma oportunidade para o Nuno Espírito Santo mostrar o seu valor.

P.P.S. Uma estação televisiva espanhola, o Intermedio, anunciou que durante o Europeu vai torcer por Portugal. Pois... Como diria o Araújo Pereira, o que aquela malta quer, sei eu. Aqueles tipos estão mesmo desesperados pelo Ronaldo, chiça! Eu falo por mim, a gente não precisa de apoio hipócrita desse género, obrigada. Além de ser uma clara falta de consideração pela selecção espanhola... É preciso ter muita lata!

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Antes da nossa estreia no Euro 2008

É amanhã. É amanhã que começa o Euro 2008, e é amanhã que jogamos contra a Turquia. Depois de tanto tempo à espera deste dia, confesso que sinto um ligeiro formigueiro no estômago.

Sei que tivémos alguma sorte no sorteio dos grupos. É claro que este não é um grupo fácil, mas imaginem como seria se nos tivesse calhado o grupo da França, da Itália e da Holanda!?! Não invejo nada a selecção da Roménia... A Turquia a mim não me diz muito, excepto que, em 2002, ficou em terceiro lugar no Mundial. A Suíça, ainda menos. A que me assusta mais é mesmo a República Checa - lembro-me que estava a fazer uma óptima prestação no Euro 2004 até ser derrotada pela Grécia com um golo no derradeiro minuto do prolongamento, salvo erro.

Lembro de ver num jogo do Mundial 2006, julgo que da Arábia Saudita, os jogadores, que deviam ser islâmicos, festejarem um golo ajoelhando-se voltados para Meca. Achei bastante interessante. Nós temos os marmanjos a rezarem um "Pai-Nosso" ou uma "Avé-Maria" antes de cada jogo, benzendo-se antes de entrar em campo, e a festejar golos e vitórias apontando para o Céu, gritando "Estou aí!", um Mister com uma imagem da Nossa Senhora do Caravaggio e outras selecções têm outras crenças e outros rituais. Pergunto-me que, se os turcos marcarem (bato três vezes na madeira), se vão festejar de forma sememlhante. Espero que sim, dá mais interesse ao jogo. É claro que nessa altura devo estar mais ocupada a dizer palavrões do que a reparar no modo de festejar dos atletas.

Aparentemente, todos os jogadores estão aptos para o jogo (apesar de se ter anunciado que o Deco vai ser poupado durante este Campeonato), todos estão cientes da importância de uma vitória amanhã frente à Turquia, e todos darão o seu melhor. Espero bem que o façam! Enfim, vamos ver no que dá.

Como de costume nestes dias, têm havido várias críticas em relação ao "fanatismo" em torno da Selecção Nacional, quando o país está em crise, o preço da gasolina não pára de aumentar, temos a greve dos pescadores a tirar o peixe da mesa do jantar, etc, etc. Enfim, dizia-se basicamente o mesmo durante o Euro 2004 e o Mundial 2006 por gente que se considera "intelectualmente superior" ao resto dos mortais que seguem a Selecção para todo o lado. Muitos deles até têm razão. A Selecção Nacional não resolve a crise, não aumenta o emprego, nem os salários, não baixa o preço à gasolina, nem nada. E, se a gente pensar bem no assunto, nada disto faz muito sentido, é verdade.

No entanto, acho que há uma boa dose de exagero nessas críticas. Afinal de contas, esta euforia só dura mês e meio, dois meses no máximo, e só acontece de dois em dois anos. Pode não resolver os nossos problemas, mas ao menos serve de escape, dá-nos um pouco de alegria e optimismo à nossa vida que, durante o resto do tempo, não presta para nada.

Além disso, o "fanatismo" ligado à Selecção é um fanatismo relativamente pacífico, pouco agressivo, que une um país inteiro em torno de uma única equipa - é bem diferente do fanatismo ligado aos clubes que, na minha opinião, é muito pior. O "Clubismo" divide o país em vez de o unir. Temos "batatadas" entre adeptos de clubes diferentes e vários tipos de vandalismo, sobretudo em dias de "Dérbi" ou "Clássico", às vezes entre jogadores e equipa técnica e adeptos - os exemplos abundam - em manifestações de grande mau perder e de falta de desportivismo. Temos ainda às guerras entre os dirigentes, mais finas e subtis, as célebres "trocas de palavras ou acusações" mas que não são muito melhores que a "porrada" entre adeptos. Conheço até um caso de um tipo que assassinou um amigo por causa de uma divergência futebolística, há uns anos atrás - acontecimento que ainda hoje me horroriza e envergonha profundamente.

Foi por causa deste fanatismo que eu me afastei dos clubes de futebol. Sou de opinião que o futebol deve unir - não dividir - as pessoas. O "Clubismo" tem estes defeitos todos, vigora todo o ano mas, se for preciso, é menos criticado que o "Seleccionalismo". Ao menos nós manisfestamos toda a nossa devoção à Selecção sem criarmos inimizades estúpidas com adeptos de outras selecções. Pelo menos, até agora não temos tido muitos problemas...

Aproveito, já agora, para fazer um apelo aos adeptos que estiverem na Suíça e na Áustria para apoiarem a nossa Selecção: mostrem todo o vosso apoio aos marmanjos mas respeitem os nossos adversários, evitem ao máximo ofendê-los a eles ou às respectivas selecções, convivam com eles em clima amigável, não se metam em "batatadas", que isso só mancha a nossa imagem e estraga a festa do Europeu. O futebol serve para unir, não para dividir.

Entretanto, o FC Porto foi suspenso das competições europeias por uma época por causa do escândalo de corrupção do "Apito Final". Pinto da Costa já disse que vai recorrer da decisão, que não aceita que o Porto seja afastado da Liga dos Campeões. Os Benfiquistas, esses, esfregam as mãos de contentes, fazem figas para que o recurso falhe para assim poderem ir à Champions apesar de terem terminado uma época para esquecer no quarto lugar da Liga.

Apesar de ser extremamente negativo para o FC Porto e para o país em termos futebolísticos, na minha opinião, o Porto está só a colher o que semeou, não se pode queixar. Ninguém lhes mandou irem tentar manipular resultados. Acredito que quem faz sabotagem deste género, quem compra árbitros, quem copia nos exames, quem pratica fraude eleitoral, é gente de fraca personalidade, um bando de falhados que não conseguem ter sucesso jogando de forma legal. O Porto não precisava de fazer isto! Isto tudo aconteceu, salvo erro, durante a época de 2003/2004, no tempo do Mourinho. Com um treinador daqueles, eles podiam ganhar de forma limpa, não precisavam de manipular árbitros. E mesmo que equipa e treinador não prestassem, eu não desceria tão baixo. Preferia ficar no fundo da tabela sabendo que a equipa se esforçou ao máximo, do que estar no topo à custa de massa, docinhos, café com leite, frutinha e jantares. Se eu fosse aos jogadores e à equipa técnica, veria isto como um insulto e pediria de imediato a demissão. Se eu fosse adepta do Porto, morreria de vergonha.

No meio disto tudo, são os jogadores e os técnicos que mais sofrem com isto tudo. Esforçaram-se tanto para chegar ao primeiro lugar e garantir um lugar na Liga dos Campeões e agora, por causa do seu presidente, vão ver a Champions pela televisão, enquanto uma equipa que não merecia, tem oportunidade de entrar no campeonato. É mais por causa dos jogadores e equipa técnica, que não merecem nada disto, que eu torço pela anulação da sentença. Agora o Pinto da Costa, ou quem quer que tenha sido o responsável pela tentativa de corrupção ou mesmo a corrupção, é que merecia ser punido, e bem!

Por outro lado, vendo isto numa prespectiva mais humorada, isto tudo até pode dar sorte. Se a Itália foi campeã no ano em que na Liga Italiana vieram a público casos de corrupção desportiva, pode ser que o mesmo aconteça connosco este ano...

A um dia da nossa estreia no Europeu, vou fazer aqui uma promessa: se formos campeões torno-me sócia da Selecção e não como doces (isto inclui chocolates, bolos, pastilhas elásticas, gelados, bolachas tipo "Oreo" e afins) durante um mês. Sei que este último não parece ser um sacrifício por aí além mas garanto-vos que é. Eu, que como um chocolate quase todos os dias, vou sofrer para cumprir a promessa. Mas a balança agradece.

P.S. Em relação à sugestão deixada nos comentários, eu até punha o vídeo na tal página, só que o vídeo está marcado com o "third party content" por ter usado uma música do Bryan Adams. No site não aceitam vídeos com o "third party content". Mas obrigada, em todo o caso!
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